terça-feira, 4 de agosto de 2009

Entrevista: fisioterapeuta Andrezza Rodrigues


Esta pessoa simpática e sorridente ao meu lado é a Andrezza, fisioterapeuta que está me acompanhando desde junho e foi a profissional que mais me impressionou até hoje nesta área. Extremamente dedicada aos pacientes, ela se preocupa não somente com o tratamento fisioterápico mas também com a carga psicológica de cada paciente, o que é fundamental para uma recuperação completa. Sua clínica é muito bem aparelhada e atende a diversos tipos de casos, incluindo os neurológicos. Abaixo transcrevo uma entrevista com ela abordando questões muito comuns e polêmicas envolvendo a aplicação de fisioterapia a lesados medulares.

1- Qual a importância da fisioterapia para um lesado medular?
Quando se trata de uma lesão medular, vários aspectos importantes fazem muita diferença na vida do indivíduo; como por exemplo:
- a fisioterapia evita contraturas e encurtamentos severos;
- dependendo do nível da lesão, o lesado medular pode ter uma vida mais independente, usando, assim, o próprio corpo a seu favor;
- diminui dores e espasmos musculares;
- melhora a condição cardiovascular e pulmonar em aspectos específicos e gerais;
- e, com tudo, aumentar significativamente a qualidade de vida do nosso paciente.

2- Você acredita que a fisioterpia contribui para a recuperação de movimentos nos lesados medulares?
Essa questão engloba muitas outras. Dependendo do nível da lesão, se é completa ou não, a melhora é clara e notória. Muitas vezes nos surpreendemos com o que uma musculatura bem trabalhada é capaz de fazer e o quanto é capaz de recuperar movimentos que antes eram de pouca valia ou fracos e não raros inertes. Quando um paciente sente essa mudança acontecendo no próprio corpo ele começa a entender o quanto se movimentar, alongar, fortalecer e mobilizar pode tornar a sua vida mais fácil e independente.

3- Porque é tão importante o acompanhamento de um profissional na fisioterapia?
O fisioterapeuta tem função de fazer o paciente que sofreu lesão medular ter uma melhor qualidade de vida. Para isso o profissional trabalha com intuito básico de "usar" cada músculo adequadamente- dentro do "potencial" que a lesão lhe permitir. Isso significa que quanto mais o paciente se movimentar, se transferir, melhor. E se isso for feito usando um músculo específico para cada função: tanto melhor. E este é o papel do fisioterapeuta: indicar para o paciente como deve ser "usado" o seu corpo a seu favor. Muitos pacientes podem realizar exercícios sozinhos e diariamente- como alongamentos e transferências. Mas é importante que tenham a orientação correta para que ele use os músculos, nos quais tem maior controle, de forma adequada na tentativa de realizar movimentos, diminuir a dor e a fadiga muscular.

O trabalho deve ser feito em equipe, e nessa equipe sempre digo que o próprio paciente é o membro mais forte dela. Porque é preciso muita forca de vontade sim, mas quando o indivíduo começa a ver e sentir os próprios resultados a sua vida realmente muda. Cada músculo responde de forma muito positiva, nesse momento começamos a colher frutos de todo o nosso esforço e dedicação.
Quando há uma troca de informações e tomadas de decisões conjuntas entre fisioterapeuta e paciente os resultados são ainda mais animadores.
Aproveito para parabenizar o Alessandro, paciente que me faz adimirá-lo diariamente por sua força de vontade, inteligente e de bem com a vida desde o primeiro dia de tratamento me dá sinais claros de sua recuperação e esforço. Tenho prazer em trabalhar com o Alessandro ajudando-o a formar a "sua própria equipe".

7 comentários:

  1. Amo a fisioterapia, sou suspeita pra falar, mas a cada dia ( mesmo com 17 anos de formada )me surpreendo e me empolgo....
    Parabéns Andrezza, continue assim, vendo o ser humano em toda sua complexidade, seus aspectos emocionais e físicos.
    Bjos para os dois!

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  2. Boa tarde alessandro meu nome é Danielle Catapan estava pesquisando pela internet achei o seu blog, sou estudante de fisioterapia e estou fazendo um trabalho chamado aqui por nos PESQUISA aplicada e nosso assunto é sobre as adaptações fisica nas vias publicas para cadeirantes, gostaria se você puder dar uma opinião do que voçê acha do assunto como funciona ai na sua cidade! aguardamos um retorno tenha um otimo inicio de semana!
    E dar os parabens para sua fisioterapeuta pois é uma profissão muito gratificante! pode mandar a resposta para o mail 85597@upf.com.br

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  3. Boa noite Alessandro, meu nome é Cláudio, alguns anos atras, minha irmã sofreu um acidente de carro e perdeu o movimento das pernas entre outros problemas. Desde então vem se esforçando para recuperar seus movimentos.
    Fez transplante de medula na China entre outras coisas. Após muitas tentativas vem se recuperando lentamente com sessões constantes de fisioterapia.
    Devido a essa necessidade, meu irmão com orientação médica desenvolveu uma bicicleta para cadeirantes que auxilia na fisioterapia. A mesma estará sendo colocada no mercado em alguns meses. O site é www.ffcastellari.com o site tem informações e fotos, mas para contato vocâ pode mandar a resposta para crcprestserv@ig.com.br

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  4. A fisioterapia é uma aréa em que eu amo de paixão, por se um estudante a cada dia descubro novas melhoria para cada tipo de paciente. O mais importantes não é apenas melhorar o individuo na sua deficiência, mas sim melhora-lo e adapta-lo para o novo estilo de vida. Isso é o mais legal de ser fisioterapeuta.

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  5. Caro Alessandro: conheço muito bem o caso do MINASCENTRO pois já morei em BH por quase 20 anos. Atualmente, vivo numa cidade com cerca de 7400 hab em que praticamente todas as ruas são pavimentadas com paralelepípedos ou blocos sextavados e, como sou cadeirante novato e peso mais de 100 kg, acabo sempre precisando de ajuda para atravessar a rua apesar de existirem umas poucas rampas na região central. Dura essa vida de cadeirante da roça...

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