terça-feira, 1 de novembro de 2011

Decepção no Banco do Brasil

Gente, tenho uma opinião sobre determinadas empresas, como a CEF e Banco do Brasil: devido sua abrangência e público de interesse, deveriam ser totalmente acessíveis. Deveriam. Já publiquei aqui que a CEF não exige que as casas lotéricas tenham acesso, e na sexta passada passei por uma situação com o Banco do Brasil que me deixou profundamente revoltado.
Apesar de realizar 95% das atividades bancárias pela internet, na sexta feira eu precisei pagar um boleto de valor acima do limite da internet, e teria de ir pessoalmente na agência, não podia ser nem em caixas eletrônicos. Aproveitei a deixa para conhecer a agência do Banco do Brasil mais próxima da minha casa, que fica na Av. Contorno, 5722. Não é a agência que tenho conta, pois quando transferi minha conta para BH (era em Coimbra/MG) eu morava no Gutierrez, e escolhi a agência do Santo Agostinho, na Raja Gabaglia. Detalhe: sou correntista do BB desde 1998.
Uma agência com degrau, em que não posso nem usar o caixa eletrônico
Como era muito perto (uns 150 metros), resolvi ir rodando. Sai de casa por volta das 14:00hs debaixo de um sol de rachar. Atravessei algumas ruas e me deparei com a fachada da agência. Pra começar, um belo de um degrau. Mas como era só um, pedi a uma pessoa que passava para subir comigo. Subi, e lá dentro veio me atender um funcionário do banco. De cara ele já disse que lá não atendem cadeirantes, pois há uma placa na porta avisando que o atendimento a deficientes é na Rua Paraíba, 1279. Eu já conhecia esta agência, já estive lá uma vez e lembrava que tem uma grande rampa na porta, como podem ver na foto abaixo.
Pois bem, lá fui eu rodar mais 700 metros para chegar na outra agência. Com muito esforço e ajuda de alguns pedestres, já que estou recém operado e não podia fazer muita força, fui lentamente até esta agência. Chegando lá, subi a rampa, muito bem feita, e entrei na agência. Mais uma decepção. Lá dentro me disseram que não há atendimento em caixa físico, só atendimento eletrônico e outros serviços. Fiquei decepcionado, pois fui encaminhado por um funcionário da outra agência.
Uma agência enorme dessas e sem atendimento
Me informaram, então, que eu deveria ir até a próxima agência, na rua Sergipe, pois lá era acessível e havia caixa físico. Era só descer a rua Tomé de Souza, atravessa a Av. Cristóvão Colombo e subir um pouco a rua Sergipe. Felizmente, como era só descida, resolvi encarar mais 500 metros rodando. Só que nem tudo é acessível no caminho. Me deparei com várias esquinas sem rebaixamento, buracos, desníveis, e o pior: a "subidinha" da rua Sergipe era bem pesada, vejam na foto abaixo. A agência está escondidinha no canto esquerdo.
Já no meio da subida da rua Sergipe
Depois de um imenso esforço para subir, finalmente fui atendido na agência. Para voltar, só de táxi mesmo, pois pelas subidas que enfrentaria demoraria uns três dias pra chegar em casa. Me deparei com mais um problema: na frente da agência tem um estacionamento de motos, para que um táxi se aproximasse e permitisse meu embarque, só se descesse a rua toda. Foi o que fiz, e finalmente consegui pegar um táxi para ir pra casa. Ah, e vaga para deficiente próxima, não vi nenhuma.
Se tivesse ido de carro, onde estacionaria??
O que me revolta, nessa história toda, é fazer o cliente de bobo, mandando de um lado para o outro, e mesmo assim não oferecer estrutura adequada. E o pior, a agência do Banco do Brasil "acessível" mais próxima da minha casa fica a 1300 metros. Haja braço.

2 comentários:

  1. Concordo plenamente com você. É um absurdo ainda existirem agências bancárias sem acessibilidade. Há tempos a FEBRABAN assinou um TAC com o Ministério Público se comprometendo a adequar as agências bancárias para clientes e funcionários. Mas não se estresse! Trabalhei 5 anos em uma agência não adaptada e estou há 1 ano em uma área meio, com três andares, sem rampas ou elevadores! Já mexi meus pauzinhos pedindo mudanças, mas... quem sabe um dia!! bjs

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  2. Eduardo Aranha Luz1 de novembro de 2011 18:25

    Olá, Alessandro,

    Sou tetraplégico, leitor habitual dos seus blogs já há bastante tempo, mas esta é a minha primeira intervenção.
    O que vc está esperando para processar o BB? É só vc ir a qualquer Juizado Especial Cível e pedir a algum serventuário para redigir o seu pedido de compensação pecuniária pelos danos morais que lhe foram causados, sem necessidade de advogado (mas, se vc quiser, poderá ter um). A causa pode ter valor de até 20 salários mínimos (ou seja, R$10.900,00). Se vc tiver advogado, poderá pedir até 40 salários mínimos (ou R$21.800,00).
    Vc está bem documentado. As fotos podem servir de prova. Não se esqueça de mencionar que vc estava recém-operado e , portanto, não poderia fazer muito esforço físico.
    Quem sabe assim eles aprendam a deixar de fazer os outros de idiotas?

    Um abraço.

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