quarta-feira, 3 de abril de 2013

Guarapari para cadeirantes

Boteco com uma vista dessas? Em BH não tem...
Tem um ditado que diz que santo de casa não faz milagre. Tem outro que diz que em casa de ferreiro, o espeto é de pau. Ambos me servem muito bem, eu geralmente esqueço de fazer postagens sobre os locais que mais conheço. Guarapari, para quem não sabe, é praticamente a praia de Minas Gerais. Já houve ocasiões em que eu encontrei mais da metade dos meus amigos lá sem combinar com nenhum. E é lá também que atualmente moram meus pais. Então, sempre que tenho uma chance, dou uma fugidinha pra lá. Fiz isso nesse último feriado.
Orlas urbanizadas com largos calçadões
A cidade cresceu bastante desde que a conheci, nos anos 80, e hoje a maioria das praias tem orla urbanizada, com quiosques de alvenaria e calça larga e acessível. As faixas de travessia nas principais praias de ruas são elevadas, no nível da calçada. E os motoristas param para os pedestres atravessarem as ruas, sem necessidade de semáforo. Um exemplo para o resto do Brasil. Estou falando das praias da região central da cidade, que conheço mais. As fotos deste post são de lá.
Calçadas lisas e mirantes estão por todo lado
Guarapari tem algumas facilidades para cadeirantes. A cidade é quase toda plana, com poucos desníveis, e tem rebaixamento na maior parte das esquinas nos locais movimentados. Saindo um pouco da orla, a coisa fica feia. Não há mais rebaixamentos nas esquinas e as calçadas são péssimas, algumas tão estreitas que o cadeirante é obrigado a ir para a rua.
Há alguns estabelecimentos com acesso para cadeirantes, sem degraus na entrada. Mas infelizmente nem todos tem banheiro acessível. Um lugar que frequento sempre que vou lá é o Beco da Fome, um calçadão com vários restaurantes e botecos. Só frequento porque há várias mesas no calçadão, pois quase todos os bares tem escadas na entrada. E pra piorar, as mesas não são de pés paralelos, eu estaciono "de lado" e para comer é desconfortável. Banheiro adaptado nos bares, nem pensar. Bola fora.
Outro é o restaurante que dá para ir é o da Pedra da Paquera, uma península entre as praias das Castanheiras e da Areia Preta. O visual é fantástico e a comida muito boa. Uma coisa que vale a pena na praia é comer frutos do mar, na Choperia Informal, no Beco da Fome, serve lagosta por menos de cem reais para o casal (preço fora de temporada).
Dá para curtir praia com alguma ajuda
Há muitos hotéis com quartos adaptados na cidade, como o Porto do Sol, Meaípe e Vista Bela. Não tenho como avaliá-los aqui pois minha única hospedagem lá é a casa da mamãe, essa totalmente adaptada. Mas sei que hotéis adaptados não costumam trazer muitas novidades, só recomendo ligar antes para saber sobre as adaptações do banheiro, que costumam trazer surpresas.
Ao fundo o restaurante da Pedra da Paquera
Infelizmente não há praia adaptada em Guarapari, mas em Vila Velha, a menos de 40 km de lá, está a melhor que já fui até hoje. Falei dela neste post. A opção que temos é ir até a areia com nossa cadeira mesmo, com ajuda de alguém. Há praias com faixa de areia curta, como a de Meaípe, o que facilita chegar até lá e passar para uma cadeira de praia.
Gosto mesmo da cidade pelas orlas urbanizadas, com quiosques que atendem muito bem. É uma delícia passear pelos calçadões e parar em um quiosque ou restaurante para bater papo com a família ou amigos. Recomendo.

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