segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Porta automática: acessibilidade além da facilidade

Basta se aproximar que ela se abre sozinha
O que você pensa quando se depara com uma porta automática? Quem é como eu, de cidade pequena, sempre encara como uma novidade tecnológica, soltando um sonoro “noooooooó” quando vê uma. Quem é de cidade grande provavelmente nem se dá conta de que passou por uma, pois o número de estabelecimentos que a utilizam é enorme. Mas essas são as impressões de quem não tem nenhuma dificuldade pra se locomover e tem, no ato de andar, a coisa mais comum do mundo. Mas e para quem tem dificuldade? Um cadeirante, por exemplo? O que uma porta automática representa para ele? 

Na nossa correria diária, nem sempre dedicamos um tempo pra pensar no significado dessas facilidades do dia-a-dia – e muitas vezes encaramos algumas delas até como “frescura”. Mas o que é bobagem para nós pode ser uma tremenda conquista para quem leva uma vida um pouco diferente da nossa – por exemplo, por uma deficiência motora. Para mim e talvez pra você, levantar da cadeira e abrir uma porta com maçaneta redonda é banal, mas e para quem precisa de uma cadeira de rodas, ou de uma muleta? Você já se sentou em uma e tentou viver seu dia sem sair dela?

Normas sobre portas e acessibilidade

A vida para quem usa cadeira de rodas é diferente da vida de quem anda em aspectos sobre os quais pensamos pouco. Uma pessoa que anda consegue passar por portas estreitas simplesmente girando um pouco o tronco, mas uma cadeira de rodas não permite isso. Por isso, os estabelecimentos precisam ficar atentos às normas de acessibilidade quando instalam suas portas, inclusive as portas automáticas, descritas na norma NBR 9050/2004. Ela foi criada para padronizar essas instalações e garantir que ao menos o mínimo será feito.

Uma das regras diz respeito à largura da porta: elas devem ter no mínimo 80 centímetros de largura, e isso vale para todas as portas:
• sanfonadas: o vão livre dessa porta deve ter essa medida mesmo com a porta totalmente recolhida, o que quase nunca acontece pois ela foi criada para espaços pequenos;
• portas vai-vem: cada metade deve ter 80 centímetros, não apenas a soma das duas. Isso permite que o cadeirante utilize apenas uma das metades, diminuindo o risco de acidentes ao acionar as duas com a cadeira. Outra instrução é que haja um visor de vidro nesta porta entre 40cm e 90cm a partir do piso, para que a pessoa de um lado veja se outra se aproxima pelo outro;
• portas automáticas: dadas as grandes dimensões das placas de vidro, estas costumam ter dimensões bastante grandes. No caso das portas com acionamento ótico, os sensores devem ser regulados para pessoas de baixa estatura, cadeirantes e crianças;
• demais modelos de portas.

Outras normas importantes

Você deve ter notado que toda a explicação acima diz respeito à visibilidade e à passagem em si pelas portas. Mas tem um outro detalhe sobre o qual não falamos, à exceção das portas automáticas: o acionamento delas. Uma porta automática abre e fecha sozinha, mas e as demais? Lá em cima, mencionei as maçanetas redondas, que tipicamente exigem um pouco mais de destreza para serem acionadas (quem nunca passou aperto ao tentar girar uma estando com as mãos engorduradas?). Se você se aproximasse de uma porta com essa maçaneta, porém sentado numa cadeira de rodas, como seria a “pega” nessa maçaneta?

O teste é fácil: sente-se numa poltrona em frente a porta e faça isso. Verá que a mecânica deste movimento fica totalmente diferente. A NBR9050/2004 também versa sobre isso e recomenda que as maçanetas instaladas em portas que prevejam a passagem de cadeirantes tenham maçaneta reta e na posição horizontal. Assim, um movimento simples e unidirecional já é suficiente para abrir a porta - inclusive em casos de emergência! Já imaginou o que é uma emergência para quem não tem como correr? Se a porta for automática, ele só precisa se aproximar e passar.

Outra coisa: a força necessária para abrir uma porta (que também não é problema nas portas automáticas). A abertura deve ser suave, mas nem sempre isso acontece, principalmente no caso das portas pivotantes e as portas com “braço” automático para mantê-las fechadas. Praticidade para uns, dificuldade para outros. Deve-se pensar sempre, em primeiro lugar, nos usuários com dificuldade de locomoção, para garantir a eles o direito de se locomover livremente mesmo que estejam desacompanhados de alguém para ajudá-los.

Finalizando: já viu em consultórios e repartições aquelas portas com uma espécie de proteção metálica na porção mais baixa delas? São exatamente para evitar acidentes caso as portas levem uma trombada mais forte de uma cadeira de rodas ou mesmo uma muleta. São especialmente importantes nas portas de vidro, mais fáceis de quebrar. Algumas pessoas não gostam dessa proteção por razões estéticas, mas um bom desenho da porta pode solucionar isso. Nas portas automáticas, essa proteção não é necessária pois se abrem antes do usuário ter contato com elas.

Resumindo:
Vão livre: as portas automáticas requerem mais espaço, mas fornecem os maiores vãos.
Facilidade de acionamento: elas se abrem e se fecham sozinhas, sem ação humana.
Maçaneta: não é necessária.
Visibilidade: garantida nos dois sentidos. 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

CASE cria retroescavadeira para pessoas com mobilidade reduzida

Marca inova com máquina de construção para profissionais com limitações físicas
Com o lançamento da retroescavadeira conceito 580N Accessibility, a CASE Construction Equipment, marca da CNH Industrial, inova mais uma vez no segmento. A marca, líder em vendas de retroescavadeiras, foi a inventora do modelo em 1957 nos Estados Unidos e a primeira a trazê-la ao país, se tornou sinônimo do produto.
No Brasil, as retroescavadeiras ainda representam uma fatia muito grande de todo o mercado de máquinas de construção. O ponto forte da retroescavadeira é sua versatilidade. Ela integra dois implementos: uma carregadeira na dianteira e uma escavadeira na parte de trás, daí a origem do seu nome. Além disso, por ser uma máquina de pneus com dimensões reduzidas, consegue se locomover com agilidade na obra, em terrenos acidentados e até nas cidades.
Por causa dessas características, a retroescavadeira é usada em construções residenciais e não residenciais, obras de infraestrutura, indústria, saneamento, agricultura e mineração.
O novo modelo de retroescavadeira da CASE mostra que a marca continua à frente, buscando soluções que visam aumentar a segurança, produtividade e inclusão no ambiente de trabalho.
Inclusão no mercado de trabalho – Dois pontos norteiam o trabalho da CASE ao desenvolver a retroescavadeira conceito 580N Accessibility: a inserção de pessoas com mobilidade reduzida no mercado de trabalho e o aumento da expectativa de vida do trabalhador brasileiro, que demanda melhores condições para o dia a dia no canteiro de obras.
“É uma solução que permitirá a inclusão de pessoas com necessidades especiais no segmento de construção. Pela primeira vez, esses profissionais com privação dos membros inferiores poderão ser operadoras de máquinas rodoviárias”, afirma Maurício Moraes, gerente de Marketing da CASE para a América Latina.
Esta máquina abre mais uma alternativa de trabalho para pessoas com deficiência
De acordo com o gerente, esta é uma aposta pioneira da marca com criação totalmente brasileira. “Realizamos pesquisas nos diversos mercados de todo o mundo e não encontramos soluções de acessibilidade estruturadas para este tipo de aplicação, por isso, desenvolvemos uma solução nacional, alinhada às nossas estratégias de futuro e sustentabilidade”, esclarece Moraes.
A 580N Accessibility tem as mesmas funções e configurações que o modelo sem o recurso de acessibilidade, explica Moraes. A principal modificação é a plataforma de elevação, capaz de permitir o transbordo da cadeira de rodas para o assento desta plataforma.
A ergonomia e o espaço interno se mantêm, principalmente porque a plataforma de elevação ficará posicionada externamente à cabine, justamente para garantir a operação de máquina em qualquer condição. As dimensões externas da máquina também serão preservadas.
Um joystick é usado para movimentar e introduzir o operador na cabine da máquina até a posição de transbordo para o assento. Também houve o reposicionamento de suportes de mão e dispositivos para permitir uma nova dinâmica de operação.
Os comandos de aceleração e freio, por exemplo, foram transferidos de pedais para as mãos, permitindo a integração da máquina ao operador. “Essa é uma das opções para os comandos da máquina conceito, mas claro que demandas diferenciadas estão sendo estudadas até chegarmos ao modelo padrão”, completa Moraes.
Outra vantagem do modelo é que, por ser totalmente inclusiva, ela também pode ser operada por profissionais sem necessidades especiais.
A CASE Construction Equipment – Comercializa e dá suporte a uma linha completa de equipamentos de construção ao redor do mundo, detentora de um portfólio completo de escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, pás-carregadeiras, tratores de esteira, mini carregadeiras e retroescavadeiras, inclusive a CASE foi a fabricante da primeira retroescavadeira em 1957. Por meio dos revendedores CASE, os clientes têm acesso a um verdadeiro parceiro comercial com equipamentos de classe mundial, líderes de mercado, com suporte de pós-vendas, garantia de qualidade e financiamento flexível.
A CASE é uma marca da CNH industrial NV, líder mundial em bens de capital listada na New York Stock Exchange (NYSE: CNHI) e no Mercato Telematico Azionario da Borsa Italiana (MI: CNHI). Mais informações sobre a CNH industrial podem ser encontradas online em www.cnhind.com.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Cadeirante militar faz rapel no Rio

Aventura sobre rodas no belo visual do Morro da Urca
O militar Washington Espíndola, que se tornou cadeirante após ser baleado em um assalto, não se abateu pelo ocorrido e nunca desistiu de curtir a vida nem fazer o que gosta! Já mostramos aqui no blog um esporte que ele pratica, o Airsoft, e agora ele nos trás uma nova e radical aventura! 
Apenas cordas, ganchos e mosquetões segurando a cadeira de rodas!
Washington fez rapel no Morro da Urca, no Rio de Janeiro! Isso mesmo, ele desceu a pedra do morro em sua cadeira de rodas, segurando apenas pelas cordas e com auxílio da Equipe Graver Turismo de Aventura
Muita adrenalina se pendurar assim na pedra!
A ideia surgiu no aniversário dele em uma conversa com o compadre Roberto Brandão, que é o dono da Graver. Como ele é militar, este tipo de atividade fazia parte de vida dele na época que servia. Só que após o tiro, nunca mais havia conjecturado voltar a fazer rapel. Com incentivo do amigo, fizeram todo o planejamento para operacionalizar a atividade e no dia 2 de fevereiro, sob coordenação do Brandão da Equipe Graver e participação de membros da Equipe de Airsoft, e da CSAR Pararescue MilSim, que tem treinamento em rapel, APH Tático e resgates verticais.
Parabéns a todos os envolvidos pelo sucesso no rapel adaptado e ao Washington por nos presentear com mais esta aventura sobre rodas!! E você, teria coragem? Bora descer montanha???

* todas as fotos e o vídeo foram fornecidos pelo Washington

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