 |
| Você se aceita como é? |
Mais um excelente texto da Patty Lorete, em sua segunda contribuição aqui no blog. Obrigado Patty!
"É fato que muitos têm problema com a sua imagem; no entanto, quando falamos da pessoa com deficiência, a coisa piora bastante. Ter um corpo fora do padrão instituído como belo e aceitável, não é nada fácil! Encarar olhares que dizem que somos diferentes da maioria costuma incomodar. Mas... será que esse olhar, que nos destaca, é sempre de reprovação? Será que nunca nos olham com admiração? Sendo bem realista... Acontecem os dois tipos de olhares. Afinal, não adianta tapar o sol com a peneira, o preconceito existe.
O que precisamos fazer é filtrar as mensagens que recebemos e reter o que for agradável, o que acrescenta. Porém, não conseguiremos realizar este processo se não tivermos uma boa autoestima que, segundo Sedikides & Gregg (2003), é a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma, como sendo intrinsecamente positiva ou negativa, em algum grau.
Então, para que eu consiga viver bem com a minha imagem e não me importar com o estigma que, muitas vezes, recai sobre mim, é só me dar valor, é isso? Hum... interessante! Mas é fácil? Não, não é!
O problema é que alguns deficientes insistem em acreditar nos pensamentos alheios negativos a nosso respeito – e nos seus próprios - e passam a enxergá-los como verdadeiros, incorporando uma vida sem graça, pra baixo, desanimada, sem sentido!
A baixa autoestima inibe nosso potencial e prejudica o convívio social. Aí, depois reclamamos que não temos amigos, que não saímos de casa, que ninguém gosta da gente e...blá, blá, blá...! Na verdade este tipo de comportamento acaba por criar um círculo vicioso. O deficiente se mostra como o coitadinho, injustiçado, o enclausurado. E a sociedade acaba por acreditar que realmente somos assim.
O deficiente esquece que, em todo tempo, “vendemos” uma imagem. E, qual é a nossa vitrine, o que queremos ou estamos mostrando?
Saiba que, se quisermos ter uma boa autoestima e, consequentemente, vivermos bem com os outros e, principalmente conosco, não podemos desassociar autoestima de autoaceitação, que é: A ação de aceitar a própria forma de ser, os próprios defeitos, qualidades, etc...
Portanto, entenda, para ser visto pelo que se é, na essência, e não somente por ter um corpo diferente ou fora da simetria tão cultuada nos dias atuais... ACEITE – SE! Goste (ou aprenda a gostar) do seu corpo, do seu nariz, do cabelo, do pé, enfim... se goste do jeitinho que você é. E, por favor, esqueça esta bobagem de normalidade social. Acredite, a normalidade é um fantasma, isto não existe!"