Entrada da feira. Fizeram questão de não deixar dúvida sobre a entrada...
Nos dias 23, 24 e 25 de novembro aconteceu no Minas Shopping, em Belo Horizonte, a Mobility & Show, feira de Exposição de Automóveis, Veículos e Adaptações, Equipamentos e Serviços para Pessoas com Deficiência e Familiares. Como a Reatech tem deixado de acontecer nos últimos anos, essa feira foi uma alegria para quem gosta de acompanhar as novidades em cadeiras, veículos e acessórios para pessoas com deficiência.
Cadeira de titânio e a diferentona Unilock, ambas da Smart
Não é a primeira vez que a feira vem a Minas, porém no passado ela aconteceu no Expominas, lugar bem mais adequado do que o escolhido para este ano, uma parte do estacionamento do Minas Shopping. Achei o lugar meio apertado, por várias vezes tive que desviar de outras cadeiras de rodas. E os stands das montadoras, então, só comportavam dois ou três cadeirantes por vez. Apesar disso, é muito bom ver que Minas Gerais ainda é interessante para acontecer este tipo de evento, nós somos um enorme mercado consumidor, ávido por novidades e temos muito o que acrescentar para estas empresas que buscam atender pessoas com deficiência. Nestas feiras podemos trocar ideia com lojas e fábricas, e também com outras pessoas nas mesmas condições. As palestras que ocorrem durante o evento são mais uma oportunidade de colocar em prática estas discussões.
Experimentei a cadeira de fibra de carbono Carbonmax, da italiana ProGeo
Na feira deste ano gostei de ver produtos de ponta como cadeiras de fibra de carbono e titânio, equipamentos voltados para cegos e surdos, e pessoas com mobilidade muito comprometida, como os teclados da Rede Mineira de Tecnologia Assistiva, que facilitam a utilização de equipamentos eletrônicos. Haviam também muitos veículos adaptados para transporte de pessoas com deficiência, três deles modelos Spin da Chevrolet com abertura e rampa na traseira, e um Ecosport que permite que o cadeirante entre por trás e dirija sem sair da própria cadeira. A limitação destes veículos é a altura do teto, que inviabiliza que pessoas mais altas os utilizem. Frisei isso com os expositores, que disseram buscar uma alternativa para resolver este problema. Vamos esperar.
Entre os veículos da feira havia até o híbrido Prius, da Toyota. O porta malas não ajuda muito...
Gostei muito de ver iniciativas voltadas para inclusão da criança com deficiência, como o balanço inclusivo, que permite ao cadeirante subir nele e se divertir com o ir e vir da estrutura. Aliás, a proposta do balanço não é atender somente a crianças, mas também às "crescidinhas" como eu! Devia ser incluído em parques públicos, fica a dica para governantes que queiram fazer de suas cidades mais inclusivas.
O balanço inclusivo, que permite ao cadeirante balançar, balançar... e se divertir!
O balanço geral do que vi foi positivo, senti falta de algumas lojas, marcas e produtos, mas como o espaço era limitado não poderia ser diferente - espero que seja somente este o limitador, pois importância, o evento teve. Confiram abaixo os vídeos que fiz sobre o evento, para terem um ideia do que foi este belo evento. Que venham mais!
A Zelaine é gerente na concessionária e está atenta às necessidades do público PCD
O Blog do Cadeirante firmou mais uma parceria de sucesso! Agora temos o apoio da Tecar Jeep, concessionária que fica na Avenida Nossa Senhora do Carmo, 777, no bairro Sion, aqui em BH, especializada em Jeep! A concessionária é totalmente adaptada, conta com manobrista na porta (que tem experiência com cadeiras de rodas), elevador para acessar o hall e banheiro adaptado. Os funcionários são atenciosos e atentos às necessidades das pessoas com deficiência. O show room é completo e espaçoso, fácil de transitar com qualquer aparelho de auxílio à mobilidade.
Com o Renegade adaptado no dia do Passeio de Aventura
A Tecar Jeep foi pioneira ao disponibilizar em 2016 um Renegade adaptado para test drive, tanto que foi o primeiro test drive que fiz para o canal do blog, que você pode conferir ao fim da matéria. Em breve vou repetir este test drive no Renegade, que recentemente voltou a ser oferecido com roda de liga leve de 16"! Este veículo ficou disponível por mais de um ano, para quem quisesse fazer test drive, e foi com ele que participei de um Passeio de Aventura organizado pela concessionária em agosto de 2016. O passeio foi ótimo, contou com mais de 30 veículos, passamos por lindas cidadezinhas ao redor de Belo Horizonte e teve até uma prova! Recebemos na largada uma folha com imagens da trilha e a gente precisava tirar as mesmas fotos durante o caminho.
Na chegada do passeio de aventura, ficamos no pódio!
Foi muito bacana o passeio, eu peguei a manha de ler a planilha logo no início e minha co-pilota ajudou a entender e logo estávamos liderando grande parte dos participantes, que nos seguiram até próximo do fim. Faltando apenas 200 metros para chegar ao restaurante, nos enrolamos e resolvemos voltar. Logo percebemos o erro e voltamos, mas aí já haviam dois carros lá e chegamos em terceiro lugar! Foi muito bacana participar do passeio, o carro que eu estava era somente tração dianteira e passou por lugares que não acreditei! O carro é valente, o estilo de vida da Jeep é empolgante e saber que há uma concessionária investindo em acessibilidade e apoiando iniciativas em prol das pessoas com deficiência é muito gratificante!
A Tecar tem manobrista na porta e elevador para acessar o hall principal
Com nossa parceria, faremos ações para incentivar o público PCD a conhecer os carros da marca e iremos facilitar o contato com a concessionária no intuito de facilitar a aquisição com isenção total ou parcial de impostos. Confiram abaixo os test drives que já fiz na concessionária, e fiquem à vontade para comentar e enviar suas dúvidas!
Fazer transferências é sempre um desafio para quem tem mobilidade reduzida. Quanto maior o comprometimento, maior a dificuldade. Há no mercado alguns produtos que facilitam esta tarefa, como os guinchos hidráulicos. Neste post vou compartilhar com vocês um modelo de guincho que conheci há algum tempo e me impressionou pela qualidade.
O VOLLENZ HOME é um guincho de transferência móvel que, com total conforto e menor esforço do cuidador, transfere pessoas com algum tipo de limitação física de um local para outro. Uma solução simples e barata, com acionamento HIDRÁULICO, que facilita seu manuseio e garante a segurança do paciente.
Fácil de operar e manter
Importante ressaltar que este é o único guincho hidráulico do mercado com certificação da ANVISA.
VOLLENZ HOME pode utilizado em residências, hospitais, casas de repouso e clínicas de recuperação, e é destinado todas as pessoas com deficiência motora momentânea ou permanente.
Compacto e funcional
Sabe quais os benefícios ele pode proporcionar? Veja:
- Faz a transferência de pacientes com apenas um cuidador;
- O processo é rápido, seguro e confortável;
- Evita as quedas do paciente durante sua transferência;
- Elimina lesões nos cuidadores ou enfermeiros.
O VOLLENZ HOME tem capacidade máxima para 150kg, acompanha um cesto confortável, lavável e fácil de utilizar. Os pés do guincho tem a abertura ajustável por pedal, adaptando-se em qualquer ambiente. O braço do guincho se eleva movimentando a alavanca e se rebaixa ao girar o manípulo, que conta com um limitador que garante a segurança tanto do paciente como do cuidador.
O Blog do Cadeirante fechou parceria com a Technocare, uma das maiores lojas de tecnologia assistiva do Brasil. Através dela, contaremos com a experiência da Dra Maria de Mello, que trará informações importantes sobre produtos e serviços voltados para pessoas com deficiência e irá tirar nossas dúvidas. Afinal, é fundamental ser bem orientado para tomar a decisão certa ao investir no nosso bem estar.
Além disso, vou auxiliar no atendimento da loja virtual da Technocare, onde estarão disponíveis os principais produtos demonstrados nas postagens do blog. Aproveitaremos para fazer novas avaliações de produtos voltados para melhorar e facilitar o dia a dia dos cadeirantes. Os leitores do blog poderão pedir por avaliações de produtos que tenham interesse, e nas postagens e vídeos buscaremos tirar todas as dúvidas sobre eles.
Finalmente uma forma inclusiva de viajar de van e micro ônibus
Em 2014 estive na Itália, e aproveitei para conhecer os museus e a fábrica da Ferrari. São dois museus, um em Modena, onde nasceu a Ferrari, e outro em Maranello, a pouco mais de 20 km de distância, onde fica a fábrica. Entrei em contato com o museu, disse que iria fazer a visita e questionei sobre a acessibilidade, informando que iria fazer matérias para meu blog (veja a matéria aqui). Se mostraram muito receptivos, disponibilizaram uma pessoa para me receber no museu e transporte adaptado gratuitamente para mim e minha esposa.
Largado, triste, no porta malas do micro ônibus na Itália
Chegando lá, fui bem recebido em Modena, conheci a casa onde nasceu a Ferrari e um museu interativo enorme, tudo muito acessível, com bom espaço para circular e banheiros adaptados. Depois de rodar por tudo solicitei o transporte. Chegou então um micro ônibus, com quinze lugares, e elevador para cadeirante na traseira. Entrei pelo elevador e na hora me senti um mala. Não que eu não seja... mas naquela situação, com uma barreira de bancos na minha frente, me senti uma mala de verdade, uma carga no fundo do ônibus, totalmente separado da minha mulher, o que dificultava até nossa conversa. Sem contar que balançou horrores, e nem cinto de segurança tinha.
Gustavo Serizawa no lançamento da Daily Elevittá, em São Paulo
Na época pensei: "será que não tem outra forma de transportar um cadeirante nesses veículos?" Dois anos depois, finalmente tive a resposta para minha pergunta. Há dois meses meu agente entrou em contato comigo para fazer fotos de uma adaptação inovadora. Eu precisaria manter segredo, pois era um produto sem igual no mercado. Aceitei na hora, e quando cheguei ao estúdio fiquei impressionado com o produto: era um micro ônibus da Iveco, o Daily Elevittá, com dezoito lugares mais o motorista, que permite levar até três cadeirantes nas poltronas do próprio veículo. "Mas como o cadeirante vai subir na poltrona?" eu perguntei na hora. Quem me respondeu foi o Gustavo Serizawa, gerente de marketing de produto da Iveco, e idealizador do produto: "Não precisa, a poltrona desce até o cadeirante". E em seguida demonstrou o produto. Fiquei fascinado, finalmente alguém pensou em simplificar o processo de embarque de cadeirantes! Fiz o test drive e me impressionei ainda mais: como a gente passa para a poltrona, já coloca o cinto de segurança e desce os apoios de braço, a subida é suave e segura. Não há trancos nem instabilidade, a poltrona é puxada por uma espécie de esteira e em poucos segundos está de volta ao lugar de origem. Para outros cadeirantes embarcarem, basta transferir para a poltrona do lado, e a poltrona móvel pode buscar outra pessoa. Fantástico!
Embarcando com tranquilidade no Daily Elevittá
Mas o mais importante do sistema é que os cadeirantes viajam junto com as outras pessoas, interagindo, conversando e se divertindo, e não fica isolado no porta malas, balançando e inseguro. Isso sim é inclusão! O cadeirante não fica longe, nem em outro nível, é apenas mais um passageiro. Pessoalmente, nunca gostei do sistema de elevador, por isso nunca uso táxi adaptado. Prefiro usar táxi comum e guardar a cadeira no porta malas. Esta é outra vantagem da Elevittá: cabem até três cadeiras de rodas no porta malas, dobráveis ou monobloco. Ao transferir para a poltrona no carro ou van, a gente pode movimentar mais as pernas e manter o tronco ereto sem fazer força. Na própria cadeira, não dá para fazer isto, pois ela é feita para que nosso corpo encaixe ali e faça menos movimentos possíveis.
Tenho outro exemplo da importância deste produto: sou cliente da Automax Fiat, e a concessionária oferece o serviço de levar e buscar o cliente quando deixa o veículo para revisão ou concerto. De hora em hora uma van fica por conta de fazer este trabalho. Porém, como subir nela? Me arrisquei a fazer isto duas vezes, só consegui sendo carregado para entrar e sair. Na segunda vez, uma das pessoas que estava me carregando tropeçou e cai sentado na beirada da porta. Felizmente não me machuquei, mas nunca mais utilizei o sistema, mas a Automax resolveu disponibilizando um táxi para mim sempre que eu levava o carro. Um alto custo para a concessionária, que fez o possível para atender o cliente, mas se tivesse um veículo como este, atenderia a todos com segurança.
Vejam acima o vídeo de lançamento e abaixo as considerações dos gerentes da Iveco.
“O Daily Elevittá é a primeira van do Brasil a contemplar 18 lugares com até três cadeirantes, mais o motorista. Preservamos a inclusão para os passageiros e a rentabilidade para o operador em um conceito de experiência em acessibilidade ampliada” ressalta Gustavo Serizawa, gerente de marketing de produto da Iveco Bus para a América Latina.
Se o bem-estar dos ocupantes está garantido no modelo, o transportador também acumula benefícios ao adquirir o Daily Elevittá. Leis de acessibilidade do transporte de passageiros, para a categoria M2 (veículos para o transporte de passageiros com mais de oito lugares, além do condutor, com Peso Bruto Total inferior ou igual a cinco toneladas), seja escolar, urbano ou fretamento, sinalizam que, nos próximos anos, entre 2017 e 2018, todos os veículos que realizam o transporte público de passageiros deverão proporcionar acesso a pessoas com mobilidade reduzida (cadeirantes, obesos, idosos, entre outros).
"Lançamos um produto economicamente viável para os empresários do setor e nos antecipamos aos concorrentes. O Daily Elevittá abre uma nova era no transporte de passageiros", destaca Humberto Spinetti, diretor de negócios da Iveco Bus para a América Latina. O executivo afirma ainda que o cliente contará com o apoio da rede de concessionárias Iveco, com revendas estrategicamente distribuídas pelo país. "Nosso produto contribuirá para que as pessoas possam se deslocar e realizar suas atividades diárias sem nenhum tipo de constrangimento", completa Spinetti.
A melhor adaptadora automotiva de Belo Horizonte está de cara nova. A Hélio Adaptações agora é Hélio Mobilidade Sempre. Fizeram uma grande reforma na sede, ampliaram a linha de adaptações automotivas e, principalmente, a gama de produtos para deficientes. Belo Horizonte é uma das maiores e mais importantes capitais do país, mas ainda tem muitas deficiências estruturais. Uma dos mercados mais carentes é de equipamentos e produtos voltados para pessoas com deficiência.
Cadeiras de rodas da alemã Ottobock em primeiro plano
Quando sofri o acidente em 2006 e precisei comprar a primeira cadeira de rodas, fiz uma compra cega, mandei as especificações para a Ortobrás e recebi a cadeira em casa sem nunca ter experimentado. Era uma dobrável, que felizmente serviu bem, apesar de ceder o encosto com o tempo. Dois anos e meio depois, resolvi adquirir uma monobloco, e como não havia nenhuma para venda, muito menos exposição aqui em BH, precisei ir a São Paulo conhecer, experimentar, e adquirir uma M3. Mais alguns anos e precisei de uma cadeira mais leve, e apesar de começarem a aparecer algumas monobloco a venda em BH, não haviam modelos importados, de qualidade e leves. Precisei ir aos Estados Unidos para comprar a um bom preço.
O espaço ficou bem bacana!
Agora, com inauguração do novo espaço no segundo andar, a Hélio Mobilidade Sempre dispõe de showroom com modelos nacionais e importados de alta qualidade, que atendem aos mais exigentes consumidores. Além disso, está com marca própria de adaptações automotivas, a Asaflex, que mantem a qualidade e custa bem menos que as importadas. Não deixe de conferir, vá tomar um café com o Leonardo Moura e conheça mais esta novidade!
Aparelho Locomotor Multifuncional - made in Brasil!
Muitos cadeirantes sonham voltar a ficar de pé e voltar a andar, alcançar as coisas, olhar pela janela ou até mesmo dar um abraço de pé. Para ver sua mãe assim de novo, a Rosana, mineira de Belo Horizonte criou o Up Rose, que tem este nome em homenagem a ela. A mãe dela sofreu um acidente e lesionou a medula, ficando paraplégica.
É muito legal se movimentar de pé novamente pelo ambiente, ver novamente os móveis e as pessoas de cima. É quase como andar de novo, com a vantagem de não fazer esforço. O aparelho é uma alternativa interessante aos inviáveis exoesqueletos fabricados no exterior, porém não pode ser utilizado em ambientes externos, pois não ultrapassa obstáculos como desníveis ou buracos. Para usar dentro de casa ou shoppings é uma maravilha. Além disto tem uma vantagem, muito importante: praticar o ortostatismo (ficar de pé) para melhorar a circulação, evitar osteoporose, estimular o intestino entre outras vantagens. Porém, ficar de pé em casa, ou na fisioterapia, costuma ser muito chato, a gente fica de frente para uma parede ou algum canto da casa, sem muito o que fazer além de alguns exercícios. O Up Rose torna esta atividade divertida e acrescenta várias utilidades ao ortostatismo, além dos exercícios para tronco e membros superiores.
Há opcionais para atender vários tipos de limitações
Para subir nele não senti dificuldades, foi só posicionar a cadeira, colocar os pés para dentro, chegar na beirada da cadeira e puxar o corpo para cima. Simples assim! Achei que fosse desequilibrar, devido ao meu tamanho e peso, mas nada disso aconteceu. Como o motor e as baterias dele ficam na base, o peso dela facilita o equilíbrio ao subir. O João ficou na frente dando apoio, mas me disseram que basta encostar na parede para conseguir subir sozinho nele. Após subir, é só fechar a porta de segurança e instalar apoios atrás e na frente para o corpo ficar bem travado. Como há apoios no joelho, a gente fica realmente estável dentro do aparelho. Se for necessário, há um módulo para apoiar as costas e dar mais estabilidade ainda. No meu caso, testei, mas achei desnecessário. Apesar de minha lesão ser alta, tenho bom controle de tronco, como verão no vídeo abaixo.
Ao longo do teste, achei muito fácil conduzir o Up Rose, desviar de obstáculos e passar por portas. Muito seguro, muito estável. E na hora de descer, foi tão fácil quanto subir, é só retirar os apoios, destravar a porta traseira e descer o corpo até a beirada da cadeira. Pronto, é só se posicionar na cadeira, levar o Up Rose até um canto com o controle remoto e voltar a rodar sentado!
O Up Rose já está sendo
comercializado por representantes regionais, no site tem os telefones e emails
da equipe comercial. Ele custa 15.900 reais e pode ser adquirido através do
Crédito Acessibilidade do Banco do Brasil. A representante mais simpática e acessível é a Dilma (que não está curtindo ser xará de uma certa presidente), os telefones dela são (31) 99891-5627 / 99360-5077 e o email dela é riosdilma@hotmail.com.
Muitas pessoas que sofrem um grande trauma que causa limitações severas entram em depressão ou enfrentam problemas psicológicos para o resto da vida. Alguns buscam atendimento psicológico, outros tem dificuldade de buscar seja por causa das limitações ou por não se sentir à vontade. Vejam o post abaixo elaborado por Luciane Melo, que nos apresenta uma alternativa interessante para quem deseja este atendimento com mais comodidade.
Precisando de um Psicólogo? Conheça a Orientação Psicológica Mediada pelo Computador.
Diante do cenário brasileiro e mundial, acredita-se que a psicologia não deve ficar de fora da tecnologia que tem proporcionado facilidades para as pessoas, que de outra forma poderiam ficar sem atendimento psicológico, como portadores de necessidades especiais ou seus familiares que tenham dificuldade para se deslocarem até um consultório físico, moradores de pequenas cidades onde o serviço de psicologia não é oferecido, pessoas que estão sem mobilidade ou acamados, para quem não quer perder tempo nos deslocamentos, que possuem dificuldades no contato social ou até mesmo por ser confortável e cômodo. Vale ressaltar que não se trata de psicoterapia, mas de um atendimento breve, pontual e com foco proposto pelo paciente, podendo ser realizado em até 20 encontros ou contatos virtuais via vídeo, áudio ou chat.
Há trabalhos cientifico-acadêmicos, tanto brasileiros como de outros países que mostram a eficiência/eficácia desse trabalho comparado ao presencial. Em alguns países o atendimento online já supera em quantidade os atendimentos presenciais.
Essa modalidade é aprovada pelo Conselho Federal de Psicologia, o CRP, resolução 11/2012. Todas as informações trocadas na orientação psicológica são de responsabilidade do psicólogo que deve manter o sigilo das informações conforme o Código de Ética Profissional. Mas é importante alertar que as trocas de informações feitas através da internet não são consideradas totalmente seguras, assim como nós psicólogos protegemos as informações do paciente cabe ao paciente tomar todo o cuidado com o equipamento que está utilizando. Não é aconselhável o uso de computadores públicos.
* A Psicóloga Luciane Isabel Melo Inocêncio CRP 06/109564 é Portadora de Necessidades Especiais. Graduada em Psicologia pela Universidade Paulista - UNIP. Experiência em Plantão Psicológico, Psicologia Escolar, Psicologia Clinica Comportamental, Psicodiagnóstico. Conhecimento sobre Bullyng adquido através de duas pesquisas realizadas, aprovadas pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Paulista.
Faço cateterismo há nove anos e já imaginei se um dia conseguiriam simplificar o processo. Esse negócio de preparar tudo, colocar luva, molhar gazes, passar sabonete, higienizar, usar xilocaína, colocar com precisão e cuidado, aguardar o esvaziamento da bexiga e descartar o material e depois guardar tudo.... ufa, dá um trabalhão. É muito complicado, mesmo estando acostumado, tem hora que dá nos nervos. Sempre pesquiso sobre novos materiais, novas tecnologias, e em uma destas pesquisas descobri o Speedicath. Mas não tinha experimentado, até semana passada.
Ele se fixa facilmente a vários tipos de superfície
O Speedicath é um cateter diferente, voltado para simplificar o processo mantendo a segurança. Ele não é enrolado, como os cateteres comuns. Ele vem em uma embalagem reta, como um canudo, e vem pronto para uso, de utilização simples e intuitiva. Ele é projetado para aumentar o conforto e minimizar o risco de danos à uretra. Tem revestimento hidrofílico exclusivo e orifícios polidos que garantem um cateterismo suave, tanto durante a inserção quanto na retirada do cateter. Isso significa que não precisa besuntar de xilocaína e enfiar muito vagarosamente para não ocorrer perfuração da uretra.
Alça que facilita a abertura do Speedicath
O SpeediCath é rápido e fácil de usar. O anel de abertura permite abertura fácil e o ponto adesivo garante que o cateter permaneça onde foi colocado. Isso facilita o manuseio, basta tirar protetor do adesivo e fixar em algum lugar, aí é só puxar pelo anel que ele se abre, deixando à mostra o cateter. Aí é só pegar próximo à base, mirar no buraquinho e enfiar até atingir a bexiga. Tudo isso agiliza muito o cateterismo, fiz alguns testes e o tempo reduziu em mais de trinta por cento. O único ponto chato é mirar para acertar o buraco da uretra, pois não podemos pegar na ponta. Mas com prática dá para pegar a manha. Outro ponto negativo do Speedicath é o preço. Enquanto uma sonda comum sai por menos de um real, ele custa em média seis e cinquenta. Mas ele dispensa a compra de alguns materiais, como as luvas plásticas e xilocaína, portanto no fim das contas a diferença diminui. Gostei do produto, muito útil, principalmente em viagens ou saídas. Imaginei como seria útil em uma festa de formatura ou evento, por exemplo.
Forma correta de segurar. Nem precisa de luva, a mão não encosta na parte que entra.
Quem demonstrou para mim foi a Helenita, que trabalha com ele na região de BH. Ela veio até minha casa mostrar o Speedicath e aproveitou para mostrar outros produtos da Coloplast, como o Conveen, um coletor urinário que dispensa a gravatinha, pois tem uma cola por dentro. Ela tem muita didática e paciência para explicar e tirar todas as dúvidas. Quem tiver interesse, ligue para ela no número (31) 9787-9971 e agende uma visita. Os produtos são ótimos, recomendo!
Há alguns anos atrás, precisamente em 2011, mostrei aqui no blog o Speedy, uma roda com um motor elétrico e uma bateria, que pode ser encaixada em uma cadeira de rodas manual, transformando-a em motorizada. Fabricada na Alemanha, parecia ser a solução definitiva para ajudar na árdua tarefa de empurrar o próprio corpo (mais a cadeira) com a força dos braços. E sem precisar gastar uma fortuna, pois os preços das cadeiras motorizadas por aqui são bem salgados. Na época tive certeza que iriam aparecer vários concorrentes e logo logo estariam nas lojas especializadas do Brasil. E então alguém iria perceber a oportunidade e começaria a fabricar por aqui também. Que esperança... Mais de três anos depois, no ano passado, descobri o único concorrente até então, o Firefly, que é fabricado em São Francisco, na Califórnia.
Kit Livre apoiado no chão, esperando o cadeirante chegar!
Mas eis que ano passado, finalmente, um engenheiro de São José dos Campos e seu irmão gêmeo, Júlio e Lúcio, desenvolveram um produto tão bom quanto, e até melhor em alguns aspectos, do que os similares importados. É o Kit Livre, uma roda com motor elétrico e bateria que encaixa na cadeira de rodas e a transforma em um triciclo motorizado. O sistema de encaixe do Kit é muito bem pensado, oferecendo praticidade e segurança. Além disso é customizável, e há modelos para cadeiras dobráveis e para monoblocos. Serve também em cadeiras de vários tamanhos, por ter várias opções de regulagens.
Com o os idealizadores do Kit Livre, Júlio e Lúcio, e no meio o Dennys, que ajuda na gestão da empresa
Mas o destaque maior é a facilidade de montagem. O próprio cadeirante pega o Kit, que fica apoiado em dois suportes, encaixa na cadeira e trava para sair acelerando. O Kit conta também com um visor digital que controla os quilômetros rodados, mostra a velocidade em km/h, controla a potência (de um a cinco) e ainda liga o farol! Sim, o kit tem um farol de led que ilumina bem pra caramba. E o próprio painel de controle também fica iluminado.
O painel de controle do Kit Livre
A facilidade que o Kit proporciona ao cadeirante é sem igual. Dá para rodar quilômetros sem se cansar e você chega rapidamente ao destino. Como o Kit faz parte da cadeira de rodas, pode rodar tranquilamente em cima das calçadas, e assim cortar caminhos, atravessar a rua na faixa e fazer o menor caminho até o destino. E ainda permite entrar em locais fechados como supermercados, farmácias, bancos e rodar tranquilamente. Se o local for muito apertado, é fácil destravar o Kit e deixar do lado de fora para rodar somente com a cadeira, e depois recolocar na cadeira e ir embora. Outra vantagem do Kit é o tamanho, como é compacto é fácil levar em uma viagem, no porta malas, ou até mesmo despachar em viagens aéreas.
A única limitação do Kit é subir morros íngremes. Como a tração é dianteira, a roda não aguenta puxar a cadeira em uma subida. Mas dá-se um jeito, fazendo zigue-zague é possível subir morros não tão íngremes. E o preço? Bem mais em conta que os importados, e ainda podem ser financiados pelo Crédito Acessibilidade do Banco do Brasil, a juros baixos, em torno de 0,424%, em até 60 vezes.
Os modelos e preços dos Kits são:
- Economy: indicado para qualquer idade até 70 kg, tem motor de 250 wats e rodas de 20" - R$ 4.990,00
- Mini: qualquer idade até 70 kg, motor de 250 wats e rodas de 16" - R$ 5.990,00
- Standard: adultos até 70 kg, motor de 250 wats e rodas de 20" - R$ 5.990,00
- Light: qualquer idade até 70 kg, motor de 250 wats e rodas de 16" - R$ 6.990,00
- Premium: adultos até 70 kg, motor de 250 wats e rodas de 20" - R$ 6.990,00
- PRO: adultos até 100 kg, motor de 600 wats e rodas de 20" - R$ 7.990,00
- PRO Mamute: qualquer idade até 90 kg, motor de 600 wats rodas de 24" - R$ 8.490,00
- PRO Elite: adultos até 130 kg, motor de 850 wats e rodas de 20" - R$ 9.490,00
- Radical 600 wats: qualquer idade até 90 kg, motor de 600 wats e rodas de 20" - R$ 8.490,00
- Radical 1000 wats: qualquer idade até 130 kg, motor de 1000 wats e rodas de 20" - R$ 9.990,00
- Chopper 1500 wats: qualquer idade até 130 kg, motor de 1500 wats e rodas de 20" - R$ 11.490,00
Os Kits Standard e PRO podem utilizar dois tipos de bateria, de bolsa ou de garrafa. Para bateria de garrafa, deve-se acrescentar 1.500,00 reais ao preço do Kit. A principal diferença é que a bateria de garrafa é um pouco mais compacta.
Fechei parceria com o pessoal do Kit Livre para ajudar na divulgação e venda dos Kits. Quem tiver interesse, pode entrar em contato comigo pelo e-mail blog.cadeirante@gmail.com ou pelo telefone (31) 8482-9474. Vou tirar as dúvidas sobre o financiamento, funcionamento do Kit e o que mais for necessário. O frete é por conta do cliente, e varia de acordo com o estado. Requisite o formulário de intenção de compra e envio para preenchimento.
Este ano quase não fui à Reatech. Primeiro, devido à decepção do ano passado, em que vi poucas novidades e uma feira mais automobilística do que voltada aos deficientes. Segundo, devido a uma gripe braba que peguei poucos dias antes de viajar. Já havia comprado a passagem para sexta à noite, mas na terça feira fui parar no hospital com trinta e oito e meio de febre e dores insuportáveis. Fiquei afastado do trabalho, descansando em casa, mas as dores diminuíram pouco, e a gripe não foi embora. Na sexta melhorei um pouco, e como já estou acostumado a viver com dor, resolvi encarar a viagem. Cheguei a São Paulo quase meia noite, e minha maninha já estava no aeroporto me esperando.
Lá dentro, muito carro, pouca cadeira
No sábado saí da casa da minha irmã onze e meia da manhã, mais meia hora de táxi, cheguei ao meio dia na São Paulo Expo, na Rodovia dos Imigrantes. Pelo horário, até que não estava tão lotado na porta. Entrei no pavilhão e fui para o credenciamento, já que não fiz pela internet. Peguei uma fila - nem adiantava pedir preferência, eram todos deficientes. Mesmo assim, chegando perto do fim da fila uma atendente me puxou para o guichê, onde fizeram rapidamente o cadastro e entregaram o crachá.
Entrando na feira, tive a mesma sensação do ano passado, a de estar entrando no Salão do Automóvel. Fiat de um lado, Toyota do outro, Honda ao fundo, Renault, Chevrolet, Ford e companhia limitada. A Reatech está se tornando em primeiro lugar uma briga de montadoras. Só que, no atual limite de isenção, todas estão perdendo a briga. Há cada vez menos opções de carros automáticos ou automatizados para comprarmos. Pelo menos elas estão pagando pela continuidade da feira... Essa questão do aumento do limite de isenção foi discutida na feira, mas perguntei para várias pessoas, inclusive da Abridef, e ninguém soube o resultado da reunião. Vamos esperar.
Stand sensação da Cavenaghi
Passando algumas montadoras aparece o único stand "de peso" da Reatech, o da Cavenaghi. Era o centro das atenções, com promoções de cadeiras de rodas de qualidade e novidades tecnológicas para cadeirantes. Entre as cadeiras, gostei da Jaguaribe Speed, uma monobloco leve por pouco menos de cinco mil com rodas X-core, sem as rodas sai por menos de 3,5 mil. A Ottobock Ventus também estava lá, por pouco mais de 4 mil. De novidade, havia uma almofada de ar chamada Galaxy por 1.280,00, com a proposta de se encaixar melhor no traseiro por ter gomos de alturas diferentes. Outra novidade bem interessante é o encosto italiano Tarta, que é leve e envolve bem o cadeirante. Me sentei em uma cadeira com ele e senti a diferença, abri os braços e não senti nenhum desequilíbrio, fiquei bem firme. O único defeito - assim como da maioria dos apetrechos para deficientes - é o preço: salgados 5.200,00 reais. E olha que esse é o preço na feira. Nem quero saber fora.
Almofada Galaxy e encosto Tarta
Depois de quase cair para trás com os preços, fui ao stand da Guidosimplex, montado pelo pessoal do Hélio, que veio este ano em parceria com a Jeep, e mostrou o único carro que me interessou - o Renegade. O carro está muito bonito, e a versão de entrada pode ser adquirida com isenção de IPI e ICMS, só que com câmbio manual. O carro é um pouco alto, mas não é tão difícil transferir. Ele estava equipado com o Ghost, o acelerador eletrônico que fica por trás do volante e é acionado deslizando os dedos. Chique demais. No stand havia também novas versões das adaptações Guidosimplex, como o Elite, Europa Lever e F1. Já experimentei todos, muito confiáveis e precisos.
Stand da Guidosimplex, em parceria com a Jeep
Jeep Renegade carro mais legal da feira
Quando consegui parar de babar pelo Renegade, fui ao stand da Vemex. Na feira foi lançada a handbike Bólido SX1, feita de alumínio com componentes de alto nível, e preço competitivo para uma handbike top - pouco menos de seis mil reais. Se considerar que uma importada não sai por menos de dez mil, até que está bom. A bike ficou muito bonita e bem acabada, e já está fazendo pressão nas pistas. A Vemex está patrocinando o paraciclista Josimar Sena, que tem conseguido bons resultados. Também na Vemex chamou a atenção o preço da cadeira de rodas Falco, que baixou significativamente, para 4.745,00 na feira. Outra promoção que fez sucesso foi de rodas Spinergy, mas nem vou colocar o preço, pois todas acabaram na feira mesmo - eu comprei a última!
Bólido SX1, a handbike da Vemex
Com o Evandro Bonocchi, ao lado da Falco
A novidade mais quente, na minha opinião, é o Kit Radical, uma roda com motor elétrico que se adapta à cadeira de rodas, semelhante ao FireFly, só que fabricado no Brasil e por pouco mais da metade do preço. O Kit Radical tem vários modelos com potências diferentes. O mais interessante é o Standard, de 350 Wats, que custa 4,9 mil reais. Os kits se encaixam em um suporte universal montado embaixo da cadeira de rodas, e basta virar e travar para sair acelerando. A bateria tem autonomia de 20 quilômetros, mas um dos kits pode receber duas baterias. Conversei com o projetista e ele me explicou os passos do desenvolvimento e os próximos projetos, que incluem uma adaptação para cadeira monobloco. O produto é muito bom, traz muita autonomia ao cadeirante, e nem precisa virar marombado para tocar ela na rua. Também no stand do kit conheci um protótipo de mini ergométrica com motor, permitindo ao cadeirante exercitar as pernas como se estivesse pedalando. Muito legal.
Kit Radical Standard
Kit Radical montado em uma cadeira
Outro stand que sempre curto visitar é o da Jumper, que tem cadeiras para esportes radicais. Vi lá a Infinity, uma cadeira de titânio com detalhes dourados, muito linda. E nem tão cara como a concorrente americana, a partir de nove mil reais.
Cadeira de titânio Infinity, no stand da Jumper
Mais uma vez, valeu a pena ir à feira para encontrar os amigos, alguns que eu só vejo na feira. Encontrei menos gente do que no ano passado, mas só gente boa!
Com o Gilberto Porta e a Telma, mineiros marcando presença na Reatech
A fila estava grande... e nem adiantava pedir preferência!
Este ano a Reatech decepcionou... tanto pela falta de novidades, quanto pela falta de stands. Apareceram mais stands de montadores de carros, diminuíram os stands de empresas de cadeiras de rodas e acessórios. Senti falta da Mobility, que trouxe muita coisa interessante ano passado, principalmente cadeiras da TiLite, e da Performance, que trouxe acessórios para subir escadas, além de outras empresas menores. Percebi também que alguns stands encolheram. Não sei se está muito caro montar ou se falta interesse em mostrar novidades. Por outro lado, apareceram alguns stands novos, com destaque para o stand da Guidosimplex, fabricante italiana de adaptações para carros e vans, levada pelo Hélio Adaptações. O stand ficou muito bonito, com painéis e vídeos mostrando o piloto de rallye Albert Llovera, que é cadeirante e corre com adaptações da Guidosimplex (vale a pena conferir o site dela, basta clicar no nome).
Stand da Guidosimplex
De novidade mesmo, vi pouca coisa, e ainda senti falta de muita coisa do ano passado. O stand da Cavenaghi era um dos mais movimentados, levaram cadeiras da Invacare, marca americana, destacando os modelos Reveal, por quase 6,5 mil, e T7A, por pouco mais de 7 mil. Em promoção também estava a Otobock Ventus por 4,8 mil já com almofada Roho, e a Ortobrás M3 por menos de 2,7 mil reais. Esta última, apesar de ainda muito cara, está chegando perto do que vale. Há pouco tempo era quase quatro mil reais. Levaram também motores elétricos para cadeiras e adaptações automotivas, incluindo um Jac T8 com rampa atrás e elevador na lateral.
Cadeiras da Invacare
A Vemex lançou oficialmente a cadeira de rodas Falco, feita em alumínio sem soldas, e com peso de 8 quilos sem as rodas. Também próximo de 8 é o preço dela, que estava na feira por 7.990,00, e será comercializada inicialmente pela internet, no site da marca. Quem estava lá demonstrando a cadeira era seu garoto propaganda, Evandro Bonocchi, que demonstrou alguns detalhes da cadeira que achei interessantes, como o apoio de pés, regulável de várias formas, e o puxador, que rebate para dentro, para facilitar na hora de colocar dentro do carro. A cadeira está muito boa e leve, mas o preço ainda está puxado. Lá estava também o modelo Strix, que tem amortecedor nas rodas traseiras, ainda em demonstração, será lançada em breve..
Lançamento da Falco, com o Evandro Bonocchi
As outras novidades eram muito poucas. A mais legal e prática que encontrei foi um pegador. Um não, dois modelos de pegador, daqueles que a gente usa para pegar objetos à distância, que nem um brinquedo muito popular nos anos 80. Infelizmente não estão a venda em lugar nenhum, eram os últimos lotes de uma importadora falida. Haviam também alguns modelos novos de rampas para veículos grandes, mais leves e fáceis de montar, sem alterar muito o carro. A Jaguaribe estava com um stand bem legal, exaltando a fabricação nacional de suas cadeiras, com um modelo de dobrável nas cores da bandeira. Havia também uma cadeira motorizada de fabricação nacional. O stand da Jumper trazia cadeiras de alumínio e titânio, além das tradicionais cadeiras para Hardcore Sitting.
Pegadores que ajudam no dia a dia
O que mais gostei na feira foi encontrar e conhecer gente. E ouvir suas histórias. Conheci o Sérgio, cadeirante de São José do Rio Preto que é engenheiro aeronáutico e está construindo um ultraleve para ele! Ao invés de adaptar, está fazendo do zero. Vai ficar show. Encontrei novamente a moça gente boa que pediu para tirar foto comigo ano passado, conheci o marido e a cunhada dela, e de novo esqueci de perguntar o nome. Conheci também o Robson Risso, que veio me agradecer pessoalmente por dicas dadas no passado, cara muito gente boa e divertido. Conheci pessoalmente também o Cairo, que é de Uberlândia e foi para São Paulo de ônibus, sem nenhuma garantia do motorista que teria alguém para ajudá-lo a descer do ônibus. E ainda o Evérton, cara super animado e que me deu uma valiosa dica sobre a feira!
Bate um papo com o Robson Risso
Mas para mim, a novidade mais interessante estava do lado de fora. A auto escola Javaroti levou um ônibus automático para test drive! E eu não podia perder esta, tanto que vou deixar um post só para os test drives que fiz na feira. Tudo filmado!