terça-feira, 2 de julho de 2019

Itens importantes em um carro para PCD

Já parou para pensar que itens maximizam o uso do veículo por PCD?
O mercado de veículos destinados a pessoas com deficiência cresceu muito nos últimos anos, devido à ampliação das patologias que dão direito às isenções de impostos para aquisição de veículo zero quilômetro. Portanto, se tornou motivo de atenção das montadoras, que se esforçam para manter alguns modelos dentro do limite de valor para ter direito à isenção de impostos e lançaram ultimamente vários compactos e até subcompactos com câmbio automático ou automatizado. Porém, muitos destes são veículos com menos itens de tecnologia, segurança e conforto. 
Em um mundo em que a tecnologia adapta os carros aos usuários, as pessoas com deficiência ainda tem que se adaptar ao que os carros oferecem. Além disso, raras exceções, não há acessórios específicos para este público. Por isso é tão importante saber o que observar ao escolher um carro que precise atender a determinada limitação. A pessoa com deficiência deve se atentar a algumas características dos veículos que possam facilitar o uso no dia a dia. E escolher acessórios que também auxiliem de alguma forma. 
O ideal é testar, ir às concessionárias dos veículos que tenha intenção de adquirir, verificar os itens que são mais importantes e fazer um test drive. Há muitos cadeirantes que não fazem isto por achar desnecessário, já que não vão poder fazer test drive, ou por vergonha. Conheço casos que o cadeirante só entrou no modelo escolhido quando o mesmo chegou em suas mãos! Se não dá para fazer o test drive, dá para testar a entrada no carro, o espaço interno e verificar se a cadeira cabe bem no porta malas, e isso é fundamental para ter ideia de como será o dia a dia com aquele veículo. E assim tomar a melhor decisão. 
Sei que há dezenas de deficiências que trazem outras dezenas de limitações, não tenho como atingir todas elas, mas posso dar ideias gerais que podem auxiliar muitas pessoas. Vamos às dicas:

1- Verifique a abertura das portas. Quanto maior for o vão e o ângulo de abertura da porta, mais fácil vai ser entrar no veículo. E também, mais próxima uma cadeira de rodas ficará do assento do carro, facilitando assim a transferência. Se a largura da porta não for boa, uma pessoa com muletas ou um cadeirante terão mais dificuldade ao entrar, e correm o risco de bater as costas no encaixe da trava de porta e se machucar. Este é outro item importante a se observar, esta trava deve ser arredondada, pois se for pontiaguda, pode causar um grande machucado.

2- Observe o espaço interno. Se for necessário utilizar adaptação veicular para acelerar e frear, ela ocupará um bom espaço embaixo do volante, o que reduz o espaço para as pernas do motorista. Se não houver espaço suficiente, ao acomodar as pernas, a adaptação pode causar machucados, ou as pernas podem atrapalhar na operação da adaptação. E ainda é preciso ter um bom espaço para os braços, já que um deles será trazido próximo ao peito e o cotovelo pode bater no forro de porta.

3- Teste o porta malas. Quanto maior for o porta malas, mais fácil será levar acessórios de auxilio à mobilidade e ainda alguma bagagem. Porém, é importante ficar atento ao formato do porta malas e das molduras ao redor, além da espessura da tampa do porta malas. Tudo isso define como ficará acomodada uma cadeira de rodas, por exemplo. Também é bom verificar o tamanho da abertura do porta malas e a altura da base dele. Sedans com caimento do teto tipo fastback geralmente tem tampas do porta malas estreita, o que dificulta a colocação de uma cadeira de rodas. E se a base do porta malas for muito alta, será mais difícil elevar uma cadeira de rodas até ultrapassar a carroceria, e então acomodá-la lá dentro.

4- Dê preferência a som com bluetooth. Este acessório é muito importante para quem usa adaptação para acelerar e frear, pois as mãos estarão sempre ocupadas, uma delas acelerando/freando e a outra dirigindo. Ele permite fazer chamadas ou atender o celular com um simples toque em um botão. Basta que o celular tenha a função e permita chamadas de voz para ligações. A configuração é simples, basta parear o telefone e toda vez que ligar o som, o telefone se conectará automaticamente. E o ideal é que o comando esteja integrado ao próximo item.

5- Veja se o volante é multifuncional. Ele é bom tanto para quem usa adaptação para acelerar e frear quanto para quem tem apenas um braço ou fraqueza muscular. O volante multifuncional permite controlar o som e ativar o celular sem tirar a mão da direção, o que aumenta ainda mais a segurança ao dirigir. Observe também se os principais comandos do volante estão concentrados do lado da mão que estará no volante. Se a pessoa usa adaptação do lado esquerdo por exemplo, é melhor que os comandos de mídia, e principalmente telefone, estejam do lado direito. E vice-versa.

6- Prefira direção assistida. Quanto mais leve for a direção, melhor, pois como uma mão pode estar ocupada acelerando ou freando, a força a ser aplicada ao virar o volante deve ser a menor possível. Isto é ainda mais importante no caso da deficiência comprometer a musculatura e coordenação dos membros superiores. O tipo mais indicado hoje em dia é a elétrica. Mas uma direção hidráulica ainda deve ser preferida a uma mecânica.

7- Peça ou instale sensor de estacionamento e câmera de ré. Quem tem deficiência muscular e pessoas que precisam fazer artrodese para estabilizar a coluna cervical, podem ficar com os movimentos do pescoço restritos e costumam ter dificuldade para virá-lo e olhar para trás. Nestes casos é fundamental que o veículo tenha sensor de estacionamento e câmera de ré instalados, pois facilita muito a execução de manobras em ré. Experimente fazer uma baliza sem virar a cabeça para trás para ter uma noção.

8- Peça apoio de braço para o motorista. A maioria dos modelos tem apoio de braço central, mas há os que o tem individual, portanto pelo menos para o motorista é importante pedir. O motivo aparece na hora de guardar a cadeira de rodas dentro do carro, no banco do carona. É preciso passar a cadeira por cima do corpo, e apoiar o cotovelo neste acessório facilita bastante, tanto para ir quanto para voltar. Além disso, pode ser descanso para quem tem pouca força nos membros superiores. Se não for possível instalar no pedido do carro, dá para comprar à parte depois e instalar no vão central, há modelos que se encaixam nos porta copos, veja no site www.artefactum.com.br

9- Prefira bancos em couro. Não é pela beleza, mas sim pela praticidade. Quem tem lesão medular e incontinência urinária, acontece de vazar urina na roupa e no banco do carro. Para limpar depois, o banco de couro faz toda diferença. Em bancos de tecido, com o tempo a urina penetra na espuma e é possível que fique mal cheiro, e pode ser necessário até trocar tudo.

10- Observe o tamanho e formato dos botões. Este item deve ser observado principalmente por pessoas que tem maior comprometimento nos membros superiores. Quem tem pouca força nos braços ou menos coordenação nas mãos, terá maior facilidade para acionar botões grandes, largos e bem localizados. Este é mais um teste a ser feito ao ir a uma concessionária. O freio de mão por botão (eletro mecânico) também é indicado nestes casos.


Espero que tenham gostado das dicas, guarde as que forem mais adequadas à sua limitação e escolha o veículo que te dê mais conforto!

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Dicas para viver bem sobre rodas

Dicas para se adaptar à cadeira e ter qualidade de vida!
Após anos escrevendo e refinando o texto, finalmente lancei o livro! Desde a criação do blog, assim que alguns textos meus começaram a fazer sucesso, os leitores do blog passaram a me cobrar um livro. É muito bom poder acessar as informações que publico aqui, mas ter tudo reunido em um só lugar, filtrado e melhorado, é ainda melhor. E poder consultar alguma dica específica sem precisar ligar nada nem ficar horas procurando algum detalhe também ajuda muito. Por isto o livro era tão solicitado.
Há treze anos, após o acidente, dependente, limitado, sem perspectiva
E agora, no ano em que o blog completa dez anos, reuni tudo que achei mais interessante nas postagens do blog, acrescentei muitas outras soluções para os desafios do dia a dia que fui encontrando ao longo de quase treze anos como cadeirante e estou lançando o meu primeiro livro, "Dicas para viver bem sobre rodas". Nele relato as principais dificuldades que tive desde o acidente que me tornou cadeirante em julho de 2006, explico como foi a aceitação do ocorrido, passando pela compra da cadeira, com dicas exclusivas sobre itens importantes a serem pedidos e acessórios que fazem a diferença, em seguida falo sobre a adaptação da casa para receber um cadeirante, dou dicas sobre como fazer melhor as transferências, falo também sobre a compra do carro com isenção, e depois sobre a inseminação artificial que fizemos para ter nossos gêmeos, Anne e Max! 
Hoje, adaptado, feliz, realizado, pleno!
E há muito mais dentro do livro, ele vai ajudar tanto quem acabou de entrar nessa vida de usuário de cadeira de rodas quando quem já está nessa há anos e sempre tem aquele detalhe que pode melhorar mas não parou para pensar como ou o que mais pode fazer para ter mais qualidade de vida. 
O livro está disponível para compra no Clube de Autores, neste link:
E também em meio digital, na Amazon, neste link:

Compre o livro e descubra como cheguei até aqui, ou dê de presente para aquela pessoa que está precisando dar uma chacoalhada na vida!!

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Como solicitar isenção de ICMS por conta própria

Neste texto, vou mostrar o passo a passo para solicitar a isenção de ICMS por conta própria no estado de Minas Gerais.
Assim como na isenção de IPI, o processo de solicitação de isenção de ICMS por pessoa com deficiência também é feita toda online na maioria dos estados. Porém o processo estadual é um pouco mais complexo e burocrático do que o federal. E a forma de solicitar varia um pouco de estado para estado, já que as regras são definidas pelas secretarias estaduais, que utilizam seus próprios sistemas. Ainda assim, é desnecessário contratar despachante para fazê-lo. 

CNH
O primeiro passo é tirar ou adaptar a carteira de habilitação. Deficiente condutor segue os mesmos procedimentos de quem está tirando a CNH pela primeira vez, mesmo se já for habilitado antes de se tornar deficiente. Portanto, tem que providenciar toda a documentação necessária. Além dos documentos de praxe como cópia de RG e CPF, comprovante de residência e foto 3x4, será necessário fazer uma perícia médica para determinar a extensão da deficiência e os tipos de adaptações necessárias ao veículo. O exame deve ser feito em uma clínica credenciada pelo Detran ou no próprio Detran. Ajuda muito se você levar um laudo médico feito por profissional competente, ainda mais se for do Hospital Sarah. Geralmente o médico faz perguntas a respeito da deficiência e examina o membro ou a parte do corpo afetada, se for o caso, e emite o laudo. Cuide bem deste laudo, pois ele será utilizado para solicitar a isenção de ICMS.
Com o laudo do Detran em mãos, o próximo passo é procurar um centro de formação de condutores (autoescola) especializada, que possua carros automáticos ou automatizados adaptados para deficientes. Aí, é só marcar e fazer as aulas práticas. Tantas quanto forem necessárias para se sentir seguro com o equipamento.
Quando estiver dominando um carro adaptado, peça ao pessoal da autoescola para marcar o exame prático, de preferência com o próprio carro em que foram feitas as aulas. O circuito é bastante simples e é obrigatória a baliza. É só treinar bem. Os carros automáticos são mais fáceis de "domar" na hora da baliza, pois é só soltar o freio que ele começa a andar lentamente, para frente ou para trás, sem contar que eles não "morrem" de jeito nenhum.
Após passar no exame prático, o Detran emitirá uma nova carteira de habilitação com uma observação sobre as adaptações que o carro deve ter (cambio automático ou modificado, pomo giratório, acelerador e freio manuais, etc), e você estará pronto para dirigir.
Motorista já habilitado
Caso já tenha a CNH especial e não for a primeira solicitação de isenção, é possível revalidar o laudo médico do Detran para utilizar em novo processo. Basta ir ao mesmo local em que tirou a carteira e solicitar a revalidação. Será emitido um DARF com uma pequena taxa e em alguns dias o laudo atualizado ficará pronto. Aí é só anexar ao novo processo de isenção de ICMS. Em alguns estado é possível utilizar também o mesmo laudo da isenção de IPI, preenchido no modelo do Anexo V da Receita Federal. Consulte na secretaria de fazendo do seu estado se é permitido. Em Minas Gerais, é permitido.
No caso de deficiente não condutor, o laudo médico deve ser emitido por equipe médica que tenha pelo menos um médico especialista na área correspondente à deficiência, e que atenda em prestadora de serviço público ou privado de saúde, que integre o Sistema Único de Saúde – SUS. Este laudo deve ser emitido conforme o modelo da Secretaria de Estado de Fazenda.

Documentos
O formulário de Identificação do Veículo é um dos principais documentos
Uma das principais diferenças do processo de solicitação de isenção de ICMS em relação ao processo de isenção de IPI é que o processo varia de acordo com o tipo de solicitação, e para cada tipo há uma relação específica de documentos a serem anexados. A Secretaria da Fazenda de MG separa os processos em três tipos: “portador de deficiência física condutor”, “portador de deficiência visual ou física não condutor”, e “portador de deficiência mental, severa ou profunda ou autista não condutor”. Há uma página no site da SEF com a relação dos documentos necessários para cada tipo de solicitação e links para modelos de alguns destes documentos.
O primeiro documento que é preciso providenciar é o Formulário de Identificação Modelo Veículo. Nele devem ser preenchidos os dados do requerente e do veículo que pretende adquirir, além de informações sobre o financiamento, se for o caso. Em Minas Gerais, o próprio comprador pode preencher tudo e assinar, mas se tiver alguma dúvida, pode pedir ajuda na concessionária em que estiver adquirindo o veículo. Atenção para o modelo e versão do veículo, algumas “versões PCD” tem um código específico de versão, que deve ser preenchido corretamente. Em alguns estados, como São Paulo, é preciso levar o formulário para ser preenchido, assinado e carimbado pela concessionária. 
O próximo documento relacionado no site é o laudo médico, o qual já citei acima. Em seguida, é solicitada a “comprovação de disponibilidade financeira ou patrimonial”. Esta comprovação é um dos quesitos que traz mais complicações. Para simplificar e facilitar a aprovação, o ideal é enviar a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física completa do ano anterior de quem for contribuir com a maior parcela do valor do carro. Outro documento que também resolve é o contracheque ou comprovante de recebimento de salário ou outra fonte de renda, de no máximo 90 dias antes da data do requerimento. Pode ser a declaração ou contracheque de pai, mãe, irmão ou cônjuge. 
Caso não tenha nenhum destes comprovantes para enviar, é possível enviar extrato de conta corrente, documento de veículo no nome do requerente (inclusive o documento de transferência em branco), escritura de imóvel ou saldo de investimentos. Alguns estados não aceitam estes documentos impressos do site dos bancos, portanto pode ser prudente pegá-los direto na agência bancária (em Minas Gerais, aceita). Outros exigem mais documentos de comprovação financeira, pois é preciso comprovar que tem recursos para comprar e também para manter o veículo. Portanto, o ideal é se munir do maior número possível de comprovantes, se houver mais de uma renda envie todas, extratos bancários, extratos de investimentos, enfim, tudo que puder, para minimizar a chance de indeferimento. Não é necessário comprovar que tem recursos para comprar o carro à vista, mas se for financiado, é bom enviar um documento da concessionária, uma simulação de financiamento, para demonstrar como será o pagamento do veículo.
Os outros documentos necessários são: CPF, identidade e comprovante de residência. Uma dúvida muito comum é se há necessidade de autenticar estes documentos. Isto também varia de estado para estado. Em MG não é necessário autenticar nada, basta escanear, de preferência colorido e com boa qualidade. Em São Paulo já me disseram que é necessário autenticar. Procure saber como é a exigência no seu estado.
https://youtu.be/SGQbuSEc3Xw

O processo
Tela inicial do SIARE, sistema da Sefaz/MG para solicitar isenção de ICMS e IPVA
Após juntar toda a documentação, volte ao site da Secretaria da Fazenda, na página que fala sobre o processo, role até o final e a última frase antes do menu contém o link para iniciar o processo, que direciona para o SIARE - Sistema Integrado de Administração da Receita Estadual. A primeira informação que é necessária digitar é o CPF do requerente. Após digitar é preciso clicar em “Não sou um robô” e em seguida em “Pesquisar”, e o site busca na base de dados da secretaria da fazenda o nome da pessoa. Há um campo chamado “NIRE” embaixo que não precisa ser preenchido. 
Em seguida é preciso entrar com o endereço. Basta clicar na frase “Clique aqui para informar o endereço” no final da barra cinza do título. Abre-se uma caixa onde há um campo para digitar o CEP do requerente e depois clicar em “Pesquisar”. O sistema busca o nome da rua e é só preencher o número e complemento e clicar em “Selecionar”. Em seguida deve-se entrar com os dados de contato, que são o telefone, de preferência celular, e o e-mail.
O próximo campo a ser preenchido é para determinar o tipo de isenção de ICMS. Sendo deficiente, basta escolher “Portador de Necessidades Especiais”. O campo debaixo fica em branco, pois serve para solicitar isenção de IPVA. Então, é preciso clicar na opção “Sim” do campo “Veículo Novo” e em seguida clicar em “Confirmar”.
A página que se abre contém uma relação dos documentos que devem ser enviados de acordo com o tipo de solicitação. É a mesma relação de documentos da página de orientações que citei acima, neste caso funciona como um check-list, para o requerente verificar se já separou todos os documentos necessários. Ao final da relação consta o endereço de entrega, para quem achar melhor ir até a secretaria. Mas isso não é necessário, o campo seguinte existe exatamente para enviar pela Internet todos os documentos. Basta rolar a página e chegará ao local em que os documentos devem ser enviados.
Basta clicar no símbolo de um clipe de papel para começar a anexar. Clique a primeira vez, e abre-se uma janela onde é preciso clicar em “Escolher arquivo”, aí vá até a pasta onde o arquivo está e clique em “Abrir”. O documento é enviado, e ao final do processo abre-se uma caixa de diálogo com a informação “Upload de arquivo realizado com sucesso”. Após enviar o documento, escreva no campo abaixo o nome do documento que foi enviado e depois clique em “Confirmar”. O documento aparece na relação com o status “Aguardando ‘FINALIZAR’ solicitação”. Repita estes passos para todos os outros documentos, e eles vão aparecendo na relação, um embaixo do outro.
 Após enviar todos os documentos necessários à sua isenção, confira se todos eles estão relacionados no campo “Documentos Anexados”, e então clique em “Finalizar”. Os status dos documentos que foram enviados irão mudar para “entregue”. E pronto, sua solicitação de isenção foi enviada. Desça a página até o final e anote o protocolo ou clique em cima da frase “Imprimir comprovante de protocolo” e imprima a página que se abre.
Caso algum documento esteja faltando ou errado, você receberá um e-mail informando sobre a inconsistência, e então você deverá ir até a sede da Secretaria da Fazenda levar o documento correto.

Isenção na Secretaria
O tempo de espera varia de estado para estado, mas também reduziu bastante após a informatização. A isenção de ICMS em MG geralmente fica pronta em uma semana, mas dependendo da demanda pode demorar mais de um mês. O resultado chegará no e-mail informado no processo. Após receber o e-mail informando que a isenção foi deferida, é preciso ir à Secretaria da Fazenda, na Rua da Bahia, 1816. Então, basta juntar com a isenção de IPI, levar à concessionária escolhida e fechar a compra. E aguardar ansiosamente pela chegada do veículo novo!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Cadeira que sobe escadas

Projeto de cadeira para subir escadas (fonte: projeto de patente MU 9000964-9 cedido pelo Luiz)
Ideias que buscam melhorar a qualidade de vida de cadeirantes são sempre bem vindas. Mas nem sempre conseguem o apoio e financiamento necessários para saírem do papel. Há alguns meses recebi um e-mail do Luiz Aldo Moraya, que teve uma destas ideais que podem melhorar a forma de transportar um cadeirante por uma escada. Hoje há alguns aparelhos que ajudam nesta tarefa, como um chamado Evac-Chair que já testei e publiquei aqui no blog, mas a ideia do Luiz Aldo é mais adaptada e segura.
 Detalhamento do projeto (fonte: projeto de patente MU 9000964-9 cedido pelo Luiz)
Ele criou uma cadeira com roda em formato de estrela, cujos pontas se encaixam sobre os degraus da escada tornando a operação mais segura. De acordo com o Luiz, "A cadeira de rodas em estrela é um projeto muito simples para permitir que as pessoas possam ser conduzidas pelas escadas com segurança e conforto. As rodas dentadas são fabricadas de acordo com as metragens dos degraus da escada que será subida e descida. Assim os dentes vão girando e se ajustando perfeitamente aos degraus. As rodas podem ter 8, 9, 10, 11 ou até 12 pontas, sendo que o esforço dos condutores diminui quando aumenta o número de pontas. O material da estrutura da cadeira deverá ser leve e resistente, mas com alguma flexibilidade para ajudar a absorver os esforços dos condutores e o peso do cadeirante. As rodas poderão ser de poliuretano ou material que resista ao desgaste das pontas e não danifique os degraus das escadas. Essas sugestões serão definidas com a montagem de um modelo em escala real 1:1 para testes e aperfeiçoamento."
Seria uma cadeira para deixar disponível em locais que não tem como serem adaptados nem instalados elevadores. Ela ficaria disponível e quando algum cadeirante precisasse subir as escadas, poderia se transferir para ela, subir, e então voltar para sua cadeira ao fim da escada. Ou então em casos de emergência, como é a proposta da Evac-Chair, ela poderia levar um cadeirante ou qualquer outra pessoa com mobilidade reduzida com mais segurança e velocidade.
Fica a dica para quem se interessar pelo projeto, o e-mail do Luiz Aldo é aldomoraya@gmail.com e ele está à procura de parceiros.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Remédios de graça e com desconto

Veja como conseguir bons descontos em remédios de uso contínuo
Cadeirantes e pessoas com deficiência, em sua maioria, precisam comprar medicamentos constantemente. E todo mundo sabe que medicamento no Brasil é muito caro. Muita gente usa mais da metade da renda só para comprar remédios. Infelizmente, é a realidade do nosso país.
Alguns medicamentos são distribuídos gratuitamente através do Programa Farmácia Popular do Governo Federal. São mais de mil medicamentos disponíveis, veja a lista neste link. É possível conseguir de anticoncepcionais a medicamentos controlados, independente da renda ou condição social do paciente. Para conseguir o remédio de graça, é bom ter o Cartão Nacional de Saúde (CNS). Quem ainda não possui o cartão pode fazer um pré-cadastro e gerar um protocolo de atendimento no Portal Saúde do Cidadão. Pelo site, o usuário pode fazer o cadastro e imprimir o cartão. Outra forma de fazer o cartão é solicitar no posto de saúde do seu bairro ou cidade. Porém, mesmo sem o cartão, o paciente pode ter acesso aos remédios, levando receita médica emitida por médicos do SUS ou da rede particular e documento de identificação a uma farmácia credenciada ou na rede própria do governo e fazendo a solicitação na hora.
Os que não estão na lista, infelizmente devem ser comprados. E se houver uma forma de diminuir essa conta? Sempre há. Eu como consumidor de remédios e pesquisador por natureza, estou sempre em busca de formas de conseguir descontos ou comprar medicamentos mais baratos. A primeira atitude para economizar nos remédios é partir para os genéricos. Geralmente são mais baratos que os remédios "de marca", fabricados pelas grandes indústrias. Mas dá para economizar mais ainda.
Mesmo comprando genéricos, é preciso pesquisar. A primeira coisa a fazer é verificar qual o princípio ativo dos remédios que consumimos. Na caixa ou na bula sempre tem esta informação, geralmente abaixo do nome do remédio. Com esta informação em mãos, é hora de ir na farmácia e perguntar o preço pelo princípio ativo. Anote o nome do fabricante dos três mais baratos e corra para a Internet. Procure o site de cada um deles e veja se há algum desconto para quem é cadastrado. Muitos deles tem este tipo de cadastro, como a EMS que fabrica Gabapentina e Retemic entre outros, e a Pfizer que fabrica a Lyrica. Após se cadastrar no sites destes laboratórios você consegue descontos e benefícios na compra dos medicamentos na farmácia.
Além dos descontos dos laboratórios, muitos planos de saúde tem convênio com as farmácias para conceder descontos nos medicamentos. Verifique nas farmácias que você tem costume de comprar se há algum desconto relacionado ao seu plano de saúde. Aí é só apresentar a carteirinha do convênio no momento da compra. O ideal é antes de fechar simular todas as opções de desconto possíveis. Pode parecer que dá um pouco de trabalho, mas ao fim de um ano você perceberá o tamanho da economia na sua conta bancária. Além do mais, as farmácias não devem se importar em simular as opções, pois é interesse delas que você se sinta bem atendido e volte todo mês para comprar mais. Algumas farmácias, como a Droga Raia aqui em BH, já fazem a simulação antes mesmo da gente perguntar. Pela minha experiência, foi onde fui melhor atendido neste quesito.


Outra forma de economizar em diversos outros produtos é se afiliar a um programa de cashback. Para quem não sabe do que se trata, é uma forma de receber parte do valor de produtos adquiridos pela Internet de volta em sua conta. Basta se cadastrar, ativar o aplicativo no celular e a extensão no Chrome, e você receberá de volta um percentual das suas compras feitas pela Internet. Em um dos programas de cashback, por exemplo, alguns sites como Walmart e Americanas te devolvem até 5% do valor gasto em alguns dias, e há sites que dão até 30% ou mais! Este percentual varia e é bom considerar isso quando comparar preços. Nos aplicativos você verifica antes de comprar quanto cada loja está dando de volta nas compras. Para se cadastrar, clique nos links abaixo, dos principais programas:

https://www.meliuz.com.br/i/ref_13f0ba6b?ref_source=45

http://convite.beblue.com.br/6bdf571013c4452da0ee5406dea01bb0

A lição que fica é: pesquise, compare, use a tecnologia para buscar melhores preços e não deixe de pechinchar, afinal, cada real poupado é bem vindo!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Como solicitar isenção de IPI para deficiente por conta própria

O processo é simples e online, e a resposta chega rápido!
Antigamente para solicitar a isenção de impostos era preciso juntar, xerocar e autenticar vários documentos, ir a uma unidade da Receita Federal, esperar na fila, entrar com o processo e aguardar vários dias, e então ligar para lá toda semana para saber se estava pronto, e assim que finalmente era deferido, tinha que voltar lá para buscar. Aí começava a mesma luta para conseguir a isenção de ICMS...
Mas felizmente as coisas mudaram, o tempo passou e a informatização chegou para agilizar e facilitar a vida de quem precisa solicitar isenção de impostos para garantir o direito de ir e vir em um veículo zero quilômetro! O processo de solicitação de IPI hoje é feito todo online e demora apenas três dias úteis para receber uma resposta! Viva a tecnologia!! O site da Receita Federal com orientações e laudos é este aqui: http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/tributaria/isencoes/isencao-ipi-iof-pessoas-fisicas
Porém, o processo ainda é um pouco burocrático. Para facilitar a vida de quem precisa pedir esta isenção, fiz um vídeo explicando passo a passo como solicitar a isenção por conta própria. E neste texto, explico com mais detalhes quais são estes passos. 

Quem tem direito
A primeira dúvida que as pessoas tem é se tem direito à isenção. O ideal é consultar um médico especialista que tenha algum conhecimento sobre este tipo de isenção, como médicos que já estão acostumados a emitir o laudo. Para ajudar, veja neste link as patologias passíveis de obter isenção de impostos: 

Laudo Médico
O primeiro passo, e o maior complicador da isenção de IPI é conseguir o laudo médico correto, que deve ser feito seguindo o modelo do Anexo V da Receita Federal. O melhor lugar para solicitar este laudo é no Hospital Sarah Kubitchek (www.sarah.br). Lá eles já estão acostumados a fazer test tipo de laudo e emitem utilizando o modelo do Anexo V, e já assinam e carimbam corretamente. É só logar no site, ir na "Área do Paciente", entrar no menu "Solicitação de Documentos", escolher na guia "Laudos e Relatórios Médicos", e clicar em "Solicitar". Na página que abre, vá até o campo Dados da Solicitação e na guia "Selecione a finalidade desejada" escolher "Outras Finalidades". No campo abaixo, "Descreva as informações..." basta digitar "Laudo Médico para solicitação de isenção de IPI". E então é só aguardar, demora de 15 a 60 dias, dependendo da unidade em que foi solicitado.
Para quem não tem acesso ao Hospital Sarah, é possível solicitar em um Posto de Saúde ou Clínica Médica que tenha médicos que sejam credenciados também no SUS. Para fazer isto basta imprimir o Anexo V, que está no link abaixo:
http://receita.economia.gov.br/formularios/isencoes-e-suspensoes/deficientes/anexo-v-laudo-avaliacao-deficiencia-fisica-ou-visual-isencao-ipi-3-11-17-revisao-diren.pdf
Levar a um posto de saúde ou clínica, e pedir que os médicos preencham, são dois que assinam mais o responsável pela unidade de saúde. O ideal é que pelo menos um dos médicos seja especializado na patologia em questão, se a deficiência for uma lesão medular, que seja um neurologista ou neurocirurgião, se for amputação, que seja um ortopedista.

CNH
Com o laudo médico em mãos, será necessário alterar ou tirar a CNH. Este passo poderá ser feito antes do anterior, mas com o laudo da Receita em mãos, facilita até para a perícia do Detran. Basta se dirigir ao Detran de sua cidade e fazer a solicitação de alteração ou exame para tirar a CNH. O Detran marca uma perícia médica - na qual sugiro levar o laudo anterior - e então serão marcados os exames para habilitação. Mesmo sendo alteração, é preciso fazer novamente o exame de rua. Será necessário frequentar auto escola com carro adaptado, fazer o exame escrito para quem está tirando a primeira habilitação, ou o exame de rua para alteração. Após aprovado, será emitida a CNH com as observações no verso que são letras que identificam que adaptações o veículo precisará ter.

SISEN
O passo seguinte é acessar o sistema da Receita Federal que concentra estas solicitações, o SISEN, neste link: https://www.sisen.receita.fazenda.gov.br. Ao entrar no site, há no topo três opções, para inciar é preciso clicar na primeira, Requerimento. Você será direcionado para a tela de login, se não tiver cadastro, será preciso clicar em "Primeiro acesso?"
Após fazer o cadastro, receberá um código de acesso para entrar no sistema. Com ele em mãos, volte à página principal do SISEN e clique em Requerimento. Entre no sistema e abaixo da pergunta "Deseja fazer um novo Requerimento?" clique em "IPI". Se for deficiente não condutor, é necessário marcar a opção "Quero exercer o papel de representante legal...".
Em seguida, abra-se uma caixa de diálogo, e é só clicar em "Pessoa com deficiência" e aí inicia-se o processo. Aí é só seguir os passos do sistema, selecionando o tipo de deficiência, entra com os dados de endereço (basta digitar o CEP e ele busca o endereço) e contato e clica em "Próximo".
A tela seguinte é para preencher a lista de condutores autorizados, que só precisa preencher se o requerente for não condutor. Sendo condutor, deixe em branco. Depois, basta clicar nas opções de disponibilidade financeira e regularidade fiscal e clicar em "Próximo".
A tela seguinte contém os dados da deficiência, que estão relacionados no Laudo Médico do Anexo V. Basta ir clicando nas opções relacionadas às limitações da deficiência do requerente seguindo o que está no laudo. Importante aqui é entrar com os CIDs corretamente, basta digitar os números do CID sem ponto e clicar em "Incluir".
Logo abaixo, é necessário entrar com os CPFs dos médicos, e também com o CNPJ da unidade. É só digitar os números e dar "Enter" ou "Tab" no teclado que o sistema puxa os nomes. Depois tem que escolher qual o Tipo de Serviço Médico, ou seja da unidade de saúde na qual foi pego o laudo.
Para finalizar esta parte, entre com o CPF do responsável pela unidade de saúde e com a data em que o laudo foi emitido, e em seguida clique em "Próximo".
A tela seguinte é para anexar o Laudo Médico, emitido no padrão do Anexo V. O arquivo precisa ser  no formato PDF e não pode ser maior do que 2 MB (megabites). Basta clicar em Selecionar Arquivo e escolher ele no seu computador. Assim que acabar de anexar, aparece o nome do arquivo em verde. Aí é só clicar em "Próximo".
A última tela é para conferir os dados que foram registrados no requerimento, basta verificar tudo se está correto, selecionar no texto "Declaro estar ciente..." e clicar em "Confirmar".
Pronto, a solicitação de isenção foi realizada com sucesso. Guarde o número do protocolo e então é só aguardar. O resultado sai em 72 horas úteis, ou seja, 3 dias úteis. Você recebe um email dizendo que a isenção de IPI foi deferida, aí você entra novamente no SISEN, identifica que foi deferida e clica em uma seta no canto para baixar o arquivo. Aí é só levar na concessionária junto com a isenção de ICMS e comprar seu carro com isenção.
Veja o vídeo abaixo, onde expliquei tudo isso, e se tiver alguma dúvida volte a este texto. E boa sorte! 

- Grupo no Facebook com mais orientações (Carros PCD Brasil): https://www.facebook.com/groups/20397...

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Aprenda o Essencial sobre a Aposentadoria da Pessoa com Deficiência

Segundo censo do IBGE do ano de 2010, cerca de 45,6 milhões de pessoas declararam ter algum tipo de deficiência.
Frente a essa realidade, o Brasil tem adotado algumas medidas a fim de diminuir barreiras que impedem as pessoas com deficiência de terem uma vida social em igualdade de condições com o restante da população.
Uma das medidas colocadas em prática diz respeito à aposentadoria, de modo que atualmente pessoas com deficiência conseguem aposentar-se mais cedo e com valor maior se comparado às aposentadorias comuns.
Neste artigo, eu vou abordar de forma resumida os principais requisitos desse tipo de aposentadoria, que pode ser de duas modalidades: aposentadoria por idade e por tempo de contribuição.

Aposentadoria da Pessoa com Deficiência por Tempo de Contribuição

No ano de 2013, foi promulgada a Lei Complementar 142, que trouxe inovações no campo previdenciário para as pessoas com deficiência.
Com a entrada em vigor da citada lei, a deficiência para fins de aposentadoria passou a ser classificada em três graus: leve, moderada e grave.
Conforme o grau da deficiência, são exigidos requisitos diferentes para requerer o benefício.
Para ficar mais claro, montei a seguinte tabela comparativa como as condições da aposentadoria por tempo de contribuição:
Fonte: Advocacia Alves.

Assim, a pessoa com deficiência de grau leve aposenta-se 2 anos mais jovem.
Se a deficiência for considerada grau moderado, há a redução de 6 anos no tempo mínimo de contribuição necessário, o que já é bem vantajoso.
Por fim, se a deficiência for considerada grau grave, diminui-se 10 anos no tempo mínimo de contribuição.
Para fins comparativo, na aposentadoria urbana comum, o homem tem direito à aposentadoria com 35 anos de contribuição e a mulher com 30 anos de contribuição.
O grau de deficiência é estabelecido com base em uma perícia médica e social do INSS, que avalia a funcionalidade da pessoa nos ambientes de trabalho, casa e social.
Além disso, o próprio segurado pode (leia-se deve) ajudar na perícia, apresentado eventuais documentos médicos que tiver, como laudo técnico, parecer, atestado, prontuário, relatório etc.

Aposentadoria por idade da pessoa com deficiência

O outro tipo de aposentadoria refere-se à idade da pessoa.
Nesta situação, as pessoas com deficiência aposentam-se 5 anos mais cedo do que na aposentadoria por idade urbana. Assim, o homem com deficiência adquire o direito com 60 anos e a mulher com 55 anos de idade.
Para melhor demonstrar a vantagem, montamos o seguinte quadro comparando os três tipos de aposentadoria por idade existentes: a urbana, a rural e a da pessoa com deficiência.
Fonte: Advocacia Alves.

Além disso, a Lei Complementar 142/2013 exige o cumprimento de no mínimo 180 contribuições contribuição (que totalizam 15 anos), assim como a comprovação da existência da deficiência por igual período.

Renda Mensal Inicial: qual é o valor da aposentadoria da pessoa com deficiência
As regras para calcular o valor do benefício varia conforme o tipo de aposentadoria, se por idade ou por tempo de contribuição.
Situação 1: Aposentadoria Especial do Deficiente por Tempo de Contribuição Nessa modalidade, a renda mensal inicial da pessoa com deficiência vai ser o salário de benefício integral.
Para saber o seu salário de benefício, calcule os 80% maiores salários de contribuição (a remuneração que você recebe do seu trabalho).
Além disso, a aplicação do fator previdenciário só ocorrerá quando for mais vantajoso para o segurado.
O fator previdenciário é um índice utilizado pelo INSS para evitar que a população se aposente jovem.
Porém, há situações que o fator previdenciário aumenta o valor da aposentadoria. Um equívoco no momento de pedir o benefício pode causar um prejuízo financeiro para o deficiente por toda a vida.
Por isso, sempre consulte um bom advogado para fazer a melhor escolha para o seu caso.
Situação 2: Aposentadoria da Pessoa com Deficiência por Idade Nesse caso, para calcular o valor da sua aposentadoria você deve observar os seguintes passos:
1 – Cálculo do salário de benefício: 80% dos maiores salários de todo o período contributivo do cliente.
2 – 70% do salário de benefício obtido mais 1% para cada grupo de 12 contribuições, até o limite de 100%.

Está com alguma dúvida?
Bem, essas são as informações essenciais para a aposentadoria da pessoa com deficiência. Pesquise mais, entre em contato com o SUS e se necessário conte com um advogado para auxiliar. Não deixe de se informar!

terça-feira, 12 de março de 2019

10 anos de Blog do Cadeirante

Uma década mostrando que é possível ser pleno e feliz sobre uma cadeira de rodas!!!
Hoje o Blog do Cadeirante completa dez anos no ar!! Dez anos ajudando quem vive em cadeira de rodas!!! Quando fiz a primeira postagem, naquele 12 de março de 2009, eu havia me tornado cadeirante há menos de três anos. Tudo era muito novo ainda e havia pouquíssima informação sobre o dia a dia de um cadeirante. Buscando na Internet, encontrava-se apenas artigos científicos sobre lesão medular e uma ou outra publicação pessoal, ninguém falava sobre a compra da cadeira, os direitos que os deficientes tem, esportes adaptados, aquisição de veículos com desconto, trabalho, família, filhos e muito menos como é viver em uma cadeira de rodas na prática!
Tudo começou em 24 de julho de 2006, após um acidente de moto na UFV
Para sanar esta lacuna, criei o blog com a intenção de ajudar outras pessoas que estivessem passando pela mesma situação, pois naquela época pouca gente tinha noção do que é ser cadeirante! Quem sofria um acidente, por exemplo, perdia os movimentos, algumas funções do corpo e tinha que se virar com isso, além de todos as complicações que poderiam ocorrer. Busquei mostrar de forma simples e direta os desafios e perrengues que vinha e ainda venho enfrentando no dia a dia sobre uma cadeira de rodas. Nunca tive a intenção de mostrar vitimismo nem buscar assistencialismo, meu objetivo sempre foi a divulgação isenta do que enfrentamos e como podemos fazer para contornar e passar por cima de todos os obstáculos!
Viajar é uma das formas de mostrar como podemos ir longe, mesmo sobre rodas
Mais do que isso, sempre mostrei tudo que podemos fazer mesmo com todas as limitações que uma cadeira de rodas nos impõe, como falta de acessibilidade, o desrespeito e preconceito que enfrentamos, e principalmente mostrar que é perfeitamente possível ser feliz e pleno com estas limitações. Busco mostrar as minhas conquistas e o caminho para chegar até elas, ressaltando onde as limitações se mostraram presentes e como as contornei.
Da minha cadeira eu posso abraçar o mundo!! 
Daquela época até hoje amadureci bastante, conquistei muitas coisas, desde um bom emprego até experiências incríveis que jamais sonhei viver antes da cadeira, como as viagens que fiz, os esportes que pratiquei, e para fechar com chave de ouro, a maior alegria da minha vida foi ter os meus lindos gêmeos Anne e Max!!! Passei também por muitos perrengues, principalmente com o agravamento da dor crônica, que hoje é minha única limitante a viver plenamente, contra a qual luto diariamente. A cadeira eu tiro de letra, a dor é que me impede de fazer mais do que faço. E olha que faço muita coisa....
A maior felicidade encontrei nos sorrisos dos meus filhos e da minha companheira
Hoje sou um homem realizado e feliz, e tenho prazer em mostrar para quem quiser que somos parte da sociedade, somos cidadãos como qualquer outro, com a diferença de nos locomover de forma diferente e necessitar eventualmente de acesso facilitado. Continuo firme na luta por um mundo mais inclusivo e justo para quem tem limitação! Juntes-se a mim e vamos fazer o amanhã ser melhor do que hoje! Que venham mais décadas!!!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...