domingo, 4 de outubro de 2015

Psicólogo on line

Luciane* atende online por vídeo, áudio ou chat
Muitas pessoas que sofrem um grande trauma que causa limitações severas entram em depressão ou enfrentam problemas psicológicos para o resto da vida. Alguns buscam atendimento psicológico, outros tem dificuldade de buscar seja por causa das limitações ou por não se sentir à vontade. Vejam o post abaixo elaborado por Luciane Melo, que nos apresenta uma alternativa interessante para quem deseja este atendimento com mais comodidade.

Precisando de um Psicólogo? Conheça a Orientação Psicológica Mediada pelo Computador.

Diante do cenário brasileiro e mundial, acredita-se que a psicologia não deve ficar de fora da tecnologia que tem proporcionado facilidades para as pessoas, que de outra forma poderiam ficar sem atendimento psicológico, como portadores de necessidades especiais ou seus familiares que tenham dificuldade para se deslocarem até um consultório físico, moradores de pequenas cidades onde o serviço de psicologia não é oferecido, pessoas que estão sem mobilidade ou acamados, para quem não quer perder tempo nos deslocamentos, que possuem dificuldades no contato social ou até mesmo por ser confortável e cômodo. Vale ressaltar que não se trata de psicoterapia, mas de um atendimento breve, pontual e com foco proposto pelo paciente, podendo ser realizado em até 20 encontros ou contatos virtuais via vídeo, áudio ou chat.
Há trabalhos cientifico-acadêmicos, tanto brasileiros como de outros países que mostram a eficiência/eficácia desse trabalho comparado ao presencial. Em alguns países o atendimento online já supera em quantidade os atendimentos presenciais. 
Essa modalidade é aprovada pelo Conselho Federal de Psicologia, o CRP, resolução 11/2012. Todas as informações trocadas na orientação psicológica são de responsabilidade do psicólogo que deve manter o sigilo das informações conforme o Código de Ética Profissional. Mas é importante alertar que as trocas de informações feitas através da internet não são consideradas totalmente seguras, assim como nós psicólogos protegemos as informações do paciente cabe ao paciente tomar todo o cuidado com o equipamento que está utilizando. Não é aconselhável o uso de computadores públicos.

* A Psicóloga Luciane Isabel Melo Inocêncio CRP 06/109564 é Portadora de Necessidades Especiais. Graduada em Psicologia pela Universidade Paulista - UNIP. Experiência em Plantão Psicológico, Psicologia Escolar, Psicologia Clinica Comportamental, Psicodiagnóstico. Conhecimento sobre Bullyng adquido através de duas pesquisas realizadas, aprovadas pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Paulista.
HTTPS://www.facebook.com/lucianemelopsi         

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Paternidade sobre rodas

O sonho de ser pai não acaba com a lesão medular
O primeiro post que fiz sobre este assunto, foi contando a história do Gregori, de Lages, e como ele se tornou pai. Hoje, com muita alegria, venho aqui contar a vocês sobre a minha experiência! Ainda não sou pai por vias de fato, mas se Deus quiser, serei. Minha companheira, que tantas vezes já citei aqui no Blog, a Giordana, está grávida!! E de gêmeos! E agora vocês vão saber como tudo aconteceu.
Antes de virar cadeirante, eu já sabia que poderia ser um ótimo pai. Desde sempre eu adoro criança. Acho que desde que deixei de ser uma - se é que eu deixei mesmo, pois meu pai mesmo sempre afirma que minha mentalidade é de um menino de doze anos. Portanto, ser pai sempre foi um sonho meu. Quando encontrei minha cara metade, depois do acidente que me deixou paraplégico, procurei saber como poderia ter filhos.
A primeira opção que encontrei foi a fertilização, também conhecida como inseminação artificial. A fertilização é o método mais comum e com maior probabilidade de sucesso. Só que é um processo caro, entre doze e vinte mil reais. Quando comecei a pesquisar, descobri que há um programa do Hospital das Clínicas que faz a fertilização gratuitamente. É preciso fazer uma triagem que começa no posto de saúde, que te encaminha para uma consulta com um urologista, e em seguida para a fila de espera, que costuma durar uns dois anos até ser chamado para os exames finais e a fertilização. Fiz todo o processo, fui chamado e fiz o espermograma, para identificar se há espermas móveis em boa quantidade. No meu caso não havia, portanto o procedimento indicado para colher os espermas seria punção. Neste ponto, em conversa com a Gi, decidimos que ainda não era o momento ideal para termos filhos. Interrompemos o projeto.
Gi pronta para receber os óvulos fecundados
Até que, ano passado, voltamos a conversar sobre isso. Com o avanço das nossas idades, se fosse para ter filhos, era o momento. Na verdade, só precisei convencer a Gi a ter filhos, pois eu não deixei de querer hora nenhuma. Já que chegamos a um acordo, fomos atrás do método. Voltar à fila era impensável, portanto fomos atrás de clínicas particulares. Perguntei a um amigo que havia feito há pouco tempo e ele indicou a Origen. Fomos lá e nos assustamos um pouco com o preço, quinze a vinte mil reais. O preço varia porque a compra dos remédios varia de acordo com a produção de óvulos. Pesquisando outras, descobri a Clínica Vilara, que funciona dentro do Hospital Vila da Serra. O preço era bem melhor, de doze a dezesseis mil. Gostamos do médico e da estrutura, resolvemos encarar.
Vou falar agora do processo de fertilização propriamente dito. Funciona assim: a mulher estimula a produção de óvulos artificialmente, com a utilização de remédios - a quantidade de remédios que a mulher toma depende da idade e da velocidade de produção dos óvulos. O médico vai acompanhando quantos óvulos são produzidos e decide o momento em que já são suficientes. No nosso caso, a Gi produziu oito óvulos, um número razoável, mas o médico sugeriu congelar aqueles óvulos e fazer mais um mês de tratamento para juntar pelo menos mais sete ou oito, por garantia. O problema é o custo, os remédios são muito caros. Resolvemos arriscar com os oito.
A gente acompanha a introdução dos óvulos pela tela - dá pra ver só um pontinho, mas é emocionante!
Como eu já havia feito espermograma, sabia que a retirada dos meus espermas seria por punção, ou seja, retirado direto na fonte, através de uma minicirurgia onde eles abrem o escroto e os buscam com uma seringa. Após a retirada, o médico faz os testes para ver se encontra espermas com boa mobilidade e procede para a inseminação. No mesmo dia, os óvulos da mulher são colhidos, e os espermas bons são colocados em contato com os óvulos, para a fertilização. Os óvulos fertilizados são cultivados em laboratório, e assim que estão evoluindo é marcada a inseminação. Os óvulos são então introduzidos na mulher. Dos oito óvulos retirados, sete estavam bons, o médico separou os cinco melhores e fecundou quatro. Introduziu três na Gi, para acompanhar. É possível que nenhum deles evolua, ou somente um. É muito raro os três vingarem, assim nos disse o médico.
Gi já apresenta uma leve barriguinha - e um grande sorriso no rosto!
A partir daí, o médico foi acompanhando a evolução com ultrassons semanais. Até a quarta semana, os três estavam indo bem! Ficamos um pouco assustados com a possibilidade de trigêmeos, mas se fosse para ser, daríamos conta. Até que na quinta semana um deles parou de evoluir, mas os outros dois continuaram! E continuam até hoje, graças a Deus. Já descobrimos que é uma casal e já demos os nomes, Anne e Max. A Gi está entrando no sexto mês daqui uma semana e eles estão desenvolvendo bem.
E agora começa a luta para montar o quarto dos bebês - adaptado para mim, é claro - e comprar um caminhão de coisas para cuidar deles nos primeiros meses. Aliás, caminhões, porque só de fralda já enche um...

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Speedicath

Um cateter diferente, mais prático e avançado
Faço cateterismo há nove anos e já imaginei se um dia conseguiriam simplificar o processo. Esse negócio de preparar tudo, colocar luva, molhar gazes, passar sabonete, higienizar, usar xilocaína, colocar com precisão e cuidado, aguardar o esvaziamento da bexiga e descartar o material e depois guardar tudo.... ufa, dá um trabalhão. É muito complicado, mesmo estando acostumado, tem hora que dá nos nervos. Sempre pesquiso sobre novos materiais, novas tecnologias, e em uma destas pesquisas descobri o Speedicath. Mas não tinha experimentado, até semana passada.
Ele se fixa facilmente a vários tipos de superfície
O Speedicath é um cateter diferente, voltado para simplificar o processo mantendo a segurança. Ele não é enrolado, como os cateteres comuns. Ele vem em uma embalagem reta, como um canudo, e vem pronto para uso, de utilização simples e intuitiva. Ele é projetado para aumentar o conforto e minimizar o risco de danos à uretra. Tem revestimento hidrofílico exclusivo e orifícios polidos  que garantem um cateterismo suave, tanto durante a inserção quanto na retirada do cateter. Isso significa que não precisa besuntar de xilocaína e enfiar muito vagarosamente para não ocorrer perfuração da uretra.
Alça que facilita a abertura do Speedicath
O SpeediCath é rápido e fácil de usar. O anel de abertura permite abertura fácil e o ponto adesivo garante que o cateter permaneça onde foi colocado. Isso facilita o manuseio, basta tirar protetor do adesivo e fixar em algum lugar, aí é só puxar pelo anel que ele se abre, deixando à mostra o cateter. Aí é só pegar próximo à base, mirar no buraquinho e enfiar até atingir a bexiga. Tudo isso agiliza muito o cateterismo, fiz alguns testes e o tempo reduziu em mais de trinta por cento. O único ponto chato é mirar para acertar o buraco da uretra, pois não podemos pegar na ponta. Mas com prática dá para pegar a manha. Outro ponto negativo do Speedicath é o preço. Enquanto uma sonda comum sai por menos de um real, ele custa em média seis e cinquenta. Mas ele dispensa a compra de alguns materiais, como as luvas plásticas e xilocaína, portanto no fim das contas a diferença diminui. Gostei do produto, muito útil, principalmente em viagens ou saídas. Imaginei como seria útil em uma festa de formatura ou evento, por exemplo.
Forma correta de segurar. Nem precisa de luva, a mão não encosta na parte que entra.
Quem demonstrou para mim foi a Helenita, que trabalha com ele na região de BH. Ela veio até minha casa mostrar o Speedicath e aproveitou para mostrar outros produtos da Coloplast, como o Conveen, um coletor urinário que dispensa a gravatinha, pois tem uma cola por dentro. Ela tem muita didática e paciência para explicar e tirar todas as dúvidas. Quem tiver interesse, ligue para ela  no número (31) 9787-9971 e agende uma visita. Os produtos são ótimos, recomendo!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Vestindo calça sentado

Taí uma tarefa que costuma ser enjoada - até pegar a prática
Logo que sofri o acidente que me deixou paraplégico, percebi que uma das tarefas mais rotineiras e repetidas precisaria ser adaptada: trocar de roupa. Como sou muito alto e pesado, com a perda dos movimentos, deitado, e ainda machucado no ombro, não pude auxiliar muito as enfermeiras que me atenderam e dei bastante trabalho nas trocas de roupa. Para colocar e tirar bermudas e calças, elas me viravam para um lado, subiam um pouco uma perna, me viravam para o outro, e assim ia, pelejando. Quando chegava na cintura a coisa complicava, muitas vezes era preciso erguer o quadril, e aí era preciso a ajuda de um parente ou de um enfermeiro mais forte.
Quando comecei a me virar sozinho, imitei a técnica das enfermeiras, e ficava me virando na cama para vestir calças. Parecia uma cobra enlouquecida, vira para um lado, puxa do outro, vira de novo, puxa mais um pouco. Achava isso tudo muito trabalhoso e cansativo. Assim que fui para o Sarah acreditei que me ensinariam técnicas mais apuradas e menos cansativas, mas disseram que a melhor forma de vestir calça era deitado mesmo, puxando aqui e ali até chegar na cintura. Até ensinaram a puxar sentado na cama, porém não acrescentou muito. Mas eis que, em conversa com outros internos, me deram a dica: poderia vestir calças sentado na cadeira, aproveitando as mãos grandes para apoiar nos protetores de roupa e puxar a calça com os polegares. Desde então, só me visto desta forma. Acho muito mais rápido e menos cansativo do que deitado. E este é outro motivo para usar os protetores de roupa com abas dobradas que mostrei no post anterior. Este modelo permite segurar com as mãos e puxar a calça ao mesmo tempo.
Calças Jeans são mais complicadas de vestir
O cuidado que se deve tomar é o ajuste da calça atrás, pois nesta técnica a calça pode não subir completamente e deixar à mostra o famoso "cofrinho", o que garante uma "pagação de mico" nas transferências. Pior ainda é quando a calça agarra em algum lugar nas transferências e o espetáculo é ainda maior, com um verdadeiro "strip tease". Já aconteceu comigo algumas vezes, principalmente quando a calça agarra no protetor de roupa da cadeira ao sair do carro. Graças a esse descuido já fiquei de cueca algumas vezes na garagem do trabalho. Felizmente não havia mulheres por perto e consegui puxar rapidamente a calça, mas rendeu boas risadas dos manobristas e de quem estava passando... 
Aí entram minhas dicas sobre a escolha da calça. Hoje já existem calças adaptadas para cadeirante, até mesmo jeans, mas como ainda não conheço e nem experimentei, vou falar de calças comuns. Para o dia a dia, recomendo usar calças de nylon ou outro material escorregadio, pela facilidade para colocar e tirar. E também por serem confortáveis e bonitas - pelo menos para mim. No horário comercial, para quem trabalha em escritório, em atividade administrativa, tem a opção de usar calças sociais. Elas também são muito fáceis de vestir e confortáveis para o dia a dia. Mas e as calças jeans? Usadas pela maioria das pessoas, elas também podem ser vestidas com esta técnica, e apesar da maior resistência, entram até o final com algumas reboladas (sem duplo sentido, por favor).
Calças de nylon e materiais lisos são mais fáceis de vestir
Veja no vídeo abaixo a técnica que uso. Gostaria de deixar claro que ela só deve ser tentada se o cadeirante tiver bom controle e equilíbrio do corpo, além de força nos braços. Nas primeiras tentativas, é importante ter alguém por perto apoiando para um caso de desequilíbrio. Minha lesão é alta, T2 óssea e medular C7 - portanto sou considerado tetra, mas nunca perdi força nos membros superiores e recuperei alguma musculatura abaixo da lesão que me permitem fazer isto e outras peripécias com segurança - que com o tempo, aprimorei. Essa é a chave para qualquer atividade, se não se sentir seguro, não faça.
Enfim, espero ajudar outras pessoas que procuram formas de agilizar estas atividades do dia a dia. Para mim, funciona!

domingo, 16 de agosto de 2015

Protetores de Roupa

Meus protetores são fixos, mas com abas.
Também conhecidos como abas ou para lamas, os protetores de roupa são peças fundamentais da cadeira de rodas. E devem ser bem escolhidos para evitar futuras dores de cabeça - ou de corpo, pois podem atrapalhar as transferências e até causar uma queda. Mas o que muita gente não se toca é que há muitas outras utilidades para os protetores de roupa, além, é claro, de proteger as roupas.
Esse foi o que pedi originalmente na TiLite. Arrependi, nem cheguei a usar.
Já vou deixar claro minha preferência pessoal: gosto de protetores móveis e com abas dobradas, daqueles que se parecem mais com para lamas mesmo. Cheguei a tentar usar protetores retos, mas não me acostumei, e ainda tive dificuldades nas transferências, pois eles eram grandes e só dobravam para dentro. Os principais motivos para usar abas dobradas: uso eles diariamente para vestir roupa e para fazer elevações. Para vestir roupa me apoio nos protetores, seguro a calça com os dedos e "pulo" dentro da calça. Vou demonstrar isso em um vídeo, e talvez até em post, afinal considero uma tarefa complexa vestir uma calça jeans, por exemplo. A técnica aprendi no Sarah, mas não nas aulas, e sim com um outro "interno" lá dentro. Fazer elevações, para quem não sabe, é o importantíssimo gesto de se apoiar nos protetores e tirar a bunda da cadeira por alguns segundos. Esta tarefa é fundamental para evitar escaras, as temidas úlceras de pressão.
Os protetores da M3 é muito bom, removível e com boa distância para as rodas
Outra função importante dos protetores é carregar documentos. Estranho falando assim, mas quem é cadeirante sabe o quanto é difícil levar, por exemplo, uma folha A4 que não possa ser dobrada em cima das pernas. Ainda mais para quem usa calças sociais para trabalhar. Pouca coisa irrita mais um cadeirante do que coisas caindo do colo e se espalhando no chão. Você coloca uma coisa, a outra escorrega. Se abaixa para pegar, e cai outra coisa. Ai que ódio. Com os protetores, é fácil colocar folhas, envelopes e até pastas finas ao lado do corpo para levar para todo lado.
Muito útil também para carregar documentos
Enfim, fica a dia: escolha bem seus protetores de roupa. Afinal, além de proteger a roupa, podem ser usados para muitas outras coisas. E evita passar raiva em muitas ocasiões.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Turismo Para Todos

Que o turismo deve ser um direito universal nós já sabemos, porém para que seja bem aproveitado, com segurança e tranquilidade por pessoas com deficiência, são necessários alguns cuidados. Destes, muitos são específicos para a deficiência da pessoa, e a ausência de uma estrutura confiável pode trazer muitos riscos e problemas. Isto pode inviabilizar a viagem, caso não se possa contar com os profissionais e equipamentos corretos.
A Sonhotur, empresa pioneira em turismo na Região de Erechim, está especializando-se em um produto inédito no Brasil: Turismo de Saúde, que alia diversão a cuidados especiais em viagens para pessoas com deficiências e idosos. Abre-se assim uma possibilidade para pessoas que tem necessidades específicas de tratamento de saúde possam curtir turismo em um país belíssimo: Portugal.
A Sonhotur acredita que todas as pessoas devem ter a oportunidade de “ser turista” sem preocupações em relação à sua condição ou aos cuidados de que necessita (higiene pessoal, cuidados diários, transporte, etc.). A equipe da Sonhotur tem experiência, competência profissional e possibilita a viagem para Portugal, sozinho ou acompanhado por amigos ou família, com a garantia que os seus serviços irão abranger todas as necessidades. Os profissionais são reconhecidos pela sua ampla experiência na prestação de cuidados diários e reabilitação. A equipe é composta por Enfermeiros, Fisioterapeutas, Terapeutas Ocupacionais, Médicos, Nutricionistas entre outros profissionais de saúde. Se necessário, é possível prestar acompanhamento nas atividades e experiências por 12/24h por um profissional de saúde ou outro. O programa Turismo Para Todos tem uma grande rede de parcerias que permite oferecer diversas possibilidades aos clientes com a garantia de se tratar bem. O programa Turismo Para Todos permite-lhe conhecer Portugal sem limites! Mesmo que não possa interromper a sua reabilitação, ou que precise de tratamentos clínicos, eles tem a solução.
A Sonhotur está formando turmas para viagens para Lisboa com saídas em 13 de setembro e 17 de novembro. O valor do pacote de 9 dias e 7 noites parte de entrada de 630,00 euros mais 12 vezes de 145,00 euros no cartão. À vista, tem mais de 10% de desconto, sai por 2.106,00 euros. O pacote inclui hospedagem, transporte terrestre em veículo adaptado, refeições, entradas nas atrações, transfer e seguro de viagem. Não está incluída a passagem aérea de ida e volta. Além do pacote básico, o cliente pode solicitar à parte os serviços de cuidados diários de acordo com suas necessidades.
Quem tiver interesse, entre em contato pelo e-mail do Blog, blog.cadeirante@gmail.com, que eu dou mais informações e envio os formulários da Sonhotur, onde constam as necessidades e serviços que cada cliente possa ter. Ou então baixe aqui o formulário de inscrição. Bora pra Portugal?

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Kit Livre - Motorizando a cadeira de rodas

Transformando a cadeira manual em motorizada
Há alguns anos atrás, precisamente em 2011, mostrei aqui no blog o Speedy, uma roda com um motor elétrico e uma bateria, que pode ser encaixada em uma cadeira de rodas manual, transformando-a em motorizada. Fabricada na Alemanha, parecia ser a solução definitiva para ajudar na árdua tarefa de empurrar o próprio corpo (mais a cadeira) com a força dos braços. E sem precisar gastar uma fortuna, pois os preços das cadeiras motorizadas por aqui são bem salgados. Na época tive certeza que iriam aparecer vários concorrentes e logo logo estariam nas lojas especializadas do Brasil. E então alguém iria perceber a oportunidade e começaria a fabricar por aqui também. Que esperança... Mais de três anos depois, no ano passado, descobri o único concorrente até então, o Firefly, que é fabricado em São Francisco, na Califórnia.
Kit Livre apoiado no chão, esperando o cadeirante chegar!
Mas eis que ano passado, finalmente, um engenheiro de São José dos Campos e seu irmão gêmeo, Júlio e Lúcio, desenvolveram um produto tão bom quanto, e até melhor em alguns aspectos, do que os similares importados. É o Kit Livre, uma roda com motor elétrico e bateria que encaixa na cadeira de rodas e a transforma em um triciclo motorizado. O sistema de encaixe do Kit é muito bem pensado, oferecendo praticidade e segurança. Além disso é customizável, e há modelos para cadeiras dobráveis e para monoblocos. Serve também em cadeiras de vários tamanhos, por ter várias opções de regulagens.
Com o os idealizadores do Kit Livre, Júlio e Lúcio, e no meio o Dennys, que ajuda na gestão da empresa
Mas o destaque maior é a facilidade de montagem. O próprio cadeirante pega o Kit, que fica apoiado em dois suportes, encaixa na cadeira e trava para sair acelerando. O Kit conta também com um visor digital que controla os quilômetros rodados, mostra a velocidade em km/h, controla a potência (de um a cinco) e ainda liga o farol! Sim, o kit tem um farol de led que ilumina bem pra caramba. E o próprio painel de controle também fica iluminado.
O painel de controle do Kit Livre
A facilidade que o Kit proporciona ao cadeirante é sem igual. Dá para rodar quilômetros sem se cansar e você chega rapidamente ao destino. Como o Kit faz parte da cadeira de rodas, pode rodar tranquilamente em cima das calçadas, e assim cortar caminhos, atravessar a rua na faixa e fazer o menor caminho até o destino. E ainda permite entrar em locais fechados como supermercados, farmácias, bancos e rodar tranquilamente. Se o local for muito apertado, é fácil destravar o Kit e deixar do lado de fora para rodar somente com a cadeira, e depois recolocar na cadeira e ir embora. Outra vantagem do Kit é o tamanho, como é compacto é fácil levar em uma viagem, no porta malas, ou até mesmo despachar em viagens aéreas.
A única limitação do Kit é subir morros íngremes. Como a tração é dianteira, a roda não aguenta puxar a cadeira em uma subida. Mas dá-se um jeito, fazendo zigue-zague é possível subir morros não tão íngremes. E o preço? Bem mais em conta que os importados, e ainda podem ser financiados pelo Crédito Acessibilidade do Banco do Brasil, a juros baixos, em torno de 0,424%, em até 60 vezes.
Os modelos e preços dos Kits são:
- Economy: indicado para qualquer idade até 70 kg, tem motor de 250 wats e rodas de 20" - R$ 4.990,00
- Mini: qualquer idade até 70 kg, motor de 250 wats e rodas de 16" - R$ 5.990,00
- Standard: adultos até 70 kg, motor de 250 wats e rodas de 20" - R$ 5.990,00
- Light: qualquer idade até 70 kg, motor de 250 wats e rodas de 16" - R$ 6.990,00
- Premium: adultos até 70 kg, motor de 250 wats e rodas de 20" - R$ 6.990,00
- PRO: adultos até 100 kg, motor de 600 wats e rodas de 20" - R$ 7.990,00
- PRO Mamute: qualquer idade até 90 kg, motor de 600 wats rodas de 24" - R$ 8.490,00
- PRO Elite: adultos até 130 kg, motor de 850 wats e rodas de 20" - R$ 9.490,00
- Radical 600 wats: qualquer idade até 90 kg, motor de 600 wats e rodas de 20" - R$ 8.490,00
- Radical 1000 wats: qualquer idade até 130 kg, motor de 1000 wats e rodas de 20" - R$ 9.990,00
- Chopper 1500 wats: qualquer idade até 130 kg, motor de 1500 wats e rodas de 20" - R$ 11.490,00

Os Kits Standard e PRO podem utilizar dois tipos de bateria, de bolsa ou de garrafa. Para bateria de garrafa, deve-se acrescentar 1.500,00 reais ao preço do Kit. A principal diferença é que a bateria de garrafa é um pouco mais compacta.
Fechei parceria com o pessoal do Kit Livre para ajudar na divulgação e venda dos Kits. Quem tiver interesse, pode entrar em contato comigo pelo e-mail blog.cadeirante@gmail.com ou pelo telefone (31) 8482-9474. Vou tirar as dúvidas sobre o financiamento, funcionamento do Kit e o que mais for necessário. O frete é por conta do cliente, e varia de acordo com o estado. Requisite o formulário de intenção de compra e envio para preenchimento.

sábado, 11 de julho de 2015

Novo Triciclo Elétrico

Excelente alternativa para locomoção de pessoas com mobilidade reduzida























Desde que descobri o triciclo elétrico em 2011, minha autonomia para sair de casa mudou, melhorou significativamente, e junto vieram doses de diversão. O triciclo elétrico permite a um cadeirante sair de casa e percorrer médias distâncias sem ajuda de ninguém, podendo utilizar a calçada ou as ruas. Como ele tem rodas grandes e todos os itens de segurança presentes em motos, como setas, farol, luz de freio e de ré, pode rodar nas ruas junto com os carros, subir pequenos degraus e descer ou subir morros íngremes. A outra vantagem inegável é a economia, ele recarrega em tomada comum e o quilômetro rodado custa em torno de um centavo!
Passeando em um parque com o triciclo
Desde o ano passado o triciclo recebeu atualizações no desenho e motorização. Antes ele vinha com motor de 600 wats, que era suficiente para subir morros, mas a velocidade caia muito. Agora passou a vir com motor de 1000 wats, o que melhorou a subida, sobe facilmente comigo, que peso noventa quilos, qualquer morro íngreme de BH. A rua onde moro é bem inclinada, e ele sobe com facilidade.
Temos também modelo para duas pessoas!
Outra mudança notável foi no banco, que ficou mais baixo, sem prejudicar a segurança, e mais bonito. Ele não vem mais com o cinto de segurança, que traz mais segurança em caso de tombar, pois a pessoa não fica presa ao triciclo. Perdeu também o para choque traseiro, mas este já não estava vindo nas últimas unidades. Achei até bom, o meu antigo tinha e de vez em quando se enroscava em alguma coisa depois de dar uma ré.
Fazendo compras no Supermercado,
Mais um grande avanço veio no controle da velocidade. O triciclo agora vem com um seletor embaixo do acelerador com três opções de velocidade. Na primeira seleção, é possível acelerar pouco e acompanhar uma pessoa andando. Muito bom para passear com a esposa ou filhos em um parque ou pela calçada mesmo. Aliás, o fato de andar bem tanto na rua quanto na calçada é que faz dele uma alternativa excelente para o dia a dia.
A melhor novidade vem mesmo é com a forma de pagamento. Agora é possível financiar o triciclo elétrico pelo Crédito Acessibilidade do Banco do Brasil, que divide o valor em até 60 vezes com juros muito baixos. Depende do cadastro no banco, mas pelas simulações que fiz, a taxa de juros fica em média em 0,424%. As condições para conseguir o crédito são: ser correntista do Banco do Brasil, ter renda mensal de no máximo dez salários mínimos e ser deficiente. Também é possível que um  parente com conta no BB consiga o crédito para o deficiente.

- O modelo de 1000 wats para uma pessoa custa R$ 10.990,00.
- O modelo de 1000 wats para duas pessoa custa R$ 12.990,00.

Não perca esta chance, adquira um triciclo elétrico para facilitar sua vida sobre rodas!
Sou representante da fábrica para todo o Brasil. Para comprar o triciclo elétrico solicite o Pedido de Compra ou envie um e-mail para blog.cadeirante@gmail.com que eu retorno com o formulário para preenchimento da Nota Fiscal. Se preferir, ligue para meu celular (31) 98482-9474 ou mande um Whatsapp e conversamos melhor.
Já vendi triciclos para várias cidades, de vários estados, facilitando a vida de muita gente. A seguir um depoimento de um cliente satisfeito com o triciclo, o Márcio, de Bom Jesus do Itabapoana, no interior do Rio de Janeiro. Ele adquiriu em 2013 e faz de tudo com o triciclo. Confirmem nas palavras dele:
Márcio com a turma da faculdade. Malandro, só tem mulher na foto!
"O Triciclo Elétrico me proporcionou uma liberdade de poder sair sem depender de alguém, pois de cadeira de rodas você fica dependente. Vou trabalhar, vou ao supermercado, vou em loja, trabalho de vendedor gráfico, vou à faculdade, enfim, uma liberdade danada de não só ficar na cadeira de rodas!"

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