sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Com foco em tecnologias assistivas, empresas mostrarão potencial de produtos brasileiros em feira na Alemanha

Rehacare é o evento mais importante da Europa no setor de reabilitação
Com o propósito de fomentar as exportações brasileiras de produtos voltados para tecnologias assistivas e reabilitação, empresas associadas à ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) e que fazem parte do Projeto Brazilian Health Devices, executado pela entidade em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), estarão presentes na Alemanha, entre os dias 28 de setembro e 1 de outubro para participação na Rehacare. A Freedom, fabricante de cadeiras de rodas, a Ibramed, produtora de equipamentos para reabilitação física, assim como a Politec, companhia que produz aparelhos auditivos e a Jumper, desenvolvedora de cadeira de rodas personalizadas para a prática de esporte, estarão presentes apresentando produtos e representando o Brasil nessa primeira participação do país no evento.
A Rehacare é a feira mais importante da Europa no setor de reabilitação. O evento, que acontecerá na Messe Düsseldorf, será uma plataforma ideal para qualquer pessoa com necessidades de cuidados ou doenças crônicas, bem como para os idosos, pois proporcionará troca de experiências e uma ampla variedade de atividades. A diversidade de temas, tais como prevenção, mobilidade, inclusão, turismo, esportes, oportunidades de carreira e muito mais estarão à disposição dos participantes, pesquisadores, bem como os mais de 900 expositores e especialistas de todo o mundo.
Na Alemanha a acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida é regra e não exceção. Além de as cidades serem pensadas e construídas para ser completamente acessíveis - calçadas bem-feitas, niveladas e sem obstáculos; bondes com piso baixo que facilita o acesso ao transporte público; sistemas de orientação para cegos e pessoas com baixa visão -, o país tem a maior indústria de tecnologia assistiva do mundo, seguido dos Estados Unidos.  Para Laísa França, coordenadora de promoção comercial da ABIMO, a participação brasileira na Rehacare fortalecerá a imagem da indústria de reabilitação e mostrará a capacidade de negócios nesse setor. "Há grande potencial industrial brasileiro, porém ainda precisa ser organizado e muito apoiado. O objetivo da nossa participação nesse importante evento é impulsionar as exportações brasileiras deste tipo de produção com foco na saúde, funcionalidade e bem-estar do paciente".
Durante o evento, alguns para-atletas farão demonstrações de produtos brasileiros, e no dia 30 de setembro, haverá um Happy Hour no pavilhão para promover networking entre os visitantes da feira e os fabricantes do Brasil.                                                                               
Oportunidade de mercado 
Um estudo realizado pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) a pedido da Secis/MCTI (Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) identificou que o Brasil tem grande competência para o desenvolvimento de tecnologia assistiva, mas, para que ocorra, é fundamental que ações planejadas e integradas sejam implementadas considerando a participação de governo, associações de classe e indústria.
Para incentivar e incrementar os negócios na área, a Apex-Brasil tem voltado esforços a fim de aumentar o número de empresas brasileiras da área de tecnologia assistiva no exterior. A agência firmou parceria com a ABIMO para colocar em prática um plano de negócios que indicará potenciais mercados no exterior. Nesse projeto se pretende organizar internamente uma parte do setor, regulamentá-lo e prepará-lo para o mercado internacional. Segundo Clara Porto, gerente de marketing e exportação da ABIMO, a ideia é fazer um planejamento estratégico que impulsionará as exportações dos fabricantes brasileiros de produtos de tecnologia assistiva de saúde.
Além de fazer um estudo detalhado sobre o mercado local - com mapeamento dos fabricantes, identificação de lacunas e pontos a melhorar para fortalecer a indústria nacional -, a ABIMO trabalhará em conjunto com associações de países cujo segmento de tecnologia assistiva já está estrategicamente organizado.
SOBRE O BRAZILIAN HEALTH DEVICES
O Projeto Setorial (PS) executado pela ABIMO, em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), denominado Brazilian Health Devices tem como missão fomentar as exportações das indústrias de artigos e equipamentos da área da saúde. Brazilian Health Devices é a marca que reúne as indústrias exportadoras do setor e as representa internacionalmente.
SOBRE A ABIMO
A Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO) é a entidade representante da indústria brasileira de produtos para a saúde que busca representar e promover o crescimento sustentável do setor no mercado nacional e internacional.
SOBRE A APEX-BRASIL

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) tem a missão de desenvolver a competitividade das empresas brasileiras, promovendo a internacionalização dos seus negócios e a atração de investimentos estrangeiros diretos. A Apex-Brasil apoia, atualmente, mais de 12 mil empresas de 83 setores produtivos da economia brasileira, que exportam para mais de 200 mercados. A Agência também coordena os esforços de atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o País.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Paralimpíadas 2016: Cícero Valdiran bate recorde das Américas no Rio

O esportista disputou na classe F57 do lançamento de dardo nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro e ficou em quarto lugar. O lançamento feito por ele atingiu a marca 42m e 90cm, novo recorde das Américas. Por apenas seis centímetros não conquistou a medalha de bronze na competição. "Foi uma experiência que valeu ouro. Nada pode pagar essa experiência". 
Natural de Igaracy, no Sertão da Paraíba, Valdiran, de 24 anos, pratica o paratletismo há três anos. Ele nasceu com má formação congênita na altura do tornozelo, mas a deficiência não o parou. Antes de chegar ao atletismo, praticou basquete adaptado.
O esportista faz parte da AAPD/PB (Associação Atlética das Pessoas com Deficiência), da Paraíba. A entidade conta com apoio da Coloplast, que é nossa parceira aqui no blog. Juntos, vamos divulgar informações importantes sobre tecnologias, produtos e serviços que tornam mais fácil a vida de pessoas com necessidades íntimas de saúde.

Sobre a Coloplast
A Coloplast desenvolve produtos e serviços que tornam mais fácil a vida de pessoas com condições médicas muito pessoais e realmente íntimas. Trabalhando próximo aos usuários finais e profissionais que usam seus produtos, criam soluções sensíveis às suas necessidades especiais.

sábado, 10 de setembro de 2016

Apex e ABIMO realizam evento sobre tecnologias assistivas

Painel da Apex/ABIMO discutiu o panorama da industria brasileira e os desafios para exportação
Nos dias 7 e 8 de setembro a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) realizaram na Casa Brasil, que fica dentro do Boulevard Olímpico da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, um painel com palestras e discussões sobre Soluções Brasileiras Inovadoras e Sustentáveis em Tecnologias Assistivas. O painel contou com a presença de empresas parceiras da Apex e da professora Izabel Maior, ex Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Primeiro dia do Painel
No primeiro dia, intermediado por Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, palestraram a fisioterapeuta Elisandra, da Ibramed, que demonstrou um aparelho que trabalha com a corrente Aussie, que produz mais resultados tanto em estimulação quanto em analgesia. Em seguida, os proprietários da Jumper Equipamentos contaram a história da empresa e seus produtos. À tarde foi a vez de Márcio Weissheimer, da Freedom, falando sobre seus produtos, e Erika Foureaux, da ONG Noisinho da Silva, de Belo Horizonte, que criou uma cadeira para crianças com deficiência interagirem com outras em brincadeiras no chão. Em todas as apresentações foram ressaltadas as inovações dos produtos no sentido de aumentar a qualidade de vida dos usuários, e os desafios enfrentados no mercado nacional e para exportar.
Professora Izabel Maior palestrando na Casa Brasil
No dia seguinte, o grande destaque foi a palestra da professora Izabel Maior, que mostrou um panorama das leis nacionais e internacionais voltadas ao deficiente, finalizando na LBI - Lei Brasileira da Inclusão, destacando os pontos positivos e os que demandam atenção. Explicou o que é considerado tecnologia assistiva e a posição do Brasil, que hoje é grande importador deste tipo de produto, elogiando os incentivos da Apex para exportar os produtos aqui desenvolvidos. Em seguida ressaltou a importância das Paralimpíadas como painel de produtos assistivos de alta tecnologia, comparando com a Fórmula 1, que desenvolve tecnologia que acaba nos carros que dirigimos. Izabel discorreu também sobre incentivos fiscais e financeiros para empresas que atuam no setor, e sobre o papel da universidade no desenvolvimento de tecnologia assistiva. Foi uma palestra muito rica, a professora Izabel tem um vasto conhecimento da legislação e dos desafios para inclusão da pessoa com deficiência.
O representante da Deca falou sobre a experiência em exportar
Em seguida, intermediados pelo Gilson Spanemberg, da Apex, outros empresários falaram rapidamente sobre seus produtos, a atuação no mercado nacional e os passos para exportar com apoio da Apex. Foram eles a Erika Foureaux, da Noisinho da Silva, Júlio Oliveto, da Kit Livre, Leda Rosa, da Larqtec, e um representante da Deca, e foi formada uma mesa redonda em que discutiram a situação do mercado nacional e os problemas e incentivos para exportar. Ao final foi aberto para o público interagir questionando a mesa, o que gerou um bom debate, contando com a participação da platéia e de todos da mesa.
Este tipo de evento é muito importante para divulgar e debater o mercado de produtos de tecnologia assistiva, tão carente de incentivos e estímulos no Brasil. Foram apontados os problemas enfrentados pelos empresários, como falta de escala e incentivos fiscais e o custo da pesquisa e desenvolvimento, que majoram o preço final dos produtos, diminuindo sua competitividade. O que percebemos é que há no Brasil boas ideias e vontade, porém devido aos problemas de burocracia, falta de investimento e falta de incentivos, fica difícil oferecer produtos de qualidade e a preço justo, o que dificulta também a competitividade no exterior.

SpeediCath

Sonda prática, simples de usar
SpeediCath® é o cateter hidrofílico pronto para uso da Coloplast®. Seu revestimento exclusivo e os orifícios polidos e também lubrificados garantem um cateterismo seguro, simples e prático todos os dias. Não é preciso adicionar água, lubrificação ou esperar a ativação do revestimento. Não dá para ser mais rápido ou mais simples do que isso.
SpeediCath® foi projetado para aumentar o conforto, minimizar o risco de danos à uretra e evitar complicações relacionadas ao cateterismo intermitente. Garante cateterismo extremamente suave, tanto durante a inserção quanto na retirada do cateter.
Até quem tem pouca mobilidade nas mãos consegue abrir a sonda
O anel permite abertura fácil e o ponto adesivo garante que o cateter permaneça onde foi colocado mesmo para quem tem destreza manual limitada, a qualquer hora e em qualquer lugar. Está disponível em diferentes comprimentos e tamanhos para se adaptar a homens, mulheres e crianças. 
O fato de vir lubrificado agiliza o cateterismo
SpeediCath® é um produto livre de PVC e garante que a saúde nunca será comprometida, além de limitar o impacto ambiental. Lembre-se, ele não é reutilizável. É um cateter estéril, de uso único.
Se você precisa realizar o cateterismo intermitente, solicite a visita de um(a) enfermeiro(a) especializado(a). Ligue para 0800 285 86 87 (ligação gratuita – de seg. a sexta das 8h – 20h). O programa Coloplast® Ativa pode tornar a sua vida mais fácil.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Como evitar escaras

É feio, e choca, mas é muito importante evitar.
Quando a pessoa sofre uma lesão medular e vira cadeirante, ela conhece uma terrível enfermidade chamada escara. Para quem não sabe, as escaras, também conhecidas como úlceras de pressão, são lesões que ocorrem na pele devido a falta de irrigação de sangue em regiões que ficam muito tempo sob pressão. Portanto, é o tipo de lesão que acontece com pessoas com mobilidade reduzida. Mas como evitar o aparecimento de escaras? Darei foco nesta matéria para as formas de evitar as escaras mais comuns em cadeirantes, as que aparecem nos glúteos, também conhecidos como bumbum, bunda, popô, aí você escolhe. 
A regra número um para evitar escaras vale para qualquer parte do corpo: mudar de posição frequentemente. Se estiver deitado, tem que mudar de decúbito (posição deitado). Se for frontal, é de barriga para baixo, se for lateral, é de ladinho mesmo. Quanto à posição sentado, principalmente na cadeira de rodas, quem é cadeirante e já passou pelo Hospital Sarah conhece o termo "elevação", que é o ato de levantar o corpo segurando nos para lamas ou rodas da cadeira de rodas, mantendo a bunda no ar por alguns minutos. A elevação é muito importante para aliviar um pouco a pressão nos glúteos e alterar a posição do corpo, pois as escaras surgem justamente quando a pessoa se mantêm por longos períodos na mesma posição.
Almofada Roho Quadtro Select Low Profile. Palavrão para proteger o popô
Outra forma de evitar o aparecimento de úlceras de pressão nos glúteos é a utilização de almofadas anti escaras. Há diversos modelos com preços variados - alguns até abusivos - que prometem auxiliar na prevenção das temidas escaras. As mais simples são almofadas de ar ou gel feitas de plástico, com preços que começam em menos de trinta reais! Mas será que são mesmo eficientes? No início da lesão, logo no primeiro ano, percebi o quanto são desconfortáveis as almofadas que vem nas cadeiras de rodas, feitas de espuma comum. Descobri as almofadas de ar e adquiri uma bem simples, de plástico. E houve alguma melhora, senti mais conforto e mais mobilidade. Porém a almofada é instável, barulhenta e sensível a furos. A que tive durou menos de seis meses, mesmo sem usar todo dia. Eu só usava quando ficava longos períodos sentado na cadeira. Aí vem mais uma dica para evitar escaras: transferir com frequência. Sempre que for a algum lugar que tenha um sofá, ou uma cadeira confortável, procure transferir, tanto para mudar a posição quanto de superfície.
Após quase três anos na cadeira de rodas, utilizando uma M3, fui à Reatech, feira de produtos para deficientes. Lá conheci a almofada Roho, uma marca americana que fabrica almofadas e colchões anti escaras. Achei que fosse barata e quase caí para trás quando descobri que custava mais de mil reais. Isso em 2009. Um ano depois consegui comprar direto na fonte, nos EUA, pela metade do preço. Comprei o modelo Quadtro Select Low Profile - é uma almofada composta por dezenas de gomos, de perfil baixo (5 cm de altura) com tecnologia que divide a almofada em quatro partes, cada uma delas pode ficar com uma quantidade de ar diferente, e rigidez diferente. Isto é importante pois o peso do nosso corpo não é simétrico, e dependendo de acidentes ou problemas no corpo, pode haver ainda mais diferença de peso em cada lado do corpo. Portanto, a almofada se ajusta ao peso e formato do corpo do usuário. E por ser inflada com ar, permite uma certa movimentação com estabilidade, e realmente previne a formação de escaras.
Para quem não tem tanta grana - ou não está disposto a vender um rim - há um modelo mais simples da Roho, a Mosaic. Ela é composta por gomos maiores, e não tem divisória. Mas o material é o mesmo, e o princípio também. Previne escaras da mesma forma, e é quase tão confortável quanto. E custa um quarto do preço. Vale a pena? Eu acredito que sim. Principalmente para quem passa longos períodos sentado na cadeira de rodas.
Assento Ortopédico Fibrasca Saúde
A boa notícia é que a concorrência se mexeu e hoje há outros modelos de almofadas de ar ou de látex que também evitam escaras. Uma empresa brasileira, a Fibrasca Saúde, me procurou para pedir auxílio no desenvolvimento de uma almofada de látex com desenho próprio para evitar escaras. Me enviaram o primeiro protótipo, testei por alguns dias e dei algumas sugestões. Alteraram a forma de fixar na cadeira e enviaram outro protótipo, que testei por alguns meses. E fiquei bem satisfeito com o resultado. É uma almofada confortável, facilmente lavável e ajuda mesmo a prevenir escaras. E é relativamente barata, custa em torno de cem reais. Muito melhor do que uma almofada original, melhor do que uma almofada de plástico, e a um preço justo. Veja no vídeo abaixo algumas considerações sobre prevenção de escaras e análise de alguns modelos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Alcançando Sonhos

Crianças atendidas pelo projeto Alcançando Sonhos
Fico extremamente feliz quando descubro projetos e pessoas engajadas em melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência. Ainda mais se forem crianças. Quem vive a realidade de uma vida com limitações, sabe o valor destas iniciativas. Nesta matéria venho mostrar a vocês um projeto de sucesso. O relato é da Aryanne Fernandes, enfermeira que participa do projeto.
"O projeto “Alcançando Sonhos” foi um projeto idealizado com vistas a despertar os sonhos já adormecidos nos corações de crianças e pais. Para que, através das lentes de uma câmera, fosse possível enxergar todo o potencial das crianças com deficiência. Onde foco não esteja nas incapacidades das crianças e sim em suas capacidades, para que as mesmas possam ser potencializadas. Como resultado através das imagens é possível perceber que crianças com deficiência, são apenas crianças, que tem sonhos, medos, alegrias, tristezas, gostam de brincar e viver a vida da melhor forma possível.
As crianças são pacientes do Centro Especializado em Reabilitação Física e Intelectual (CER II), localizado no município de Mantena – MG. O CER II integra o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite. 
A clínica atende a 8 municípios da região, e possui uma equipe multidisciplinar, com médicos neurologista, psiquiatra, ortopedista, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, psicólogas, terapeutas ocupacionais, enfermeiras e técnicas de enfermagem, nutricionista e assistente social. 
A maior parte das crianças nas imagens possuem diagnóstico de paralisia cerebral, síndrome de Down, entre outras patologias."
Parabéns às pessoas que tocam e participam do projeto. Que este exemplo se multiplique por todo o país!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Restaurante Gaeta - Guarapari

Restaurante Gaeta, em Meaípe (imagem da internet)
É sempre uma satisfação conhecer pessoas que se preocupam com a acessibilidade sem obrigação ou necessidade própria. Infelizmente, estes são os motivos mais comuns para alguém investir em adaptações para atender pessoas com mobilidade reduzida. Por isso me alegrei por saber que os donos do Restaurante Gaeta, em Meaípe, uma das praias mais badaladas de Guarapari - onde fica a famosa boate Mais.
Curiosa rampa dupla, funciona bem e transmitiu segurança
Eu estava buscando um restaurante legal para passar meu primeiro dia dos pais em Guarapari, onde moram meus pais, e me deparei com este restaurante no site Trip Advisor, onde havia informação que ele dispunha de acesso para cadeirantes. Liguei para lá para saber mais e me disseram que havia sim o acesso, e ainda banheiro adaptado e espaço para circular. Fiz a reserva na hora, informando ainda que iria com dois bebês, em carrinho duplo. A pessoa me garantiu que teria um lugar adequado. Confiei.
Conseguiram espaço para carrinho de bebê duplo e cadeirante
Chegamos lá e percebi a dificuldade que seria encontrar um lugar para estacionar. A praia é pequena e está sempre cheia, ainda mais em um domingo de dia dos pais. Felizmente ao chegar ao restaurante vi uma placa informando que havia estacionamento nos fundos para clientes. Entrei e me deparei com uma rampa meio longa, duas curvas e o estacionamento ao fundo. Meio longe, mas achei que não seria problema, já que meus pais estavam comigo e me ajudariam se fosse o caso. Depois do (longo) processo de desembarque, a Gi foi na frente e eu segui pelo estacionamento. Logo apareceu um funcionário do restaurante para auxiliar na subida da rampa - que nem é tão íngreme assim - mas aceitei numa boa.
Comemorei meu primeiro dia dos pais com meu pai e meus filhos - perfeito
Chegando na porta, encaixaram duas rampas de madeira sobre os dois degraus da entrada. Achei estranho e um pouco temerário duas rampas, uma para cada lado da cadeira, mas percebi que o funcionário deles tem experiência com cadeiras de rodas e ele me posicionou de costas, empinou a cadeira e subiu suavemente. É uma adaptação meio precária, mas funciona bem. Reservaram a última mesa de uma fileira, no canto, de forma que deixaram um bom espaço para alocar o carrinho dos bebês. Fiquei bem satisfeito com este cuidado. O espaço entre as mesas é suficiente para circular e a mesa reservada era adequada para cadeirantes, com pés paralelos, e a cadeira entra por completo. O banheiro fica nos fundos, tem uma rampa leve e ele é bem adaptado, porém não tem pia lá dentro, somente no cômodo ao lado, e a lixeira, como sempre, é de pedal. É utilizável, porém poderia ser melhor.
O cardápio é variado em frutos do mar, tem moquecas variadas, mas o mais famoso é a lagosta gratinada. É cara, mas vem bem servida para duas pessoas, acompanha arroz, pirão e moqueca de banana da terra, e é uma delícia. Como todos pediram o mesmo prato, não posso avaliar outros, mas pela foto da lagosta dá para ter uma ideia da delícia que é.
Visual da praia de Meaípe
Após o almoço demos uma volta pela praia - ou melhor, por cima da praia, já que ela fica abaixo do nível da rua, embaixo de um muro, e não há nem rampa boa o suficiente para descer com a cadeira de rodas. Vale pelo visual, curtindo um fim de tarde, sugiro um doce de jaca como sobremesa - é bem gostoso. Ao final conversei com os donos do restaurante, que disseram ser o único da região que se preocupou em adaptar para cadeirantes. Fica a dica para um passeio saboroso quando estiver em Guarapari.
Mais informações:
http://www.soues.com.br/plus/modulos/estabelecimento/detalhe.php?cdgrupo=1&cdestabelecimento=555
http://oviajantecomilao.blogspot.com.br/2013/10/guarapari-gaeta-e-suas-moquecas.html

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Jogos Paralímpicos, estamos na torcida!

Equipe de Rugby em cadeira de rodas
As paralimpíadas estão chegando e os atletas brasileiros contam com nosso apoio e nossa torcida. Neste clima, compartilhamos duas histórias inspiradoras de esportistas brasileiros.
Rafael pronto para arrebentar nas paralimpíadas
Rafael Hoffmann é atleta do Rugby em Cadeira de Rodas, a modalidade participa dos Jogos Paralímpicos desde Sydney 2000. O esportista conta com o apoio da Coloplast, nossa parceira aqui no blog, na divulgação de novidades e informações importantes sobre tecnologias, produtos e serviços que tornam mais fácil a vida de pessoas com necessidades íntimas de saúde.
Leia, abaixo, o depoimento de Rafael Hoffmann e entre na torcida pelo Rugby Paralímpico Brasileiro!
Os embates do Rugby são paulera!
“Já imaginava que seria convocado por estar presente nas últimas competições de preparação que a Seleção Brasileira fez na Europa, mas até o Comitê Paralímpico divulgar a lista oficial, onde pude ver meu nome, e ter a certeza de que fui escolhido para defender nosso País, a ansiedade foi grande. Sem dúvida alguma, essa convocação foi a maior alegria e emoção que tive como atleta, uma mistura de felicidade e responsabilidade por ser na nossa casa, no Rio de Janeiro. Estamos na reta final da preparação, no próximo dia 21 de agosto nos encontraremos no centro de treinamento Paralímpico, em São Paulo, onde será feita a aclimatação. Por sermos o País sede dos jogos, automaticamente, subimos pra 8º no ranking mundial, isso nos deixa bastante otimista por bons jogos na briga por uma medalha paralímpica, que é a nossa meta”.

Esgrima, uma paixão
Ataide Ribeiro, publicitário e esgrimista
O esgrimista Ataide Ribeiro, atleta apoiado pela Coloplast, relata como o esporte resgatou a sintonia entre corpo e mente.
"Acredito no poder disciplinador do esporte. Antes de me tornar cadeirante pratiquei algumas modalidades como Judô, Karaté, Muay Thai, Bike e Futebol. Eu tive, aos dezesseis anos, uma doença muito rara conhecida por Síndrome de Behçet, a qual me deixou, na época, tetraplégico. Após vários anos de tratamento com fisioterapia, medicamentos e outros, o meu quadro neurológico evoluiu positivamente. Hoje, tenho um quadro estável de tetraparesia incompleta com predomínio dos membros inferiores.
Quando a esgrima entrou na minha vida resgatei uma parte de mim, que achei que tinha perdido para sempre. A esgrima é um esporte completo porque trabalha o corpo e mente e os mantém em perfeita sintonia. Na prática deste esporte aliamos força, agilidade, destreza e leveza. A esgrima tem tudo a ver comigo, pois me ajuda naquilo que tenho de menos como leveza, apura e torna eficaz a minha força e agilidade, sendo assim é impossível não se APAIXONAR por este esporte.
Conheci a esgrima por meio de um amigo, foi amor à primeira vista. Com menos de 6 meses de treinamento consegui ser Campeão Mineiro (no Campeonato Interno da ACE - Ação com Esporte), na minha categoria (A), e Prata no Geral (Disputada entre as categorias A, B e C). Logo no meu primeiro torneio em nível nacional, I Copa do Brasil - 2016, consegui um 7º Lugar no Florete e 9º na Espada.
Infelizmente, não irei participar dos jogos Paraolímpicos deste ano no Rio de Janeiro. Mas, tenho a certeza de que o Brasil está bem representado pelos atletas que conseguiram a sua tão sonhada classificação, desejo toda a sorte do mundo a todos eles.
Muito se fala contra e a favor das Olimpíadas e Paraolimpíadas serem disputados no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Tenho toda a certeza que as delegações do mundo todo serão muito bem recepcionadas em solo brazuca. Na Grécia Antiga, os jogos eram realizados para unir povos em conflitos constantes. Devemos aproveitar os jogos para nos unificar como povo, como cidadão, como ser humano."

Sobre a Coloplast
A Coloplast desenvolve produtos e serviços que tornam mais fácil a vida de pessoas com condições médicas muito pessoais e realmente íntimas. Trabalhando próximo aos usuários finais e profissionais que usam nossos produtos, nós criamos soluções sensíveis às suas necessidades especiais.
Se você precisa realizar o cateterismo intermitente, solicite a visita de um (a) enfermeiro (a) especializado (a), que pode tornar a sua vida mais fácil. Ligue para 0800 285 86 87 (ligação gratuita)

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