sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A solidão da pessoa com deficiência

*por Dayana Beatriz
Quero falar um pouco sobre a solidão da pessoa com deficiência.A deficiência, seja ela física, mental ou intelectual podem ser fatores que afasta o indivíduo dos modelos padrões estéticos, tornando assim tudo mais difícil. Estamos acostumados com a falta de acessibilidade, mas as dificuldades de convívio serão sempre maiores de se superar.
Vez ou outra aparecem aquelas pessoas que nos dizem: “Que bom que você saiu de casa!”, “Nossa, não sei como você aguenta” (já nem ligo mais kkkkkkk), e somos vistos como exemplo de superação, quando só estamos querendo se distrair, divertir… Na realidade é bem chato ficar ouvindo isso!
Quando é assim há deficientes que preferem não sair de casa, preferindo ficar no seu mundo virtual aonde “todos são aceitos”, “todo mundo é bonzinho”, e acabam se isolando do convívio social. 
A mesma coisa acontece quando há um casal onde um deles é cadeirante, o que é andante se torna herói por conviver com essa pessoa, é muito amável, bonzinho, e com os olhares de fora são pregados rótulos sobre o casal. 
Diante de tantas situações preconceituosas tem que se ter muito amor próprio para não desanimar. Acreditar que você é capaz, tem suas qualidades, investir nelas e não dar ouvidos a essas baboseiras que nos falam rsrs
As pessoas sem deficiência também devem deixar seus preconceitos de lado e tentar ver que no deficiente há muito mais do se vê na aparência, encontrando uma pessoa bacana, garanto que você pode se surpreender!
E digo mais, se isso não acontecer, não desanime. 
“Estar junto de alguém é bom, mas estar bem consigo mesmo é delicioso”

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Militar pratica esporte de ação na mata

Washington e alguns integrantes da equipe de Airsoft
O relato abaixo me foi enviado pelo amigo Washington Espíndola, que nos conta como descobriu em um esporte de estratégia uma forma de diversão e interação com os amigos.
"Queria dividir com os amigos do blog alguns momentos de mais um domingo especial, onde pude auxiliar na aplicação de mais um treinamento para a minha Equipe de Airsoft. Sou militar, hoje reformado. Fui baleado durante um assalto no Rio de Janeiro após ter sido identificado como sendo militar. 
No meio da mata com amigos e empunhando a arma de Airsoft
Uma de minhas paixões é o Airsoft. Para aqueles que não conhecem, a grosso modo é um esporte de ação onde se simulam missões militares, com objetivos definidos. Após ter sido baleado tive uma recuperação bem traumática, onde tive toda a sorte de complicações, permanecendo internado por cinco meses e 19 dias. Durante todo esse período os membros de minha Equipe, que hoje são meus irmãos não me abandonaram em nenhum momento. 
Não tem tempo ruim para entrar na mata com a cadeira de rodas!
Após minha recuperação não aceitaram meu afastamento e me mantém motivado a continuar. Junto a minha esposa Carolina, me estimulam e motivam a me manter ativo no esporte. E nesse domingo pude ajudar a conduzir um dos primeiros treinamentos aos novos trainees da Equipe. A intenção é mostrar aos amigos que apesar das dificuldades advindas da lesão, devemos persistir na busca da qualidade de vida, fazendo aquilo que gostamos."

Muito bacana o esporte! Parabéns e obrigado por compartilhar conosco sua história e sua paixão!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

A importância da NBR nas Reformas de Casas e Apartamentos

Vai reformar? Siga as normas!
Reformar, muitas vezes altera a estrutura do imóvel. Uma coluna retirada indevidamente causa danos ao local e às pessoas. Mas, a corriqueira instalação de portas e janelas, por exemplo, também pode modificar a edificação. Por isso a importância da NBR nas reformas de casas e apartamentos. Pretende reformar? Leia esse artigo para conhecer os principais aspectos da norma que rege essas reformas.

O que é uma NBR?

NBR significa “Norma Brasileira” e representa um grupo de características ou orientações a cerca de processos, produtos ou materiais. As NBR’s são elaboradas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), entidade privada e única representante da ISO (International Organization for Standardization) no Brasil.


Entenda a NBR 16820

A ABNT NBR 16820 surgiu em 2014, para evitar tragédias como a ocorrida em 2012, após o desabamento de um prédio no centro do Rio de Janeiro. O problema foi devido uma reforma sem acompanhamento técnico, onde paredes estruturais e paredes externas foram removidas. Foram 17 vítimas fatais.
Essa norma torna obrigatória um Laudo de Reforma, elaborado por engenheiro ou arquiteto. O documento traz informações de quais procedimentos serão realizados, equipamentos protetivos para trabalhadores e vizinhança, documentação, registros pré e pós-reforma, além de especificaras responsabilidades do proprietário. Em setembro de 2015, a NBR 16280 reforma ganhou uma atualização.
Um dos principais aspectos da norma é a responsabilidade do síndico. O profissional (ou administradora) tem a responsabilidade de autorizar, autorizar com ressalva ou vetar. Voltando ao desabamento ocorrido no Rio de Janeiro, a falta de envolvimento dele com a obra foi criticada. Segundo Fábio Sciliar, delegado titular da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph), o síndico deveria ter comunicado as irregularidades da reforma à prefeitura, além de realizar Boletim de Ocorrência, citando o Código Civil.


Quando a ABNT 16280 é aplicada?

Em toda reforma de casa e apartamento que possa modificar a estrutura. Caso a intenção seja trocar suas antigas janelas e portas por portas e janelas de alumínio, com remoção de paredes, é necessário orientação e acompanhamento de engenheiro ou arquiteto. Saiba em quais situações se aplicam a essa norma:

1. Modificação de esquadrias, fachada-cortina e componentes;
2. Furos, aberturas, retirada e acréscimo de paredes;
3. Vedações que alterem a disposições iniciais da edificação;
4. Uso de ferramentas de alto impacto para alteração de revestimento;
5. Instalação e reforma de equipamentos contra incêndio;
6. Instalação e reforma de sistema de ar-condicionado;
7. Instalação e reforma de sistema de automação, dados e comunicação;
8. Instalações de sistema de gás;
9. Instalações elétricas;
10. Instalação e reforma de sistema hidrossanitário.

Você conhecia a importância da NBR 16280 para reformas? Confira aqui mais informações sobre obras e reformas.

Fontes

* por Robert Sena

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Esqui Adaptado no Valle Nevado, no Chile

Uma das coisas mais legais que fiz na vida!
Se tem uma coisa que me dá satisfação é descobrir algo que parece impossível de ser feito em uma cadeira de rodas e há uma forma de adaptar e fazer. Quem diria que é possível um cadeirante esquiar? Mas o que me dá satisfação mesmo, é experimentar esta coisa! E ainda por cima, realizar um antigo sonho. Meu sonho era conhecer neve e esquiar, pois um amigo de república, nos anos 90, foi aos Estados Unidos, esquiou e voltou dizendo que o esporte era minha cara, já que eu gostava de esportes radicais e descia montanha de bicicleta (antes de ser cadeirante). Mais de vinte anos depois, consegui esquiar! E ele tinha razão, esquiar é muito legal e é o tipo de coisa que eu gosto muito de fazer, pois envolve esporte, velocidade e emoção.
Chegando ao complexo Valle Nevado, um dos hotéis ao fundo
Não precisei ir aos EUA para experimentar o esqui adaptado, há alguns anos eu descobri que havia na Argentina e no Chile. Como conhecer o Chile também era uma vontade antiga, resolvi realizar dois sonhos de uma vez. Eu ia deixar este post por último, pretendia falar sobre a viagem ao Chile primeiro, mas resolvi colocar a sobremesa na frente do prato principal! Se você não quer esperar meus posts sobre o Chile, dê um pulo no Cadeira Voadora, a Laura fez posts excelentes sobre o país e ainda tive o privilégio de pegar dicas com ela pessoalmente! As informações sobre o esqui adaptado eu consegui pesquisando na Internet, em 2015! É que esta viagem estava programada para aquele ano, porém resolvi com a Gi ter filhos, e adiei esta viagem até este ano. E, apesar de minhas dores terem aumentado, juntei forças e encarei mais esta aventura. Não se aguento outra dessas...
Quanto mais sobe, a paisagem vai ficando mais branca e menos verde
Enviei alguns emails para a responsável pelo esqui adaptado no Valle Nevado, a Myrian Torralbo (mtorralbo@vallenevado.com) em 2015 e ela me explicou que o equipamento é seguro, tem instrutores especializados e toda infra estrutura necessária às aulas de esqui adaptado. Aulas? Eu me perguntei. Eu não quero virar profissional, só experimentar! Ela me explicou que, se a pessoa quiser se tornar um esquiador amador, ou até profissional, após algumas aulas você pode esquiar sozinho. As primeiras aulas, são com o instrutor te levando, segurando o "monoesqui" - é como eles chamam a cadeira. Eu iria em setembro daquele ano, mas já sabem porque não fui. Passou o tempo, e este ano resolvi ir no início de junho e experimentar o esqui adaptado. Mandei emails para a Myrian novamente, e a primeira resposta que ela me deu me deixou muito chateado: estariam fechados, só abririam no final de junho. Poxa, já tinha comprado passagem, reservado hotel... Pesquisei antes, e disseram que a temporada de esqui é de junho a setembro, por isso fiquei tranquilo. Mas não comuniquei com ela antes. Bola fora. Felizmente, duas semanas antes de embarcar para o Chile, caiu uma nevasca por lá e permitiu adiantarem a temporada. Ufa!
Loja para alugar roupa e equipamento de esqui
Reservei uma van para o Valle Nevado com antecedência, por indicação da minha irmã, que mora em SP, com a Fabiana, da BraChil Turismo, pelo WhatsApp (+56 9 6259-0772). Tudo em português, ela me disse que já tinha experiência com cadeirantes e a van me pegaria no hotel. Foi tudo como combinado, porém a van - como todas que peguei lá - era muito alta, e precisei ser carregado até o banco. Se não fosse o pessoal que estava indo junto - dois rapazes se ofereceram para ajudar - seria bem complicado subir. Seguimos viagem, e no pé da montanha, logo antes da subida principal, tem uma loja enorme para alugar roupa e material de esqui. Não deixe de alugar roupa completa, inclusive bota, e se for esquiar alugue capacete também.
Tomando um chá de coca na subida da montanha - sem ficar doidão!
A subida é longa, enjoativa (devido às curvas e à altitude) e linda. São 62 curvas, numeradas! E o visual vai mudando, cada vez mais alto, e com cada vez mais neve. No meio do caminho há um mirante onde é possível tomar um chá de coca. Sim, feito da folha que dá origem à cocaína, mas não se preocupe, não é tóxico, não dá onda e faz bem para adaptar ao ar rarefeito. Chegando à estação de esqui, tudo impressiona. Há vários hotéis, restaurantes e lojas. O visual é incrível, tudo muito branco e belíssimo. Mas nem tudo é acessível. Para chegar ao restaurante principal eu precisei ser carregado, não há elevador. Mas há gente acostumada a lidar com cadeirantes para ajudar. Há banheiro adaptado, mas estava em reforma, felizmente consegui usar assim mesmo.
Aqui o Gonzalo me explicando como segurar e utilizar os "alrrigues"
Depois de comer, com o belíssimo visual das pistas, fui para minha aula. O Gonzales foi meu instrutor, ele fala bem português e explicou detalhadamente como é o esqui adaptado. O aluno segura dois mini esquis chamados "alrrigues" (não sei se escreve assim) que auxiliam nas curvas e na estabilidade do monoesqui. O instrutor vai atrás segurando o monoesqui e o aluno vai seguindo as orientações, abrindo os alrrigues nas curvas e inclinando o corpo. O monoesqui tem dois esquis paralelos e móveis, ligados à cadeira por um amortecedor. O aluno fica preso à cadeira por vários cintos, é tudo muito seguro. E lá fomos nós!
No teleférrico, com Nicolas e o Gonzalo
O início é tenso, a gente não sabe a que velocidade vai e nem se é fácil tombar. A impressão que dá é que vai correr muito e que na primeira oportunidade a gente vai de cara na neve. Isto porque dá para perceber que há pouco atrito, é fácil escorregar. Mas logo nos primeiros metros já sentimos segurança, e dá para começar a curtir a descida. Ele desliza gostoso, o atrito com a neve é muito baixo. E a gente vai fazendo curvas para não ganhar muita velocidade. A cada curva é preciso abrir o braço para o lado que está virando e inclinar levemente o corpo. O Gonzalo vai dando as instruções, para que lado tem que inclinar, o quanto abrir o braço, e a gente começa a sentir o monoesqui. É uma delícia! O vento (gelado) batendo no rosto, as curvas, a velocidade aumentando, e ainda tem aquele visual incrível! De vez em quando passa em cima de um montinho e a gente sente o monoesqui levantando e amortecendo. Já fiz muitos esportes de aventura na vida, e este vai certamente para meu top five! Vejam no vídeo abaixo se não foi demais:

terça-feira, 16 de maio de 2017

Cadeirante, mulher e dois bebês no avião

Família toda embarcada
Pense em uma comissária de bordo tensa... Assim ficou a comissária do vôo Belo Horizonte/Vitória no dia 21 de abril passado. Imaginem o que ela pensou ao ver chegar na porta da aeronave um cadeirante e logo atrás dele uma mulher com um carrinho duplo com dois bebês nele. No mínimo foi "danou-se...". Foi a primeira viagem de avião com os gêmeos. Deixamos o carro no estacionamento do Aeroporto de Confins e começamos a preparação. Para simplificar levamos somente uma mala grande e uma mochila, além da bolsa da Gi que parece uma mala - dessas enormes que cabe um monte de coisa de criança. Para complicar um pouco eu levei o Freewheel, o que na verdade ajudou, pois usei ele como suporte para levar a mala atrás da cadeira!
Para levar tudo improvisei um suporte para mala
Fomos andando do estacionamento até o check in, eu levando a mala atrás e a Gi levando os gêmeos no carrinho duplo. Chegando ao check-in (da Latam) primeiro problema: a atendente disse que não poderíamos viajar na primeira fileira, pois a aeronave tem airbag (!) e com criança no colo não é permitido. Depois de argumentar que eu não ando, e que se fosse viajar em fileiras mais atrás teria que ser carregado, e que a primeira fileira é reservada para pessoas com deficiência, ela conversou com alguém lá dentro e liberou. Aí veio o segundo problema, não poderíamos viajar juntos, na mesma fileira, eu e a Gi com os bebês no colo. Isso porque há somente quatro máscaras de oxigênio em cada fileira de três poltronas, portanto se a terceira poltrona estivesse ocupada, não haveria máscaras para todos. Concordei, mas perguntei: se não tiver ninguém na poltrona, podemos? Ela disse que eu teria que negociar na hora, com as pessoas que organizam o vôo (aqueles que atendem na porta da aeronave).
Ao ver esta turma chegando na aeronave, as comissárias piraram
Despachamos a mala, pegamos mais duas etiquetas para despachar a cadeira de rodas e o carrinho dos gêmeos na porta da aeronave, e nos dirigimos para o embarque. Aí vai a primeira dica para quem está em situação semelhante e vai voar: chegar com pelo menos uma hora e meia de antecedência, pois só nosso check in demorou quase meia hora! Chegamos no embarque e veio mais uma tarefa complicada, passar pelo sensor de metal. Tive que passar, ser revistado manualmente (como é com todo cadeirante) e esperar a Gi entrar com um menino, me entregar, voltar e passar com o outro. E aí ela passou sozinha, tirou sapato, passou toda a bagagem de mão no raio X, e aquele procedimento todo que é padrão nesta passagem.
Passando com o Max pelo sensor de metal
Depois de uns minutos passando pelo raio X chegamos ao guichê de embarque e choramos com os atendentes para nos colocar juntos na mesma fileira. Foram compreensivos, conversaram com alguns clientes e conseguiram! Muito legal da parte deles. Porém no embarque, o velho problema de aeronaves antigas da frota deles, a cadeira não passa nem na porta do corredor. Tive que ser carregado até a poltrona por duas pessoas. Aí tirei a almofada e o Freewheel para guardar e esperei minha esposa trazer o meu filho. Ela veio, deixou o menino, foi buscar a menina e despachar o carrinho de bebês. Uns quinze minutos para embarcar todo mundo...

Na ida, soninho gostoso e brincadeiras no chão
No vôo de ida a Anne dormiu o tempo todo e o Max ficou comigo, eventualmente descia para meus pés para brincar e se comportou muito bem. A Gi estava com medo que nossos filhos fossem como aqueles bebês que passam uma hora inteira de vôo gritando e chorando, passamos ileso desta vez! Chegando a Vitória, mais um transtorno previsto: não há finger (aquele corredor que vai até o avião) e o desembarque é sempre por escada. A ideia era, depois de esperar desembarcar todo mundo, descer com um menino, deixar no carrinho lá embaixo com alguém vigiando, voltar para pegar o segundo, e esperar meu desembarque. Mas um dos auxiliares da companhia se ofereceu para descer com o menino, e assim foi. E eu fiquei esperando vir aquela cadeira que desce escada, assim que chegou veio aquele desconforto de ser carregado até ele. Achei que por ser estreito passaria para o corredor, mas nada feito. Desci as escadas, transferi para minha cadeira e fomos nós para o desembarque. Chegando ao desembarque, meus pais estavam esperando, aí autorizaram minha mãe entrar na sala para ajudar com a bagagem.
Na volta, cada um de um lado do corredor
Na volta, não tivemos a mesma sorte da ida e não conseguimos viajar na mesma fileira. Mais uma vez um funcionário cismou que eu não poderia viajar com um bebê no colo na primeira fileira. Teria que ser na terceira ou quarta. Expliquei os mesmos argumentos da ida, mas o cara não queria dar o braço a torcer. Outro funcionário, mais coerente, percebeu o transtorno e constrangimento que seria e tratou de ligar para o pessoal de bordo para me posicionar na primeira fileira. Assim foi, após o embarque por escada, como todos são no aeroporto de Vitória, me acomodaram na primeira fileira com a Anne e a Gi foi do outro lado do corredor com o Max. Na viagem, mais uma vez meus meninos se comportaram bem, só no finalzinho a Anne ficou um pouco nervosa. Estava entediada, normal nessa idade.
No fim das contas, fomos e voltamos sem maiores transtornos, só um grande trabalho. Foi bom como experiência para as próximas viagens, principalmente se for mais tempo do que uma hora. Já temos outra viagem programada no final de maio para São Paulo, preparem-se, comissárias!!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Iveco Soulclass - o 1º Micro Ônibus inclusivo do Brasil

Ao invés do cadeirante ir até a poltrona, a poltrona vem até o cadeirante!
Se você é uma pessoa com mobilidade reduzida e já andou de ônibus de viagem, provavelmente também se revoltou com o fato de a maioria deles ostentar o símbolo da acessibilidade na lataria. Principalmente se você foi carregado por aquelas escadas estreitas, sem a menor segurança e muito menos conforto. Eu me sentia um saco de batatas, e já fui derrubado uma vez. Felizmente não machuquei as batatinhas...
O belo design da carroceria ficou a cargo da Caio Induscar
Há alguns anos recebi e-mail de uma empresa de turismo de São Paulo, a Sunflower, que dizia ter o único ônibus de turismo adaptado do Brasil. Pegaram uma carroceria comum e instalaram um elevador na lateral, embutido no porta malas, que leva o cadeirante até dentro do ônibus. Vejam a postagem que fiz clicando aqui. Realmente, foi uma solução interessante, porém o cadeirante viaja na própria cadeira, como nos ônibus urbanos. Agora a Iveco lançou o SoulClass, que é o primeiro micro-ônibus realmente inclusivo do país. A solução para embarque do cadeirante foi obtida por meio do Dispositivo de Poltrona Móvel (DPM), da marca Elevittá, que leva a poltrona até a calçada, o cadeirante transfere, e a poltrona volta para dentro do ônibus, junto com as outras poltronas.
No interior não dá para diferenciar a poltrona adaptada das outras.
O projeto do SoulClass se enquadra nas regras da portaria 269 do Inmetro, que entrará em vigor em julho, e exige dos novos ônibus do segmento rodoviário equipamentos para embarque e desembarque de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, disponibilizados também para outras versões, como os escolares. A versão executiva acomoda 24 passageiros, incluindo até dois cadeirantes, mais o condutor. 
O porta malas traseiro foi pensado para caber duas cadeiras ou mais, de modelos diferentes
E a mesma quantidade de passageiros podem ser acomodados na versão escolar. Isto é uma excelente notícia para alunos cadeirantes, que correm risco todos os dias embarcando carregados pelas escadas de ônibus precários. Aguardamos ansiosamente que esta solução chegue a ônibus maiores e permitam embarque digno nas viagens intermunicipais. Se houvesse pelo menos uma unidade destas operando na linha que vai de Belo Horizonte ao Aeroporto de Confins, eu não gastaria tanto com estacionamento no aeroporto. Passou da hora de surgirem ônibus acessíveis de verdade no Brasil. Parabéns à Iveco por mais esta iniciativa inclusiva e acessível! Vejam abaixo o vídeo que fiz do lançamento do Soulclass em São Paulo. E clique neste link para ler uma matéria sobre ele em que eu participei.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Encosto Ottobock Baxx

Este encosto dá muita estabilidade e segurança ao tronco
Você já sentiu meio instável em sua cadeira? Já sentiu que falta alguma coisa para apoiar seu tronco? Quem nunca, não é mesmo? Os encostos das cadeiras de rodas comuns não oferecem muito apoio lateral para o tronco - na verdade, acho que não dá para considerar a curvatura do encosto como apoio para o tronco. Por este motivo, é comum cadeirantes com comprometimento alto, uma lesão acima de T5 por exemplo, passarem por algum episódio de desequilíbrio na cadeira, levando altos sustos. Comigo, que tenho lesão em T2, já aconteceram alguns "quase" tombos no início da lesão, quando não tinha nenhum controle de tronco. Era só escorregar a mão do aro de impulsão que o corpo todo caia para o lado. Só não virava um tombo porque tenho os braços longos, e conseguia me apoiar no chão. Com o tempo, adquiri bastante força no tronco, mas ainda assim acontecem alguns desequilíbrios.
Vista do encosto Baxx por trás. Muito robusto, porém muito leve.
Quem não tem esta força, ou tem lesão mais alta, passa muitos perrengues devido à falta de apoio lateral. O encosto Baxx, da alemã Ottobock, tem abas nas laterais que podem ser ajustadas em qualquer nível de altura, individualmente. Isto é bom porque geralmente temos diferentes nível de força em cada lado do corpo - e muitas vezes há uma certa tendência de cair mais para um lado do que para o outro. Dá para deixar um lado mais baixo e outro mais alto, e esta foi a preferência do Mateus, atleta de tênis de mesa e proprietário da cadeira mostrada neste post.
Detalhe da trava que permite abrir a aba para facilitar a transferência
As abas são confortáveis, pois são acolchoadas como o resto do encosto. E para facilitar a entrada, elas são rebatíveis. Basta apertar um botão vermelho que fica na lateral do encosto e ela abre completamente, possibilitando transferir normalmente para a cadeira. Aí é só voltar a aba para a posição normal que ela trava automaticamente. Muito prático. Se você se interessou pelo encosto Baxx, envie um e-mail para blog.cadeirante@gmail.com, que tenho contato direto com a Ottobock e consigo encomendar para ser entregue em qualquer lugar do país! Vejam abaixo o vídeo que fiz na Technocare demonstrando o encosto com auxílio do Mateus.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Cadeira de Rodas Smart Exo

Finalmente uma cadeira monobloco com preço razoável
As vantagens da cadeira monobloco sobre a dobrável são indiscutíveis. Mais leve, mais ágil no dia a dia e em lugares estreitos, mais fácil de guardar sozinho no carro. Claro que também há desvantagens, ela não apoia tanto o corpo e alguns dizem que é menos confortável. Mas até isto tem mudado, com os opcionais que existem para uma monobloco é possível ter tanto conforto quanto em uma dobrável. Tanto que o avanço deste modelo sobre a dobrável é nítido, a cada dia mais cadeirantes estão optando pela cadeira monobloco. 
Barra inferior reforça rigidez e estrutura do quadro
Outra desvantagem que sempre foi apontada das cadeiras monobloco foi o preço elevado. Historicamente, cadeiras monobloco são bem mais caras que cadeiras dobráveis, por isso muitos cadeirantes, inclusive eu, começam com uma cadeira dobrável, e depois que pegam confiança e juntam algum dinheiro, trocam pela monobloco. E nunca mais voltam à dobrável.
Outra vantagem do modelo monobloco é o visual limpo
Com a evolução da tecnologia, e com a preferência cada vez maior pelas cadeiras monobloco, era de se esperar que seu preço caísse, devido à economia de escala. Demorou, mas finalmente tem surgido modelos abaixo de dois mil e quinhentos reais. É o caso do modelo Exo, da fabricante Smart. É uma cadeira monobloco feita em alumínio T-6, muito resistente e leve, Seu quadro sem as rodas e almofada, pesa apenas 8,5 kg (informações do fabricante). O assento e o encosto são em nylon, o que ajuda na redução do peso. Minha cadeira, um TiLite ZR, tem encosto e assento também em nylon, e não sinto diferença para os rígidos. Na verdade, vejo é vantagem em usar encosto maleável, dá para regular e deixar mais confortável.
Protetor de roupa com apoio superior facilita elevação e vestir roupa
A Cadeira Exo da Smart tem garantia de 5 anos no quadro e seis meses nas peças. Aguenta até 100 kg e tem muitos opcionais, que podem deixar ela do jeito que o usuário quer. Eu gostei particularmente do protetor de roupa, que tem apoio na parte superior - no modelo que está na Technocare à venda, e está em promoção. Quem não conhece ou está querendo mudar para uma cadeira monobloco, vale a pena dar uma passada lá, a loja fica na rua Piauí, 69, loja 3. Ou na loja virtual, clique neste link e conheça a Smart Exo.
Vejam abaixo avaliação que fiz da cadeira Smart Exo.

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