quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Comunicação Assistiva

Técnicas para se comunicar com pessoas com deficiência (foto: bemparana.com.br)
Relatos de pessoas com deficiência sofrendo preconceito há aos milhares, porém muitas vezes não se trata de preconceito propriamente dito, mas sim de falta de tato ou conhecimento sobre como lidar com pessoas nesta condição. Para a maior parte das interações, o ideal é que as PCD's sejam tratadas com naturalidade, porém alguns tipos de deficiência demandam conhecimento específico e cuidados especiais.
Para não cometer uma gafe ou até mesmo gerar processos judiciais, é necessário o acompanhamento ou treinamento por profissionais especializados. Mas onde encontrar este tipo de profissional? Até pouco tempo acreditei que seriam médicos, fisioterapeutas ou enfermeiros com especialização ou experiência na área, até que descobri que existe um curso, uma graduação tecnológica de dois anos e meio voltada a esta necessidade, é o curso de Comunicação Assistiva, ministrado em diversas faculdades pelo país. 
Mas do que exatamente se trata este curso? Quem me respondeu esta pergunta foi a Letícia Paiva, que cursou alguns semestres e se apaixonou pelo curso. Nele o estudante aprende os fundamentos da educação de pessoas com deficiência, diversas formas de comunicação com estas pessoas, passando pela linguagem de sinais, braile, linguagem corporal entre outras, sempre voltado para a inclusão social. Até aulas práticas com faixas nos olhos, rodando em cadeiras de rodas e com ouvidos tampados eles tem, para vivenciar um pouco do que passam as pessoas com deficiência. O mais legal é que o curso quebra o estereótipo de que toda pessoa precisa sempre de ajuda, além de informar sobre leis e direitos que pessoas com deficiência tem, e geralmente não sabem.
Navegando pelas instituições que oferecem o curso, descobri que aqui em Belo Horizonte ela é oferecida pela PUC-Minas, em forma de graduação tecnológica, com foco em Libras e Braille, e na Uni-BH. É uma boa oportunidade para quem tem interesse em seguir carreira ou se especializar.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Hotel Mercure Vila da Serra

Bela fachada do hotel Mercure (Fonte: site www.accorhotels.com)
Nunca fiz uma avaliação da acessibilidade de hotéis em Belo Horizonte porque moro aqui, e ainda não precisei dormir fora de casa (espero que não precise, por isso me comporto...). E recebo muitos pedidos de indicação de cadeirantes que viajam para cá. Neste mês a Sandra, amiga minha de Petrolina, que já colaborou com o Blog em outras oportunidades, esteve visitando Belo Horizonte e também pediu indicação. Quando é assim, quando eu preciso ir para algum lugar e não encontro nenhuma avaliação de cadeirantes sobre hotéis, eu uso o Booking.com e faço a busca por cidade. Aí desço pela página dos resultados e escolho, no menu lateral esquerdo "Filtrar por:", a opção "Comodidades para hóspedes com mobilidade reduzida", como na imagem abaixo.
Exemplo de consulta feita no site Booking.com.
O resultado é que o site filtra só hotéis que disponibilizam quartos adaptados para deficientes. Em seguida eu verifico as avaliações de hóspedes, que tem nota e qualificação (do lado direito da dela em cada hotel) e localização, de acordo com minha programação na cidade. E, claro, comparo os preços. Definidos três ou quatro hotéis que satisfazem minhas necessidades, vou ao site do hotel e ligo para cada um para pegar as informações específicas sobre adaptações. Esta etapa é fundamental para não passar raiva, pois a gente pode perguntar detalhes que o site não informa, como acessibilidade da rua para a portaria, rampas dentro das dependências do hotel, detalhes sobre a largura da porta do banheiro e disponibilidade de cadeira de banho para emprestar. E ainda assim acontecem surpresas...
Depois de consultar para a Sandra as opções de hotéis próximos à programação dela, decidimos pelo Mercure Vila da Serra, hotel que eu conheço parcialmente pois fica bem ao lado do hospital que meus filhos nasceram. Ela ligou para o hotel, fechou a reserva e veio visitar a capital mineira. Assim que pude, fui ao hotel ouvir as impressões dela e verificar os prós e contras da acessibilidade do Hotel Mercure. A vantagem de utilizar grandes redes de hotéis é a padronização, muitas vezes eles seguem os padrões internacionais e sempre disponibilizam comodidades adaptadas para deficientes.
Fachada do Mercure Vila da Serra (Fonte: Google Maps)
A primeira impressão sobre o hotel é boa, já que ele fica recuado da calçada e tem via prórpia para desembarque, ou seja, uma entrada fora da rua em que o carro - táxi no caso - pode parar e desembarcar com calma, sem a pressão de veículos buzinando atrás. Isto faz diferença para cadeirantes, já que nosso desembarque é sempre complexo. Outra vantagem deste hotel é que há duas vagas para deficientes/idosos na frente, após um quebra molas. E logo em seguida há vagas para táxis. No desembarque próprio, há rampa em sua pequena calçada, porém esta poderia ser maior. A porta de entrada é ampla e plana, e o hall bem espaçoso.
Balcão de Check in não tem rebaixamento para atender cadeirantes
A primeira falha percebemos logo no check in: o balcão é alto e não há rebaixamento nem opção de fazer check in em outro lugar. Fica aquela conversa de cima para baixo tentando entender o que o cadeirante está dizendo, enquanto o mesmo se estica para entregar seus documentos. Na hora de assinar, lá vem aquela velha prancheta para firmar a mão. Feito o check in, no caminho para os quartos ainda encontramos outro obstáculo: escadas que levam ao hall dos elevadores, que só podem ser vencidas utilizando um mini elevador na lateral. Falta de planejamento, porque não fizeram o hall dos elevadores no mesmo nível do térreo? Abre porta, entra, desce barra de segurança, sobe, levanta barra de segurança, abre porta e enfim consegue acessar os elevadores. São panorâmicos, bonito visual, e os botões estão em boa altura. Chegando aos andares, como era de se esperar, carpete. Nem considero isto problema, de tão raro que é um hotel que não o tenha.
Para chegar ao hall dos elevadores, tem que pegar outro elevador.
O quarto é bom, tem uma sala-cozinha com bom espaço de circulação. O quarto não é lá muito grande, mas suficiente, dá para circular em volta da cama e girar cento e oitenta graus para voltar ao banheiro. A cama é um pouco alta, mas dá para acostumar. Quanto ao banheiro, tem as adaptações básicas, vaso elevado, pia sem armário embaixo e box com porta de correr ampla. Só que o chuveiro é comum, e como ficamos sentados levamos aquele jato forte na cara. Ideal seria daquele modelo que corre em uma barra e tem chuveirinho grande, de metal. 
H'á uma mini cozinha com fogão, cafeteira e microondas
Por opção dela, solicitou que emprestassem uma cadeira de plástico para utilizar no banho ao invés de uma cadeira de banho. E neste hotel há cadeira de banho para emprestar, só que é com rodas pequenas. Ficaram de verificar se conseguem uma com rodas grandes, mas não é bom contar com isto. Ou então, se for se hospedar, ligar para saber se já há disponível. O fato é que a cadeira de banho comum resolve, já que a porta do banheiro é grande o suficiente para entrar com a cadeira de rodas, e o espaço lá dentro também é bom.
Detalhes do banheiro, do vaso ao chuveiro. Bem adaptado, mas longe do ideal
A desvantagem deste hotel é a localização. Ou melhor, isto é relativo, pois para determinado tipo de viagem, a localização é ótima. A localização é ruim se o viajante pretende explorar os pontos turísticos somente da cidade de Belo Horizonte, aí fica longe da Pampulha, do Mercado Central, da Praça da Liberdade. Mas a localização é ótima se o viajante pretende conhecer, além de BH, cidades turísticas próximas como Ouro Preto, Congonhas, Tiradentes, São João Del Rei, Lavras Novas. Isto porque ele fica próximo à saída para a BR 040, caminho destas cidades todas. E fica próximo ao BH Shopping, o que facilita para dar um passeio breve, e a Macacos, como é conhecido São Sebastião das Águas Claras, a apenas vinte minutos. O hotel tem também estacionamento próprio, o que facilita se for alugar um carro. No fim das contas, é uma excelente hospedagem pela versatilidade. Se quiser vir a Minas conhecer suas belezas, este é um lugar para ficar!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

SBU tem novas Recomendações sobre Cateterismo Vesical Intermitente

A Sociedade Brasileira de Urologia divulga guia prático com revisão dos principais estudos nacionais e internacionais voltados à indicação e orientação pelo urologista do cateterismo vesical intermitente aos pacientes com disfunções miccionais.
Nos últimos 40 anos, após a introdução do cateterismo vesical intermitente como método terapêutico, a redução das complicações no trato urinário e a melhoria na qualidade de vida, principalmente dos lesados medulares, é notória.
Os crescentes índices de resistência bacteriana aos antimicrobianos, torna indispensável à prática diária do urologista, noções sobre conceitos básicos, boas práticas e incorporação de novidades, como o uso dos cateteres com revestimento hidrofílico, em busca de menores taxas de infecção urinária.
As novas recomendações 2016 são de autoria dos renomados doutores José Carlos Truzzi, Alfredo Felix Canalini, José Antônio Prezotti e Júlio Resplande e estão disponíveis no link:

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Estão acabando as opções

Quer comprar um carro bonito, cheio de opções de conforto, com isenção de impostos? Esqueça.
Quando comprei meu segundo carro após a lesão, um Bravo Dualogic em 2011, na Automax, fiquei incomodado com o limite de isenção, que era de 70 mil reais, e não permitia acrescentar um opcional que me traria mais conforto, o kit multimídia. Não entrava na minha cabeça limitar o valor para compra com isenções, se a pessoa tem o dinheiro, porque limitar? Deficiente está proibido de ter conforto? Quando meu carro completou dois anos, em 2013 - foi justamente quando saiu a lei que permitia solicitar a isenção a cada dois anos - o limite de isenção continuava o mesmo. Achei melhor esperar para trocar de carro, pois queria comprar um veículo mais completo, e acreditei que logo logo iriam aumentar este limite, que já durava quatro anos. 
A Reatech sempre tem stands de montadoras. Elas estão desanimando, não tem mais muitas opções com isenção.
No ano seguinte já haviam rumores sobre o aumento da isenção, e tudo seria discutido na Reatech, que fui, mas nada foi decidido. Levaram a discussão para o fim do ano, e nada de aumento do limite. Chegou 2015, fiquei em cima, assinei petição para aumentar o limite, mandei uns dez e-mails para a CONFAZ - órgão que regula a isenção de ICMS, que é a que tem essa regra estúpida - e nada de resposta positiva. Me mandam sempre o e-mail padrão: "o assunto encontra-se em estudo". Que estudo é esse que dura mais de seis anos??? Estão precisando de universitários para ajudar? Eu arrumo alguns!
Opções de conveniência como comandos no volante e bluetooth estão ficando fora do cardápio
Esperei, esperei e perdi a paciência. Procurei, procurei, e acabei comprando um dos últimos carros grandes remanescentes, uma Chevrolet Spin. Carros médios como Volkswagen Golf, Fiat Bravo, Ford Focus e Chevrolet Cruze já não tem modelos automáticos abaixo de 70 mil. O que as montadoras fazem é "pelar" alguns modelos automáticos para ficarem no limite e os anunciam por 69.990,00. Você compra achando que vai finalmente ter conforto e percebe que em alguns casos nem rádio o carro tem. É o que a Toyota faz com o Corolla. Vende para deficientes sem opções que ajudam no dia a dia como bluetooth e comandos no volante. E alguns itens não tem como incluir depois, ou ficam tão caros que não vale a pena. O mesmo acontece na Volkswagen, dá para comprar veículos automáticos e depois ficamos atrás de sites como este link para melhorar o veículo.
Já pensou comprar um carro e ter que carregar a cadeira assim?

Não sei o que mais podemos fazer para sensibilizar as pessoas que travam este limite insano para aquisição de veículos com isenção. Ficamos reféns das opções que diminuem a cada dia, e todos sabem que ter um carro não é luxo para quem tem limitação, é necessidade. Minha preocupação nem é com conforto, mas sim espaço. Quem usa cadeira de rodas sabe o quanto é importante um bom porta malas. Mas como comprar um carro grande se até carros pequenos estão passando do limite? Outra coisa que está passando do limite é nossa paciência...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Especialistas defendem uso do cateter hidrofílico

Cônsul Geral da Dinamarca, Eva Bisgaard Pedersen
O Consulado Geral da Dinamarca em São Paulo, em parceria com a Coloplast, promoveu o workshop “Cuidado em Saúde Urológica para Lesados Medulares. O evento contou com a participação de médicos da Sociedade Brasileira de Urologia, lesados medulares que fazem o procedimento de esvaziamento da bexiga, enfermeiros estomaterapeutas, políticos e entidades parceiras.
A Cônsul Geral da Dinamarca, Eva Bisgaard Pedersen, mostrou aos participantes como a Dinamarca trata os lesados medulares. Desde o início da década de 90, novo protocolo de tratamento oferece aos pacientes dois centros especializados, um no oeste do País e outro em Copenhagen. Além de tratamento, as entidades colaboram na inclusão social. Mais de 50% dos lesados medulares trabalham. O cateterismo intermitente é o método adotado na maioria dos casos.
O Diretor-Geral da Coloplast do Brasil, Everson Soares, disse que a empresa desenvolve produtos para pacientes que precisam de cuidados íntimos, desde 1957. “Neste ano, no Brasil, já atendemos mais de 12mil pacientes no Programa Ativa “, destacou. A enfermeira estomaterapeuta Gisela de Assis falou sobre a introdução ao cateterismo intermitente e cateter hidrofílico e o urologista José Carlos Truzzi, da SBU, desmitificou o esvaziamento da bexiga. Os profissionais de saúde explicaram que o cateter hidrofílico oferece menos chance de infeção, de hospitalização, evita sangramento e estreitamento da uretra. “O cateterismo intermitente traz independência e socialização ao lesado medular”, afirmou o médico.
Em 1990, o policial militar Alexandre Miragaia foi baleado e ficou tetraplégico. Sem orientação e com pouco contato com outros cadeirantes não sabia que precisa fazer o cateterismo intermitente, procedimento para esvaziar a bexiga várias vezes ao dia. Passou anos com problemas de saúde e foi internado várias vezes. Ele começou a fazer o cateterismo quando entrou na Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo. “Depois que conheci o cateter hidrofílico nunca mais fui internado”, disse.
Deputado Eduardo Barbosa
O presidente da Subcomissão de Saúde e presidente da Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara Federal deputado Eduardo Barbosa, se comprometeu a iniciar as discussões sobre a distribuição do cateter hidrofílico pelo governo. “Já perdi muitos amigos com insuficiência renal. Espero que tenhamos desdobramentos desse assunto na Câmara”, falou o deputado.
No Brasil, segundo estimativas do Ministério da Saúde, há cerca de 6 mil novos casos de lesão medular todos os anos. Cerca de 80% das vítimas são homens jovens, que podem ter o controle da bexiga afetado. Esse órgão pode se comportar de maneira desconexa, resultando em perda urinária frequente e esvaziamento incompleto. O resíduo de urina não eliminado propicia a multiplicação bacteriana o que causa infecção urinária e pode refluir para os rins, podendo levar a perda de sua função.
O resíduo de urina pode ser removido de maneira simples e segura pela própria pessoa com lesão medular por meio de um procedimento mundialmente recomendado: o cateterismo intermitente, que consiste na introdução de um cateter, que é um tubo transparente, através da uretra para esvaziar a bexiga. O procedimento deve ser feito de quatro a seis vezes ao dia. O workshop foi realizado nesta segunda-feira (24/10), no Hotel Renaissance, em São Paulo.
O workshop no Hotel Renaissance contou com estrutura completa

Sobre a Coloplast
Multinacional dinamarquesa presente em mais de 132 países, foi fundada em 1957, emprega mais de 10.000 funcionários pelo mundo, cujo negócio inclui soluções para Estomia, Urologia e Incontinência, e Cuidados de feridas e da pele.
Elise Sørensen, uma enfermeira dinamarquesa, percebendo os problemas de sua irmã Thora, que foi submetida a uma operação de estomia, passando a temer sair de casa pelo risco de sua estomia vazar em público, criou a primeira bolsa adesiva de estomia do mundo: uma bolsa que não vazava.
No Brasil, a Coloplast está presente desde 1989, e desenvolve produtos e serviços que tornam mais fácil a vida para pessoas com necessidades em cuidados íntimos de saúde.
Em 2012, 2013, 2014 e 2015, a Coloplast foi eleita em pesquisa realizada pela consultoria independente Patient View, a empresa de Dispositivos Médicos com a melhor reputação no mundo por mais de 400 grupos pacientes. Em 2012 e 2013, foi eleita pelo Instituto Ethisfere uma das empresas mais éticas e por 3 anos consecutivos, está entre as 50 empresas mais inovadoras do mundo segundo o ranking da Forbes.

Desde 2010, o programa de atendimento gratuito, Coloplast Ativa, oferece suporte ao paciente desde o primeiro momento durante a reabilitação até o seu dia a dia em casa, através da visita de enfermeiros especializados.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A tábua da salvação

Essa tábua quebra um galho!
Quem é cadeirante sabe que um dos "calcanhares de Aquiles" do dia a dia são as transferências. A gente precisa fazer transferência a todo momento, desde a hora em que acorda até a hora em que deita. É da cama para a cadeira, da cadeira para o carro, da cadeira para o sofá, da cadeira para outra cadeira... Veja no vídeo abaixo como usar a tábua. Só que, quem tem lesão alta sofre para fazer estas transferências. A ferramenta mais simples e útil que temos para auxiliar nessas transferências é a tábua de transferência. Que, na verdade, nem precisa ser uma tábua, já vi tábua de transferência feita de plástico e de acrílico.
Mas onde conseguir esta bendita tábua? No Mercado Livre? Em loja de produtos ortopédicos? É, nesses dois lugares tem - para quem quer ver no Mercado Livre, clique neste link. Mas são muito caras. A mais barata no Mercado Livre custa oitenta e nove reiais! Mas que alternativa temos? Ganhei a minha no Sarah, e é onde a maioria das pessoas que tem esta tábua ganha. Só que nem todo mundo passa pelo Sarah, e aí vem me perguntar onde conseguir a tábua. A sugestão que dou é: faça sua própria tábua. Falo para procurarem a postagem sobre a tábua no blog, pegar a foto que tirei dela e mandar fazer em uma marcenaria. Só que eu estava pensando nisso outro dia, e acho que só com base no desenho é complicado fabricar esta tábua. E este é o propósito deste post. Fiz o desenho abaixo com as medidas da tábua, para quem quiser mandar fazer, levar ao marceneiro ou ao... plastiqueiro? Quem trabalha com plástico rígido, e pedir para fazer com base nas medidas. Se for de madeira, é feita de compensado e tem um centímetro e meio de espessura. Depois é só arredondar as bordas. Explicando um pouco o desenho, ela mede 72 cm de complimento por 29 cm de largura, e as medidas dentro da tábua, que pegam no início do buraco, é para orientar onde fazer o buraco. Tentei pegar bem nas bordas do buraco para facilitar, e o buraco tem dez centímetros por quatro de largura. Espero ajudar de verdade quem tem dificuldade com transferências!
Clique na imagem para ampliar e salve em seu computador

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Nove meses dos gêmeos

Sou pai coruja mesmo, eles são lindos!!
Já contei aqui como foi o processo para termos nossos filhos, através da inseminação artificial, em alguns posts - vejam link para eles ao final deste. E quem leu sabe que, ao contrário da maioria dos casais, o desejo de ter filhos era mais meu do que da minha companheira, e sabe também como foi o processo para chegar à decisão de investir nesse sonho.
Cuidar de dois não é fácil. Mas basta um olha e um sorriso para valer a pena
Agora vou falar como tem sido nossa vida após o nascimento deles - fizeram nove meses dia 14/10 - e como tem sido o dia a dia com nossos bebês. Após o nascimento tenso deles, em que ficamos todos internados, saímos do hospital aos dezoito dias de vida deles. Fomos para casa, eles se ambientaram aos novos berços, e começamos a cuidar - com ajuda da minha mãe nos primeiros dias. Como eu estava de licença médica do trabalho, pois fiz uma cirurgia nas costas há pouco tempo, e a Gi de licença maternidade, resolvemos cuidar deles sozinhos, sem ajuda de babá, até o fim da licença da Gi. A primeira coisa que preciso falar a todos os meus amigos que me aconselharam dar valor ao sono antes dos meninos nascerem é... Vocês estavam certos! Nos primeiros meses a gente não dorme. Nos meses seguintes dorme um pouco, chega a umas três, quatro horas por noite! Tá, não é bem assim, e na verdade não posso reclamar, meus filhos dormem bem desde três meses de idade.
Segurar os dois juntos não e fácil!
Nossa rotina nos primeiros meses era assim: durante o dia, a Gi dava peito para um, trocava fralda, às vezes precisava trocar roupa, limpar, ficava no colo um pouco, e logo o outro queria a mesma coisa. Era dedicação exclusiva, trabalho durante o dia inteiro. Ao chegar a noite, combinei com a Gi que eu ficaria responsável por cuidar deles para que ela pudesse descansar. Meu turno iniciava às 11 da noite e terminava às 5 da manhã. Eles dormiam perto de meia noite, e por volta de duas, quase três da manhã, alguém começava a chorar. Aí eu levantava, trocava fralda, dava mamadeira e fazia dormir. Quando estava colocando no berço, o outro acordava, e fazia o mesmo processo. E quando acaba com o segundo, o primeiro acordava de novo. E começava tudo de novo. Interessante é que raramente os dois acordavam ao mesmo tempo. Achei que por estarem no mesmo quarto, quando um chorasse o outro acordaria e ia chorar junto, mas não era assim. Ainda bem. Quando isto acontecia de madrugada, aí eu tinha que chamar a Gi para ajudar. Ela vinha cambaleando, e cuidávamos dos dois juntos. E assim foi até o terceiro mês, quando eles começaram a dormir mais durante a noite. Aí meu turno ficou fácil... eu dormia e quando algum deles chorava eu ia lá ver e fazer o processo. Às vezes era só um chorinho bobo, como temos babá eletrônica, eu via pela tela se estava tudo bem, o choro parava e eu voltava a dormir.
Batizado dos gêmeos em Paula Cândido, terra da Gi
A Gi voltou a trabalhar no dia 1º de julho, e eu permaneci de licença médica - até hoje - pois minhas dores não diminuíram, pelo contrário, aumentaram. Decidimos então contratar uma babá para me ajudar. Demoramos três "experiências" até acertar, mas hoje estamos com uma pessoa ótima. A Gi sai para trabalhar pela manhã e ela fica com os dois, dá mamadeira, deixa eles no cercadinho brincando, e fica de olho, e quando vai fazer almoço eles ficam na cadeirinha. Eu acordo por volta de onze horas - não é preguiça, é que ainda durmo muito mal devido às dores, acordo às sete com a Gi, faço mobilização passiva e volto a dormir. Se eles ainda estiverem no cercadinho - alguns chamam de chiqueirinho, mas não acho eles tão porquinhos assim - fico no sofá, puxo para perto de mim e brinco com os dois. Atualmente eles gostam de ficar de pé segurando na beirada, eu coloco eles assim e ajudo a dar uns passinhos. Depois de algum treino aprendi a tirar eles do cercadinho e colocar, o que ajuda quando alguém fica nervoso. Também consigo tirar eles da cadeirinha e puxar para cima do sofá. Em outras atividades, dou sempre um jeito de levá-los. Quando saímos de casa sem o carrinho, eu uso o Canguru, é uma mão na roda, eles gostam de andar nele. Chega na garagem, antes de tirar e colocar no carro, fico dando voltas e girando a cadeira, eles se divertem!
Passeando no calçadão da Praia do Morro com o Max no Canguru
No dia a dia eles são muito bonzinhos. Não dão muito trabalho, aliás dão menos trabalho que muito bebê sozinho. Ficam quietinhos na cadeirinha vendo TV, se comportam bem no cercadinho. Comem muito bem, só a Anne faz uma carinha estranha a cada comida nova, mas acaba comendo. E estão crescendo muito! Aos nove meses, apesar de serem prematuros, já estão acima da média dos bebês nesta idade. A Anne está pesando 8,80 kg e o Max 8,40. Ela mede 75 cm e ele 71,5. Desde o nascimento ela é um pouco maior. Acho bom ele crescer logo, senão vai apanhar da irmã, já pensou que feio? Está avisado!
Já ficam de pé no cercadinho, daqui a pouco estarão andando
Apesar de bonzinhos, há momentos em que provocam o caos. Estão em uma fase que não param quietos, querem ficar de pé e ficam doidos para ir para o chão. Imaginem segurar dois bebês com pouco controle de tronco? Não é fácil, mas a gente dá conta. E é um ótimo exercício para o tronco. Na atual fase deles, só segurar no colo já é um exercício. Eles ficam se mexendo, tentando ficar de pé, querendo ir para o chão, e a gente tem que segurar eles com firmeza. Para não correr risco, procuro ficar próximo ao sofá ou outro lugar que eu possa me apoiar em caso de emergência. Ainda não ocorreu. Uma coisa interessante, eles já começaram a perceber que o papai é um pouco diferente. Às vezes estão na cadeirinha, no chão, e eu chego perto. Eles olham para a cadeira, depois para mim. É ótimo para a criança aprender desde o nascimento a conviver com as diferenças.
Além de tudo isto, é uma alegria muito grande poder acompanhar o dia a dia dos meus filhos, apesar de estar passando por dores muito fortes. Cada dia é um novo aprendizado, perceber eles aprendendo coisas novas, novos sabores, as primeiras sílabas e as brincadeiras diárias é muito bom. Poder dar comida a eles, carinho, colo, me faz esquecer um pouco das dores absurdas que estou sentindo. Espero controlá-las um pouco para ter forças para cuidar e acompanhá-los todo dia!

Posts sobre antes e depois do nascimento dos nossos babies!
http://www.blogdocadeirante.com.br/2015/09/paternidade-sobre-rodas.html
http://www.blogdocadeirante.com.br/2016/02/alegrias-e-perrengues.html
http://www.blogdocadeirante.com.br/2016/06/fertilizacao-na-pratica.html
http://www.blogdocadeirante.com.br/2016/03/pai-quarentao-cadeirante-de-gemeos.html

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Hotel Blue Tree Premium em São Paulo

Fachada do Blue Tree Premium Faria Lima (foto do site do hotel)
São Paulo é um dos meus destinos mais frequentes, e não é somente porque lá acontecem os principais eventos do país, nem pela diversidade cultural ou pela rica gastronomia. O principal motivo de ir tanto a São Paulo são meus três lindos sobrinhos que lá residem, e meus dois irmãos. Por isso, nunca uso hotel para hospedagem naquela cidade, prefiro ficar na casa de um dos meus irmãos, para aproveitar bem o pouco tempo com todos.
Hall do hotel, alto nível em tudo
Mas eis que recebi o convite da Iveco para cobrir o lançamento da Daily Elevittá, da qual sou garoto propaganda. E eles disponibilizaram um hotel para que eu ficasse próximo ao evento. Solicitei as adaptações necessárias e reservaram para mim o Blue Tree Premium Faria Lima, que fica na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3989, Vila Olímpia. Por ser de uma grande rede, fiquei mais tranquilo em relação às adaptações, pois geralmente seguem o padrão internacional e prestam atenção às necessidades dos clientes.
Na entrada do quarto, uma sala com sofá e TV
Ao chegar, já me impressionei bem com o funcionário que me recebeu, perguntou como faria para auxiliar o taxista a montar minha cadeira e depois perguntou se eu queria ajuda para desembarcar. Parece coisa simples, mas pouca gente faz isso, geralmente vão pegando a cadeira, segurando de qualquer jeito, ou até tentando puxar a gente para fora do carro. Perguntou também se eu queria ser empurrado, outra coisa básica. Não preciso de ajuda para estas tarefas, declinei educadamente. No balcão, achei que havia encontrado uma falha, ele é alto e não tem nenhuma parte rebaixada, mas me direcionaram para uma mesa para fazer meu check in. Tudo certo.
A cama é enorme e muito confortável
Feito o check in, me acompanharam até o apartamento, no vigésimo quinto andar. O quarto é enorme, com bastante espaço para circulação, dividido em uma ante sala, cama e escritório. A sala tinha duas mesinhas de centro, que atrapalham a aproximação da cadeira de rodas, e um sofá, muito baixo e macio. Não arrisquei me transferir par ele. A TV é visível da cama, portanto não foi necessário utilizar a sala. A cama tem boa altura, pouco acima da cadeira de rodas, e não tinha obstáculo. Me aguardava em cima da cama o programa do lançamento do veiculo da Iveco e uma sacola da Kopenhagen de brinde (hummm). O escritório fica atrás da cama, é composto por uma mesa com gavetas e uma cadeira, a mesa é bem vazada e a cadeira entra com facilidade. A vista do apartamento é belíssima, para quem gosta de prédio... Dá para ver boa parte da cidade.
Até escritório tem no quarto
Vista do 25º andar
O banheiro, como era de se esperar, era muito bem estruturado. Tinha barras para todo lado, inclusive barra móvel ao lado do vaso, que felizmente não tem aquela abertura na frente. O assento, este sim tem abertura, e esta eu acho útil, facilita a higiene. Para a lixeira, nota dez, aberta por cima porém mais estreita que a boca. No box, um banco para banho, recomendável para quem tem bom controle de tronco. Como é meu caso, utilizei sem dificuldade.
O banheiro é top, completo e com todas as adaptações necessárias
O hotel conta também com piscina, academia, sauna e área de lazer no último andar, porém como fiquei pouco tempo não tive oportunidade de conhecer. A esta altura você deve estar pensando que este hotel é caríssimo, e não está longe da verdade. Fiquei lá porque foi cortesia, não gastei nada, mas em uma busca rápida pelo Trivago, descobri a diária fica em torno de quatrocentos reais. Bem puxado, mas para quem não abre mão de luxo e sofisticação, é uma boa pedida.

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