quarta-feira, 8 de março de 2017

Seguro de Automóvel para Cadeirantes

Não dá para arriscar perder um bem tão valioso
O índice de roubo de carros em Belo Horizonte é de 40 carros roubados por dia, e esta estatística envolve carros adaptados também. O Detran não faz distinção ao divulgar as informações se o carro roubado é adaptado ou não. A violência esta presente para todos.
Meu nome é Daniel Santos e eu como Corretor de Seguros sempre recebia ligação de pessoas aqui na minha corretora com dúvidas e informações de pessoas com interesse em fazer um seguro para seus carros, mas sempre na ligação a pessoa identificava que o seu carro era adaptado. Acredito que isso se deve porque a pessoa com deficiência, ao comprar um veículo novo ou usado, tem que adaptar o seu carro à sua necessidade e por isso é um público muito bem informado. Eu como corretor de Seguros sabia das regras e das Seguradoras que atendem melhor esse público, porém não tinha despertado o interesse em fazer um trabalho direcionado. Até que o número de clientes cadeirantes começou a aumentar muito e resolvi fazer uma parceria com o Blog do Cadeirante.
O importante a você que quer fazer um seguro ficar atento é que nem todas as Seguradoras irão te pagar 100% da tabela FIPE, No geral, o mercado paga 75%, porque o carro para deficientes tem uma isenção de impostos, e as Seguradoras na hora da Perda Total fazem a quitação dos Impostos de Isenção. Verifique com o seu corretor ou nos consulte para saber as Seguradoras que são as melhores tanto no atendimento, tanto para o pagamento dos 100% da Fipe. O ideal é fazer o seguro sempre com 105, a 110% porque nem todas as Seguradoras pagam despesas extras para pagamento das adaptações.
Outro detalhe importante é que como você compra o carro com isenção de impostos, a maioria das Seguradoras irá te pagar o preço do valor do carro na nota fiscal em caso de roubo/furto ou perca total.
Nos colocamos à disposição para atendimento e dúvidas.

Prevline Corretora de Seguros. www.prevlineseguros.com.br (31) 3309-3598.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Test drive na Fiat Toro 2.4 com adaptação universal

Além de linda a pick up tem espaço de sobra e motor forte
Já mostrei aqui a adaptação veicular universal portátil, que permite pessoas com mobilidade reduzida dirigir qualquer veículo automático ou automatizado. Com ela, podemos utilizar o carro de parentes ou amigos, ou ainda alugar um carro automático em uma locadora e dirigir com a adaptação. Agora vou mostrar outra aplicação muito útil para a adaptação universal: fazer test drive. Como sabem, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida não podem fazer test drive antes de adquirir um veículo justamente por não haver veículos adaptados para test drive nas concessionárias. Acredito que não há interesse em disponibilizar veículos adaptados devido ao custo que isto pode representar e porque devem achar que não vale a pena separar um veículo para este fim por acreditarem que a demanda é baixa. Mesmo sabendo que veículos adaptados podem ser dirigidos por qualquer pessoa, podem achar que a adaptação atrapalha de alguma forma quem não precisa dela para fazer o test drive.
O fato é que a alternativa que a pessoa com mobilidade reduzida tem é pedir a alguém para fazer o test drive por ela e confiar na opinião dela ou buscar na internet test drive realizado por outras pessoas. Acontece que o test drive de uma pessoa com mobilidade reduzida deve considerar alguns pontos que uma pessoa sem deficiência não considera, como facilidade de acesso ao interior do carro, capacidade do porta malas e facilidade para guardar uma cadeira de rodas. Outra opção é comparecer a uma feira de tecnologia assisitva, como a Reatech, onde as montadoras disponibilizam veículos adaptados para test drive. Porém isto demanda tempo e dinheiro para ir à feira, e é preciso esperar até a época em que elas acontecem. Felizmente há pessoas com deficiência que fazem test drive nestas feiras e disponibilizam em seus canais, como é o caso do canal deste blog.
Por isto é importante nos mobilizarmos para demonstrar para as concessionárias que somos uma fatia importante do mercado e precisamos do mesmo tratamento de outros clientes. Se as concessionárias tivessem uma adaptação universal, possibilitaria a todos a realização de test drive. A Automax Fiat, localizada à Av. Raja Gabaglia 2222, investe na estrutura para deficientes e tem rampas para todas as dependências, banheiro adaptado e atendimento exclusivo para quem for adquirir veículo com isenção. E abriu suas portas para que eu fizesse um test drive na nova Fiat Toro 2.4 Freedom, com motor tigershark de 186 cv. É um carro muito confortável e forte, que não entra na regra de isenções por ser utilitário, mas isto não impede que uma pessoa com deficiência possa adquirí-lo. E essa é mais uma limitação que nós temos: não podemos aquirir utilitário com isenção. Mais uma regra desnecessária e sem motivo. Quer dizer que uma pessoa com deficiência não pode ter um sítio ou fazenda? Como se não bastassem as limitações que já enfrentamos todos os dias...
Muito conforto e tecnologia embarcada, aliado a prazer ao dirigir
Mas vamos às minhas impressões do test drive. A Fiat Toro é uma pick up belíssima, a mais bonita do segmento na minha opinião. E o tamanho dela agrada bastante, não é grande demais nem pequena demais. A porta tem um ótimo angulo de abertura, o que facilita aproximar a cadeira de rodas, e apesar de ser um veículo alto, não é difícil transferir para o banco do motorista. Uma vez transferido, o espaço interno surpreende. É bem fácil acomodar as pernas mesmo com uma adaptação instalada. A cadeira de rodas cabe com sobra na caçamba, que já vem com capota marítima, protegendo o que estiver lá dentro. Além da cadeira, cabe com folga cadeira de banho, kit livre, malas, e ainda dá para carregar um triciclo elétrico se tirar a capota marítima. Essa é uma das maiores vantagens de comprar uma pick up, levar um triciclo ou scooter elétrica, em uma viagem para praia, por exemplo,.
E apesar de ser um carro grande, com quase cinco metros de comprimento, ela é ágil no trânsito e fácil de manobrar. A direção elétrica ajuda bastante, e é outro item fundamental para quem tem mobilidade reduzida, principalmente pessoas com lesão alta e comprometimento de membros superiores. É importante não precisar fazer muita força para manobrar, e a direção elétrica deixa até as manobras curtas e lentas fáceis de realizar. Comandos no volante e sistema multimídia com tela touch completam o pacote de facilidades para quem precisa ficar com uma mão sempre na adaptação. É um veículo excelente para cadeirantes, porém não entra na regra de isenção. Mesmo se entrasse, esbarraria no limite de valor, que hoje é de 70 mil reais para isenção de ICMS. Mais uma vez, ficamos reféns dos limites absurdos para conseguirmos um mínimo de conforto e bem estar.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Adaptação veicular universal portátil

Fácil de instalar e de operar, dá ainda mais liberdade para cadeirantes
Sempre digo que uma das primeiras coisas que uma pessoa que sofre uma lesão, ou outra enfermidade que o obriga a utilizar cadeira de rodas, deve fazer, é voltar - ou começar -  a dirigir. E em seguida utilizar as isenções que temos direito para comprar um veículo e adaptá-lo. Isto porque o carro dá uma grande independência, e esta é uma das principais conquistas após sofrer uma limitação.
Só que a gente sempre esbarra em alguns probleminhas. Primeiro, reaprender a dirigir, ou aprender para quem nunca dirigiu. Não era para tão complicado, bastaria fazer auto escola em um carro adaptado. Mas nem toda cidade tem auto escola com carro adaptado disponível. Aí só viajando para outra cidade. Depois, vem a burocracia para conseguir as isenções. E tem o tempo de espera. Resolvida a habilitação e as isenções, vem a compra do carro. Esbarramos no limite imposto para compra de carro, o que limita muito nossas opções, pois precisamos de carros com bom espaço interno, com porta malas grande e itens de tecnologia que facilitam a vida. E ainda tem um problema: não conseguimos fazer test drive, pois as concessionárias não disponibilizam carros adaptados para isto. O que podemos fazer é buscar vídeos de outras pessoas fazendo test drive e comentando sobre as vantagens do modelo para deficientes.
Um equipamento simples, leve (é feito de alumínio) e muito prático.
Depois de penar para encontrar um bom modelo, e finalmente colocar as mão no carro novo, a gente tem que aprender a guardar a cadeira de rodas sozinho no carro. Com um pouco de treino e persistência, conseguimos, e finalmente temos a sonhada independência sobre rodas. Conseguimos sair de casa sozinhos, ir para o trabalho, viajar, passear, mas aí resolvemos viajar de avião. Buscamos um lugar legal, levamos a esposa ou a família toda, e quando chega no lugar, como locomover? Ônibus? Nem sempre estão adaptados. Táxi? Alguns deixam de parar por ser cadeirante. O ideal seria alugar um carro. Como, se as locadoras também não disponibilizam carro adaptado?
Outro problema comum é quando vamos visitar parentes em outras cidades e vamos de avião. Eles geralmente não tem carro adaptado, aí ficamos dependentes da boa vontade deles nos levarem para onde quisermos. Um trabalho para os parentes, um constrangimento para nós, que vemos muitas vezes as pessoas mudarem seus planos para nos atender.
Dirigir com esta adaptação é muito fácil e seguro
O que fazer então? Não seria ótimo se houvesse uma adaptação para carros que a gente pudesse levar para onde quiser? E que encaixasse em qualquer modelo de veículo automático? Seus problemas acabaram! Já existe, há mais de dez nos nos Estados Unidos, uma adaptação veicular universal portátil. Nome comprido e bonito, que se traduz em independência para o deficiente. Sabendo disso, em viagem aos EUA comprei a adaptação que ilustra este post. É uma das várias opções que existem por lá, da marca Quicstick, me pareceu ser a mais bem construída e mais leve, já que é de alumínio. Comprei pelo site da empresa, custou 213,00 dólares já com o frete para o hotel. Meus pais estavam passeando por Orlando e trouxeram para mim. Não houve problema na alfândega, pois o valor está dentro do limite de 500 dólares por pessoa.
Recebi e testei no mesmo dia. O equipamento vem com manual em inglês bem simples, ensina a instalar e operar. A instalação é muito simples, levei menos de 5 minutos para instalar no carro do meu pai. Ele é preso aos pedais por borboletas, a gente aperta com as mãos e fica bem firme. Vem com uma corrente para colocar por trás do pedal do freio por segurança. Depois de apertado nos pedais, é só regular o comprimento de acordo com a necessidade e travar as barras na altura desejada. É muito simples, basta colocar uma trava em cada barra. Prontinho, é só dirigir.
É importante também ter um pomo de fácil instalação para instalar no volante, eu tenho um que é fixado com apenas um parafuso. A aceleração é feita pelo dedão, e é bem suave. Para frear, é só apertar a barra de freio, a resposta é imediata. Apesar da adaptação ficar solta, e não fixa como estamos acostumados, é só apoiar no banco e a gente acostuma. Não senti nenhuma insegurança ou instabilidade na adaptação, dirigi por muito tempo, fiz manobras, baliza, tudo com precisão e segurança. É uma excelente alternativa para usar o carro do pai, do irmão, ou de um amigo quando necessário. E quando a gente viaja, ao alugar um veículo, também pode ser uma mão na roda. Outra aplicação muito boa seria em concessionárias, elas deveriam ter este equipamento disponível para que deficientes pudessem fazer test drive em qualquer veículo automático que deseje comprar. Vejam no vídeo abaixo minhas impressões sobre o equipamento.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Comunicação Assistiva

Técnicas para se comunicar com pessoas com deficiência (foto: bemparana.com.br)
Relatos de pessoas com deficiência sofrendo preconceito há aos milhares, porém muitas vezes não se trata de preconceito propriamente dito, mas sim de falta de tato ou conhecimento sobre como lidar com pessoas nesta condição. Para a maior parte das interações, o ideal é que as PCD's sejam tratadas com naturalidade, porém alguns tipos de deficiência demandam conhecimento específico e cuidados especiais.
Para não cometer uma gafe ou até mesmo gerar processos judiciais, é necessário o acompanhamento ou treinamento por profissionais especializados. Mas onde encontrar este tipo de profissional? Até pouco tempo acreditei que seriam médicos, fisioterapeutas ou enfermeiros com especialização ou experiência na área, até que descobri que existe um curso, uma graduação tecnológica de dois anos e meio voltada a esta necessidade, é o curso de Comunicação Assistiva, ministrado em diversas faculdades pelo país. 
Mas do que exatamente se trata este curso? Quem me respondeu esta pergunta foi a Letícia Paiva, que cursou alguns semestres e se apaixonou pelo curso. Nele o estudante aprende os fundamentos da educação de pessoas com deficiência, diversas formas de comunicação com estas pessoas, passando pela linguagem de sinais, braile, linguagem corporal entre outras, sempre voltado para a inclusão social. Até aulas práticas com faixas nos olhos, rodando em cadeiras de rodas e com ouvidos tampados eles tem, para vivenciar um pouco do que passam as pessoas com deficiência. O mais legal é que o curso quebra o estereótipo de que toda pessoa precisa sempre de ajuda, além de informar sobre leis e direitos que pessoas com deficiência tem, e geralmente não sabem.
Navegando pelas instituições que oferecem o curso, descobri que aqui em Belo Horizonte ela é oferecida pela PUC-Minas, em forma de graduação tecnológica, com foco em Libras e Braille, e na Uni-BH. É uma boa oportunidade para quem tem interesse em seguir carreira ou se especializar.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Hotel Mercure Vila da Serra

Bela fachada do hotel Mercure (Fonte: site www.accorhotels.com)
Nunca fiz uma avaliação da acessibilidade de hotéis em Belo Horizonte porque moro aqui, e ainda não precisei dormir fora de casa (espero que não precise, por isso me comporto...). E recebo muitos pedidos de indicação de cadeirantes que viajam para cá. Neste mês a Sandra, amiga minha de Petrolina, que já colaborou com o Blog em outras oportunidades, esteve visitando Belo Horizonte e também pediu indicação. Quando é assim, quando eu preciso ir para algum lugar e não encontro nenhuma avaliação de cadeirantes sobre hotéis, eu uso o Booking.com e faço a busca por cidade. Aí desço pela página dos resultados e escolho, no menu lateral esquerdo "Filtrar por:", a opção "Comodidades para hóspedes com mobilidade reduzida", como na imagem abaixo.
Exemplo de consulta feita no site Booking.com.
O resultado é que o site filtra só hotéis que disponibilizam quartos adaptados para deficientes. Em seguida eu verifico as avaliações de hóspedes, que tem nota e qualificação (do lado direito da dela em cada hotel) e localização, de acordo com minha programação na cidade. E, claro, comparo os preços. Definidos três ou quatro hotéis que satisfazem minhas necessidades, vou ao site do hotel e ligo para cada um para pegar as informações específicas sobre adaptações. Esta etapa é fundamental para não passar raiva, pois a gente pode perguntar detalhes que o site não informa, como acessibilidade da rua para a portaria, rampas dentro das dependências do hotel, detalhes sobre a largura da porta do banheiro e disponibilidade de cadeira de banho para emprestar. E ainda assim acontecem surpresas...
Depois de consultar para a Sandra as opções de hotéis próximos à programação dela, decidimos pelo Mercure Vila da Serra, hotel que eu conheço parcialmente pois fica bem ao lado do hospital que meus filhos nasceram. Ela ligou para o hotel, fechou a reserva e veio visitar a capital mineira. Assim que pude, fui ao hotel ouvir as impressões dela e verificar os prós e contras da acessibilidade do Hotel Mercure. A vantagem de utilizar grandes redes de hotéis é a padronização, muitas vezes eles seguem os padrões internacionais e sempre disponibilizam comodidades adaptadas para deficientes.
Fachada do Mercure Vila da Serra (Fonte: Google Maps)
A primeira impressão sobre o hotel é boa, já que ele fica recuado da calçada e tem via prórpia para desembarque, ou seja, uma entrada fora da rua em que o carro - táxi no caso - pode parar e desembarcar com calma, sem a pressão de veículos buzinando atrás. Isto faz diferença para cadeirantes, já que nosso desembarque é sempre complexo. Outra vantagem deste hotel é que há duas vagas para deficientes/idosos na frente, após um quebra molas. E logo em seguida há vagas para táxis. No desembarque próprio, há rampa em sua pequena calçada, porém esta poderia ser maior. A porta de entrada é ampla e plana, e o hall bem espaçoso.
Balcão de Check in não tem rebaixamento para atender cadeirantes
A primeira falha percebemos logo no check in: o balcão é alto e não há rebaixamento nem opção de fazer check in em outro lugar. Fica aquela conversa de cima para baixo tentando entender o que o cadeirante está dizendo, enquanto o mesmo se estica para entregar seus documentos. Na hora de assinar, lá vem aquela velha prancheta para firmar a mão. Feito o check in, no caminho para os quartos ainda encontramos outro obstáculo: escadas que levam ao hall dos elevadores, que só podem ser vencidas utilizando um mini elevador na lateral. Falta de planejamento, porque não fizeram o hall dos elevadores no mesmo nível do térreo? Abre porta, entra, desce barra de segurança, sobe, levanta barra de segurança, abre porta e enfim consegue acessar os elevadores. São panorâmicos, bonito visual, e os botões estão em boa altura. Chegando aos andares, como era de se esperar, carpete. Nem considero isto problema, de tão raro que é um hotel que não o tenha.
Para chegar ao hall dos elevadores, tem que pegar outro elevador.
O quarto é bom, tem uma sala-cozinha com bom espaço de circulação. O quarto não é lá muito grande, mas suficiente, dá para circular em volta da cama e girar cento e oitenta graus para voltar ao banheiro. A cama é um pouco alta, mas dá para acostumar. Quanto ao banheiro, tem as adaptações básicas, vaso elevado, pia sem armário embaixo e box com porta de correr ampla. Só que o chuveiro é comum, e como ficamos sentados levamos aquele jato forte na cara. Ideal seria daquele modelo que corre em uma barra e tem chuveirinho grande, de metal. 
H'á uma mini cozinha com fogão, cafeteira e microondas
Por opção dela, solicitou que emprestassem uma cadeira de plástico para utilizar no banho ao invés de uma cadeira de banho. E neste hotel há cadeira de banho para emprestar, só que é com rodas pequenas. Ficaram de verificar se conseguem uma com rodas grandes, mas não é bom contar com isto. Ou então, se for se hospedar, ligar para saber se já há disponível. O fato é que a cadeira de banho comum resolve, já que a porta do banheiro é grande o suficiente para entrar com a cadeira de rodas, e o espaço lá dentro também é bom.
Detalhes do banheiro, do vaso ao chuveiro. Bem adaptado, mas longe do ideal
A desvantagem deste hotel é a localização. Ou melhor, isto é relativo, pois para determinado tipo de viagem, a localização é ótima. A localização é ruim se o viajante pretende explorar os pontos turísticos somente da cidade de Belo Horizonte, aí fica longe da Pampulha, do Mercado Central, da Praça da Liberdade. Mas a localização é ótima se o viajante pretende conhecer, além de BH, cidades turísticas próximas como Ouro Preto, Congonhas, Tiradentes, São João Del Rei, Lavras Novas. Isto porque ele fica próximo à saída para a BR 040, caminho destas cidades todas. E fica próximo ao BH Shopping, o que facilita para dar um passeio breve, e a Macacos, como é conhecido São Sebastião das Águas Claras, a apenas vinte minutos. O hotel tem também estacionamento próprio, o que facilita se for alugar um carro. No fim das contas, é uma excelente hospedagem pela versatilidade. Se quiser vir a Minas conhecer suas belezas, este é um lugar para ficar!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

SBU tem novas Recomendações sobre Cateterismo Vesical Intermitente

A Sociedade Brasileira de Urologia divulga guia prático com revisão dos principais estudos nacionais e internacionais voltados à indicação e orientação pelo urologista do cateterismo vesical intermitente aos pacientes com disfunções miccionais.
Nos últimos 40 anos, após a introdução do cateterismo vesical intermitente como método terapêutico, a redução das complicações no trato urinário e a melhoria na qualidade de vida, principalmente dos lesados medulares, é notória.
Os crescentes índices de resistência bacteriana aos antimicrobianos, torna indispensável à prática diária do urologista, noções sobre conceitos básicos, boas práticas e incorporação de novidades, como o uso dos cateteres com revestimento hidrofílico, em busca de menores taxas de infecção urinária.
As novas recomendações 2016 são de autoria dos renomados doutores José Carlos Truzzi, Alfredo Felix Canalini, José Antônio Prezotti e Júlio Resplande e estão disponíveis no link:

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Estão acabando as opções

Quer comprar um carro bonito, cheio de opções de conforto, com isenção de impostos? Esqueça.
Quando comprei meu segundo carro após a lesão, um Bravo Dualogic em 2011, na Automax, fiquei incomodado com o limite de isenção, que era de 70 mil reais, e não permitia acrescentar um opcional que me traria mais conforto, o kit multimídia. Não entrava na minha cabeça limitar o valor para compra com isenções, se a pessoa tem o dinheiro, porque limitar? Deficiente está proibido de ter conforto? Quando meu carro completou dois anos, em 2013 - foi justamente quando saiu a lei que permitia solicitar a isenção a cada dois anos - o limite de isenção continuava o mesmo. Achei melhor esperar para trocar de carro, pois queria comprar um veículo mais completo, e acreditei que logo logo iriam aumentar este limite, que já durava quatro anos. 
A Reatech sempre tem stands de montadoras. Elas estão desanimando, não tem mais muitas opções com isenção.
No ano seguinte já haviam rumores sobre o aumento da isenção, e tudo seria discutido na Reatech, que fui, mas nada foi decidido. Levaram a discussão para o fim do ano, e nada de aumento do limite. Chegou 2015, fiquei em cima, assinei petição para aumentar o limite, mandei uns dez e-mails para a CONFAZ - órgão que regula a isenção de ICMS, que é a que tem essa regra estúpida - e nada de resposta positiva. Me mandam sempre o e-mail padrão: "o assunto encontra-se em estudo". Que estudo é esse que dura mais de seis anos??? Estão precisando de universitários para ajudar? Eu arrumo alguns!
Opções de conveniência como comandos no volante e bluetooth estão ficando fora do cardápio
Esperei, esperei e perdi a paciência. Procurei, procurei, e acabei comprando um dos últimos carros grandes remanescentes, uma Chevrolet Spin. Carros médios como Volkswagen Golf, Fiat Bravo, Ford Focus e Chevrolet Cruze já não tem modelos automáticos abaixo de 70 mil. O que as montadoras fazem é "pelar" alguns modelos automáticos para ficarem no limite e os anunciam por 69.990,00. Você compra achando que vai finalmente ter conforto e percebe que em alguns casos nem rádio o carro tem. É o que a Toyota faz com o Corolla. Vende para deficientes sem opções que ajudam no dia a dia como bluetooth e comandos no volante. E alguns itens não tem como incluir depois, ou ficam tão caros que não vale a pena. O mesmo acontece na Volkswagen, dá para comprar veículos automáticos e depois ficamos atrás de sites como este link para melhorar o veículo.
Já pensou comprar um carro e ter que carregar a cadeira assim?

Não sei o que mais podemos fazer para sensibilizar as pessoas que travam este limite insano para aquisição de veículos com isenção. Ficamos reféns das opções que diminuem a cada dia, e todos sabem que ter um carro não é luxo para quem tem limitação, é necessidade. Minha preocupação nem é com conforto, mas sim espaço. Quem usa cadeira de rodas sabe o quanto é importante um bom porta malas. Mas como comprar um carro grande se até carros pequenos estão passando do limite? Outra coisa que está passando do limite é nossa paciência...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Especialistas defendem uso do cateter hidrofílico

Cônsul Geral da Dinamarca, Eva Bisgaard Pedersen
O Consulado Geral da Dinamarca em São Paulo, em parceria com a Coloplast, promoveu o workshop “Cuidado em Saúde Urológica para Lesados Medulares. O evento contou com a participação de médicos da Sociedade Brasileira de Urologia, lesados medulares que fazem o procedimento de esvaziamento da bexiga, enfermeiros estomaterapeutas, políticos e entidades parceiras.
A Cônsul Geral da Dinamarca, Eva Bisgaard Pedersen, mostrou aos participantes como a Dinamarca trata os lesados medulares. Desde o início da década de 90, novo protocolo de tratamento oferece aos pacientes dois centros especializados, um no oeste do País e outro em Copenhagen. Além de tratamento, as entidades colaboram na inclusão social. Mais de 50% dos lesados medulares trabalham. O cateterismo intermitente é o método adotado na maioria dos casos.
O Diretor-Geral da Coloplast do Brasil, Everson Soares, disse que a empresa desenvolve produtos para pacientes que precisam de cuidados íntimos, desde 1957. “Neste ano, no Brasil, já atendemos mais de 12mil pacientes no Programa Ativa “, destacou. A enfermeira estomaterapeuta Gisela de Assis falou sobre a introdução ao cateterismo intermitente e cateter hidrofílico e o urologista José Carlos Truzzi, da SBU, desmitificou o esvaziamento da bexiga. Os profissionais de saúde explicaram que o cateter hidrofílico oferece menos chance de infeção, de hospitalização, evita sangramento e estreitamento da uretra. “O cateterismo intermitente traz independência e socialização ao lesado medular”, afirmou o médico.
Em 1990, o policial militar Alexandre Miragaia foi baleado e ficou tetraplégico. Sem orientação e com pouco contato com outros cadeirantes não sabia que precisa fazer o cateterismo intermitente, procedimento para esvaziar a bexiga várias vezes ao dia. Passou anos com problemas de saúde e foi internado várias vezes. Ele começou a fazer o cateterismo quando entrou na Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência do Estado de São Paulo. “Depois que conheci o cateter hidrofílico nunca mais fui internado”, disse.
Deputado Eduardo Barbosa
O presidente da Subcomissão de Saúde e presidente da Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência da Câmara Federal deputado Eduardo Barbosa, se comprometeu a iniciar as discussões sobre a distribuição do cateter hidrofílico pelo governo. “Já perdi muitos amigos com insuficiência renal. Espero que tenhamos desdobramentos desse assunto na Câmara”, falou o deputado.
No Brasil, segundo estimativas do Ministério da Saúde, há cerca de 6 mil novos casos de lesão medular todos os anos. Cerca de 80% das vítimas são homens jovens, que podem ter o controle da bexiga afetado. Esse órgão pode se comportar de maneira desconexa, resultando em perda urinária frequente e esvaziamento incompleto. O resíduo de urina não eliminado propicia a multiplicação bacteriana o que causa infecção urinária e pode refluir para os rins, podendo levar a perda de sua função.
O resíduo de urina pode ser removido de maneira simples e segura pela própria pessoa com lesão medular por meio de um procedimento mundialmente recomendado: o cateterismo intermitente, que consiste na introdução de um cateter, que é um tubo transparente, através da uretra para esvaziar a bexiga. O procedimento deve ser feito de quatro a seis vezes ao dia. O workshop foi realizado nesta segunda-feira (24/10), no Hotel Renaissance, em São Paulo.
O workshop no Hotel Renaissance contou com estrutura completa

Sobre a Coloplast
Multinacional dinamarquesa presente em mais de 132 países, foi fundada em 1957, emprega mais de 10.000 funcionários pelo mundo, cujo negócio inclui soluções para Estomia, Urologia e Incontinência, e Cuidados de feridas e da pele.
Elise Sørensen, uma enfermeira dinamarquesa, percebendo os problemas de sua irmã Thora, que foi submetida a uma operação de estomia, passando a temer sair de casa pelo risco de sua estomia vazar em público, criou a primeira bolsa adesiva de estomia do mundo: uma bolsa que não vazava.
No Brasil, a Coloplast está presente desde 1989, e desenvolve produtos e serviços que tornam mais fácil a vida para pessoas com necessidades em cuidados íntimos de saúde.
Em 2012, 2013, 2014 e 2015, a Coloplast foi eleita em pesquisa realizada pela consultoria independente Patient View, a empresa de Dispositivos Médicos com a melhor reputação no mundo por mais de 400 grupos pacientes. Em 2012 e 2013, foi eleita pelo Instituto Ethisfere uma das empresas mais éticas e por 3 anos consecutivos, está entre as 50 empresas mais inovadoras do mundo segundo o ranking da Forbes.

Desde 2010, o programa de atendimento gratuito, Coloplast Ativa, oferece suporte ao paciente desde o primeiro momento durante a reabilitação até o seu dia a dia em casa, através da visita de enfermeiros especializados.

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