sábado, 13 de outubro de 2018

Como guardar e tirar a cadeira do carro

Com um pouco de treino a gente aprende
A primeira técnica que aprendi e que me deu muita liberdade, muita independência, a ponto do meu dia a dia ficar quase igual a quando era antes do acidente, foi guardar e tirar a cadeira do carro sozinho. Antes disso, toda vez que eu precisava sair de casa, eu tinha que pedir a alguém para ir comigo. Nos primeiros meses eu estava sem trabalhar, me recuperando, mas para ir na fisioterapia, ao médico ou até ao Shopping, eu precisava de alguém para ir comigo, para desmontar a cadeira, guardar no porta malas, e depois montar a cadeira para eu sair do carro. Isso me deixava chateado porque muitas vezes não conseguia fazer o que eu queria, porque não tinha ninguém para ir comigo. 
Felizmente foi um período pequeno, de dois meses, até eu ser chamado ao Hospital Sarah, onde mostraram uma técnica em vídeo de uma pessoa guardando a cadeira no carro. Na época era mais comum a cadeira dobrável, pouca gente usava monobloco. E guardar uma cadeira dobrável por conta própria não é tão difícil, já que ela desmonta várias peças e dá para ir guardando aos poucos. Ainda assim é um pouco pesada, e é preciso força nos braços. Logo que sai de lá eu treinei um pouco e consegui repetir o processo. Aí após adquirir meu primeiro carro adaptado, me tornei muito independente, ia onde queria sozinho, sem maiores problemas. Ou melhor, desde que houvesse acessibilidade onde eu estava indo, mas isso é um problema externo, de estrutura da cidade, e não podemos resolver por nossa conta. Mas mesmo assim dá para contornar. Quando vou a algum lugar que não tem acessibilidade, ligo antes e peço para alguém me auxiliar assim que eu chegue ao local.
O apoio de braço ajuda bastante no processo
Ao comprar minha primeira cadeira monobloco, em 2009, surgiu um novo problema: como guardar aquela cadeira que não desmonta nem dobra? Recorri à Internet e encontrei um vídeo gringo mostrando a técnica. Treinei bastante até conseguir, ou melhor, até desenvolver minha própria técnica, que ficou um pouco diferente da que vi. E aos poucos fui aperfeiçoando a técnica. Aí fiz um vídeo mostrando como faço e publiquei. Depois disso, apareceram vários vídeos mostrando técnicas iguais ou similares à minha. Porém nenhuma delas tinha uma didática muito boa, as pessoas ia mostrando e guardando a cadeira, fazendo parecer fácil. Mas sei que não é fácil, cada pessoa tem um nível de dificuldade, seja devido ao pouco controle de tronco, seja devido à pouca força muscular. Portanto resolvi fazer outro vídeo, desta vez explicando cada passo da técnica que uso, desde o posicionamento, até a fixação da cadeira no banco do passageiro.
E depois mostrei como faço para tirar ela do carro. Esse movimento é mais tranquilo, pois para tirar não temos que fazer tanta força, basta passar por cima e deixar ela descer até o asfalto. E então montar as rodas. Após o vídeo, espero que tenha ficado mais fácil treinarem a forma de guardar e tirar a cadeira. Mas tenha em mente que cada pessoa vai ter suas particularidades, e portanto terá que adaptar o método à suas limitações. E, se necessário, irá utilizar ferramentas ou acessórios para ajudar a estabilizar ou puxar a cadeira para cima. Alguns acessórios que vejo utilizarem são tábua de transferência e alças de apoio. É possível instalar no carro alças do lado do motorista, daquelas popularmente chamadas de "pqp", o que ajuda tanto na transferência quanto ao guardar a cadeira. O desafio maior é tirar a cadeira do chão e levar até o colo do motorista. Uma vez que se consiga isso, é só acabar de guardar. Vejam abaixo o vídeo que produzi, espero que ajude muita gente!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Parceria com a Tecar Jeep

A Zelaine é gerente na concessionária e está atenta às necessidades do público PCD 
O Blog do Cadeirante firmou mais uma parceria de sucesso! Agora temos o apoio da Tecar Jeep, concessionária que fica na Avenida Nossa Senhora do Carmo, 777, no bairro Sion, aqui em BH, especializada em Jeep! A concessionária é totalmente adaptada, conta com manobrista na porta (que tem experiência com cadeiras de rodas), elevador para acessar o hall e banheiro adaptado. Os funcionários são atenciosos e atentos às necessidades das pessoas com deficiência. O show room é completo e espaçoso, fácil de transitar com qualquer aparelho de auxílio à mobilidade.
Com o Renegade adaptado no dia do Passeio de Aventura
A Tecar Jeep foi pioneira ao disponibilizar em 2016 um Renegade adaptado para test drive, tanto que foi o primeiro test drive que fiz para o canal do blog, que você pode conferir ao fim da matéria. Em breve vou repetir este test drive no Renegade, que recentemente voltou a ser oferecido com roda de liga leve de 16"! Este veículo ficou disponível por mais de um ano, para quem quisesse fazer test drive, e foi com ele que participei de um Passeio de Aventura organizado pela concessionária em agosto de 2016. O passeio foi ótimo, contou com mais de 30 veículos, passamos por lindas cidadezinhas ao redor de Belo Horizonte e teve até uma prova! Recebemos na largada uma folha com imagens da trilha e a gente precisava tirar as mesmas fotos durante o caminho.
Na chegada do passeio de aventura, ficamos no pódio!
Foi muito bacana o passeio, eu peguei a manha de ler a planilha logo no início e minha co-pilota ajudou a entender e logo estávamos liderando grande parte dos participantes, que nos seguiram até próximo do fim. Faltando apenas 200 metros para chegar ao restaurante, nos enrolamos e resolvemos voltar. Logo percebemos o erro e voltamos, mas aí já haviam dois carros lá e chegamos em terceiro lugar! Foi muito bacana participar do passeio, o carro que eu estava era somente tração dianteira e passou por lugares que não acreditei! O carro é valente, o estilo de vida da Jeep é empolgante e saber que há uma concessionária investindo em acessibilidade e apoiando iniciativas em prol das pessoas com deficiência é muito gratificante!
A Tecar tem manobrista na porta e elevador para acessar o hall principal
Com nossa parceria, faremos ações para incentivar o público PCD a conhecer os carros da marca e iremos facilitar o contato com a concessionária no intuito de facilitar a aquisição com isenção total ou parcial de impostos. Confiram abaixo os test drives que já fiz na concessionária, e fiquem à vontade para comentar e enviar suas dúvidas!



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O Nerd e a Cadeirante

Um Nerd, uma cadeirante, um bebê e uma história de amor!
No post de hoje trago para vocês a linda história de um nerd e de uma cadeirante. E de um bebê muito fofo!!
 
"Olá, me chamo Suellen Gomes Calixto, tenho 28 anos, casada, moro em Taubaté, interior de São Paulo, Paratleta, bacharel em Administração. Aproximadamente aos 4 anos fui diagnosticada com a neuropatia de Charcot Marie Tooth... Andei até os 16 anos...


Minha vida toda me "preparei" psicologicamente pra cadeira de rodas, pois tenho um irmão com o mesmo diagnóstico. Masss a teoria é bemmmm distante da prática rsrs e dos 14 aos 16 anos, onde era nítido q realmente tava perto de pegar a cadeira de rodas, foi difícil, não foi constante, mas não foi nada fácil aceitar isso...evitei ao máximo esse dia kkkk (faz parte) eu era muito rueira, da "baguncinha" rsrs a dificuldade para andar foi chegando e eu fingindo q nada tava acontecendo, saia com as amigas carregada nas costas, de bicicleta e fazia meus pais também me carregarem... até que um dia houve uma situação que não dava para sair sem a cadeira. 

E desde então, percebi quão livre poderia ser... afinal eu dependia muito das pessoas para me locomover. E foi muito melhor ter aceitado logo.


Como eu disse sempre fui meio descolada e era difícil me ver triste e deprimida, mas eu guardava muitos monstros e tristezas por dentro, quem me conheceu via quanto eu era "rebelde", dava de durona para esconder meus sentimentos oprimidos... e ai Jesus se apresentou a mim, me ajudou a matar todos os monstros que viviam escondidos dentro de mim, naqueles lugares de difícil acesso kkkkk na verdade tem me ajudado todos os dias, e me dá uma paz e uma alegria que é impossível de se achar na vida, me presenteou com um marido abençoado e maravilhoso e um filho, dá pra acreditar???? Um filho??? Muito lindo, esperto e saudável por sinal! 🤤😍 Se sou feliz? Muito mais que isso! 


É possível sim ser feliz com poucos movimentos, ou ate mesmo sem braço ou pernas ou sem os dois, porque o que te faz feliz não são membros, mas por experiência própria, a felicidade, a alegria, a paz, e tudo o mais que precisamos, que desejamos para uma vida top de linha, está em Jesus, e acredite: ELE É O ÚNICO QUE PODE MATAR OS MONSTROS QUE NÓS MESMO "ALIMENTAMOS"! Que Ele possa se apresentar a vocês e possam entender que nossa dependência deve estar NELE e não em nossas cadeiras, muletas ou qualquer acessório que nos ajude em nosso dia a dia, ou pessoas que conduzem nossas cadeiras e nos ajudem em algo que nós não fazemos sozinhos, pois sem nenhuma dúvida afirmo: poderíamos ter todos nossos membros funcionando perfeitamente, uma vida estável, mas sem ELE continuaremos com nosso vazio preenchido por sonhos inalcançáveis e monstros escondidos!


E se quiser acompanhar mais de perto, se inscreve lá em nosso canal do YouTube: www.youtube.com/onerdeacadeirante

sábado, 1 de setembro de 2018

Musculação para pessoas com mielomeningocele


Olá pessoal. tudo bem? Hoje é a primeira postagem sobre atividades físicas para pessoas com mielomeningocele. E hoje vamos falar de uma atividade física muito importante para as pessoas com mielomeningocele que são cadeirantes ou para os que andam com a ajuda de órteses, a musculação. Sabemos que a mielomeningocele pode atingir vários níveis na nossa coluna vertebral. Por isso uns conseguem ficar em pé e andar, outros têm uma certa movimentação nos membros inferiores mas não tem força para ficar em pé e outros ainda são cadeirantes e não tem movimentação nenhuma, nem força e as vezes nem sensibilidade nos membros inferiores. 
Antes de falarmos da musculação, propriamente dita, vamos falar de coisas muito importantes que devem ser passadas para o professor de Educação Física, informações básicas sobre a deficiência e as particularidades que cada pessoa tem. Essas informações são passadas ao professor antes de começar a prática de atividade física, na avaliação física que é feita dentro da academia. É muito importante que o aluno confie no professor, essas informações farão com que o professor tenha segurança em realizar o trabalho no aluno. Então vamos falar um pouco sobre avaliação física, a avaliação física é o ponto principal onde vai determinar como o aluno se encontra fisicamente, e alguns parâmetros são mensurados bem como: altura, peso, envergadura, IMC (índice de massa corporal), dobras cutâneas, informações sobre o estado de saúde, se tem algum problema de saúde, e principalmente informações sobre a deficiência como foi dito anteriormente. 
Mas espera aí Felipe! Como o professor vai medir o meu IMC (índice de massa corporal) se eu sou cadeirante!? Como ele vai usar as fórmulas de dobras cutâneas se sou cadeirante? Infelizmente não tem como fazer o IMC para cadeirantes, pois, não foi elaborada uma fórmula matemática para calcular o IMC (índice de massa corporal) em pessoas com deficiência num modo geral. Em pessoas com mielomeningocele que andam pode ser até que dê certo, mas também não será um resultado fidedigno na hora da prescrição de uma ficha de exercícios físicos. Mas Felipe, oque são dobras cutâneas? A dobra cutânea é uma medida da espessura de duas camadas de pele e a gordura subcutânea adjacente. Várias dobras cutâneas podem ser avaliadas isoladamente ou em conjunto. Entre estas, podemos citar as dobras cutâneas tricipital, bicipital e da panturrilha, indicadoras de gordura periférica, e as dobras subescapular e supra ilíaca, indicadoras de gordura central. A dobra cutânea mais utilizada em crianças é a tricipital.
Devido à existência de uma relação entre gordura subcutânea e gordura corporal total, a soma de várias dobras cutâneas pode ser utilizada para estimar a gordura corporal total.A validade e confiabilidade das medidas de dobras cutâneas são influenciadas pela habilidade do avaliador, pelo tipo de adipômetro, pelos fatores do indivíduo avaliado e pela equação utilizada para estimar a gordura corporal. Para cadeirantes no máximo em membros superiores é feita a medida de dobras cutâneas, mas não para comparar os resultados com o de pessoas sem deficiência, esse procedimento se tornará valioso para o cadeirante comparar o seu próprio resultado depois de 3 meses treinando a primeira ficha. Outro cuidado que temos que tomar é com relação a medir a pessoa com mielomeningocele, ou pesá-la, pois, se ela for cadeirante, ela terá que ser medida em cima de um colchonete, por uma fita ou régua de madeira, se conseguir andar, aí a medida pode ser normal, como de uma pessoa sem deficiência. Para pesar um cadeirante o processo é um pouco complicado, pois nem todas, ou quase nenhuma das academias de musculação de nosso país tem uma balança adaptada para pesar pessoas cadeirantes, nesse caso a pesagem pode ser adaptada ou se o cadeirante tiver uma noção de quanto mais ou menos ele pesa e ele pode colocar em sua ficha de avaliação. como pode ser essa adaptação. Felipe? 
Pode ser feita da seguinte forma: O professor coloca uma tábua de madeira ou uma cadeira em cima da balança e a pesa, depois coloca o cadeirante em cima da tábua ou da cadeira e pesa novamente, em seguida com os dois valores já tirados, o mesmo subtrai o valor das duas pesagens e dá o peso do cadeirante. Outro ponto importantíssimo antes de começar a musculação é o aluno passar todas as informações sobre a sua deficiência para o professor, para que ele tenha um bom programa de treinamento em mente para seu aluno. Em casos de alunos com alergia ao látex, alergia bem comum em pessoas com mielomeningocele, avisar ao professor sobre isso, pois aí ele não passará exercícios com materiais que contém látex. Questão de saúde também tem que ser abordada ao professor, como a parte urinária por exemplo, dizer francamente a ele sem nenhuma vergonha que usa sonda ou fraldas, urinar antes da prática da musculação, assim como o professor vai ser franco em perguntar sobre isso, para não haverem acidentes também falar sobre as questões com relação ao intestino e também, principalmente, sobre sua alimentação no dia a dia. Passada essa fase de avaliação física e entrevista para conhecer um pouco da vida do aluno com mielo o professor deve começar a fazer o que chamamos, dentro da musculação, de teste de carga, ou seja, o teste de 1 RM (uma repetição máxima) tem o objetivo de encontrar a carga máxima com que o indivíduo consegue realizar apenas uma repetição de determinado exercício, esse teste tem um papel essencial na prescrição de exercícios, para se determinar uma carga “ideal” de treino.
O interesse pelo 1RM é tamanho que já foram desenvolvidas fórmulas para descobrir seu valor. Como calcular 1 RM. A predição da carga segundo a estimativa de Brischae é feita de seguinte forma: Realiza-se o exercício com no máximo 10 repetições, mas quantas vezes por semana eu posso fazer musculação a OMS (Organização Mundial da Saúde) diz que no mínimo 3 vezes por semana é bom praticarmos qualquer atividade física, mas posso fazer musculação de 2ª a 6ª se eu quiser Felipe? Sim, pode, mas tem o professor tem que dividir a ficha para que não haja sobrecarga muscular e nem articular. Outro ponto principal para ser analisado pelo professor é o objetivo do aluno, se ele quer ganhar força, hipertrofiar, emagrecer, diminuir dores articulares, prevenir lesões futuras, resistência e potência e também o nível de treinamento do aluno, se ele é iniciante, intermediário ou avançado.
Então agora vamos, nesse parágrafo, falar sobre a montagem de ficha para a pessoa com mielomeningocele, antes da prescrição o professor deve levar em conta se o seu aluno é anda ou cadeirante, se ele tem alergia ou não entre outros fatores como foi dito acima. E principalmente a acessibilidade para a pessoa com mielomeningocele nos aparelhos, principalmente se o aluno for cadeirante, se ele consegue fica mais tranquilo essa questão de acessibilidade.
Podemos citar vários exercícios para pessoas com mielomeningocele, com objetivos distintos e com níveis de treinamento distintos, vou destacar aqui nesse parágrafo, alguns nomes de exercícios para cada grupamento muscular e cada um deles você vai perceber onde será realizado, se é em aparelho ou exercício solo. Vamos começar falando sobre os exercícios para o músculo peitoral. Os exercícios para peitoral maior são: Supino declinado com halter, supino declinado com barra, flexão de braços entre os steps, supino reto com halter, supino reto com barra, crucifixo declinado.
Os exercícios para peitoral menor são: supino inclinado com halter supino inclinado com barra, crucifixo inclinado com barra no smith.
Exercícios para as costas: extensão de ombro, puxador na frente, puxador na frente fechado, puxador cruzado, puxador na frente triângulo, puxador na frente fechado invertido, remada articulada, remada baixa, remada curvada, remada curvada com halter.
Os exercícios para quadríceps são: Agachamento livre 90°, avanço livre com barra, cadeira extensora, agachamento livre 90° com pernas afastadas, agachamento no Hack vertical a 90°, leg press 110°, agachamento no Smith 90°. Os exercícios para bíceps femoral são: flexora em pé, flexora deitada, flexora sentada, stiff.
Os exercícios para os ombros nas suas três porções são: Deltóide medial: Elevação lateral inclinado, elevação lateral em pé, elevação lateral sentado, elevação lateral no cabo; Deltóide posterior: Crucifixo inverso em pé, crucifixo inverso em sentado, crucifixo inverso no cabo; Deltóide anterior: Desenvolvimento com halter, elevação frontal, desenvolvimento barra.
Os exercícios para o bíceps nas suas duas porções são: Rosca Schott, rosca alternada inclinada, rosca direta barra fechada, rosca alternada, rosca concentrada, rosca direta peada aberta, rosca direta barra W pegada aberta. Os exercícios para tríceps nas suas porções são: Para a parte lateral (+ cabeça medial): Puxada de tríceps na polia alta, barra reta ou V, extensões de tríceps com barra EZ, deitado no banco, press guilhotina, agarre à largura dos ombros, Kickbacks com halteres, torso horizontal no banco, extensões com halteres, a um braço, por detrás da cabeça. Para a cabeça longa: Kickbacks com halteres, banco inclinado + retroversão, desenvolvimento com barra, à nuca, Kickbacks com halter, torso horizontal no banco, extensões com halteres, a um braço, por detrás da cabeça extensões de tríceps com barra EZ, sentado.
Os exercícios para abdominal são: Abdominal reto com as mãos estendidas, abdominal lateral com rotação, abdominal reto com elevação do tronco, flexão do quadril suspensa, abdominal bicicleta, abdominal reto com perna alta, abdominal prancha, flexão lateral do tronco, abdominal invertido com joelhos flexionados, abdominal prancha lateral.
Os exercícios para trapézio são: Agachamento com remada alta, remada alta na polia, remada baixa, remada em pé na polia, remada alta na polia, remada alta com barra, remada aberta, remada curvada, remada na máquina.
Como eu disse esses são os exercícios feitos na academia de um modo geral, nem sempre são específicos para pessoas com mielomeningocele, mas dá pra ser executado, deve ao professor a obrigação de avaliar qual é os melhores exercícios a serem prescritos e lembrando também qual é o objetivo do seu aluno. Para finalizar esse texto, a última orientação o número médio de séries a ser feitas dependendo do objetivo, do volume de treino, e da carga do aluno é entre 6 a 20 repetições em 3 séries e pra cada objetivo um intervalo entre as séries isso será determinado pelo professor. Além de benefícios físicos a musculação pode trazer também benefícios psicológicos, sociais entre outros.
Sempre lembrando de verificar com seu médico se você pode fazer musculação e se há alguma alteração específica para você nos exercícios.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Guincho hidráulico para transferências

Auxílio importante na hora de transferir
Fazer transferências é sempre um desafio para quem tem mobilidade reduzida. Quanto maior o comprometimento, maior a dificuldade. Há no mercado alguns produtos que facilitam esta tarefa, como os guinchos hidráulicos. Neste post vou compartilhar com vocês um modelo de guincho que conheci há algum tempo e me impressionou pela qualidade.

O VOLLENZ HOME é um guincho de transferência móvel que, com total conforto e menor esforço do cuidador, transfere pessoas com algum tipo de limitação física de um local para outro. Uma solução simples e barata, com acionamento HIDRÁULICO, que facilita seu manuseio e garante a segurança do paciente.

Fácil de operar e manter
Importante ressaltar que este é o único guincho hidráulico do mercado com certificação da ANVISA. 
VOLLENZ HOME pode utilizado em residências, hospitais, casas de repouso e clínicas de recuperação, e é destinado todas as pessoas com deficiência motora momentânea ou permanente.

Compacto e funcional
Sabe quais os benefícios ele pode proporcionar? Veja:
- Faz a transferência de pacientes com apenas um cuidador;
- O processo é rápido, seguro e confortável;
- Evita as quedas do paciente durante sua transferência;
- Elimina lesões nos cuidadores ou enfermeiros.

O VOLLENZ HOME tem capacidade máxima para 150kg, acompanha um cesto confortável, lavável e fácil de utilizar. Os pés do guincho tem a abertura ajustável por pedal, adaptando-se em qualquer ambiente. O braço do guincho se eleva movimentando a alavanca e se rebaixa ao girar o manípulo, que conta com um limitador que garante a segurança tanto do paciente como do cuidador.

Conheça mais sobre a Vollenz em www.vollenz.com

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Nova parceria do Blog

A partir deste mês, o Blog do Cadeirante inicia uma parceria com o professor de Educação Física Felipe de Souza Lima, que é cadeirante e especializado em atividades físicas para pessoas com deficiência. Felipe mora em Juiz de Fora/MG, se formou em 2017 e trabalha na área desde então. Já foi estagiário no Projeto Aviva e trabalhou no Clube Bom Pastor, naquela cidade. Aqui ele vai falar sobre a importância da atividade física para pessoas com deficiência, como estas atividades podem ajudar na diminuição de dores crônicas e outros temas relacionados. Se tiverem dúvidas ou sugestões de temas a serem abordados, sintam-se à vontade para comentar! Abaixo segue uma breve apresentação do Felipe:

Felipe carregando a Tocha Olímpica em 2016
"Meu nome é Felipe de Souza Lima, tenho 27 anos, sou Professor de Educação Física, sou Bacharel em Educação Física, pela Faculdade Metodista Granbery, Licenciando também pela Faculdade Metodista Granbery e Pós Graduado em Atividade Física Para Pessoas com Deficiência pelo Centro Universitário Internacional Uninter, pólo Juiz de Fora, Palestrante sobre Musculação para Pessoas com Mielomeningocele e sobre os benefícios da Atividade Física Para Pessoas com Dor Crônica, professor de educação física pelo grupo de apoio ao tratamento da dor crônica"
Felipe de Souza Lima - email: fsouzalima1991jf@gmail.com

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Cadeirantes são demais!

Quem disse que cadeirante é inválido? Que tem que ficar em casa? Que não pode fazer isso ou aquilo?
Se alguém te disser que você não consegue, que não dá conta, que está limitado ou "é melhor ficar mais quieto", mostre esta postagem para ele! Ou mande para aquele lugar...
Cadeirantes rules!!!!

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Banco do Brasil, complicando a vida do cadeirante

Tem elevador, mas tem que chamar alguém para liberar, isso quando funciona
Todo cadeirante brasileiro passa raiva com acessibilidade em algum momento da vida. Ou todo dia, se for muito ativo e sair de casa com frequência. Logo que criei o blog, aproveitei esta ferramenta para colocar a boca no trombone, toda vez que esbarrava com falta de acessibilidade eu tirava foto, fazia uma postagem no blog, enviava e-mail para os responsáveis, ou para o órgão competente quando era prédio público, e fazia de tudo para que mudassem a situação e garantissem a acessibilidade. Consegui muitas mudanças desta forma, de restaurantes a shoppings. Mas com o tempo me acomodei. Só que uma "empresa" em especial tem me feito passar raiva continuamente: o Banco do Brasil.
Logo ele, que se define como o banco dos brasileiros, um órgão de economia mista com participação do governo em quase 70% de suas ações. Praticamente um órgão público. E tem pecado muito em acessibilidade. Em várias agências. A primeira vez que passei raiva com o Banco do Brasil publiquei aqui no blog, clique aqui para ver a postagem. Depois disso, ao ser admitido no BDMG, transferi minha agência para a da Rua da Bahia, 1479, e qual foi minha surpresa ao chegar na agência e descobrir que a mesma não tem acesso para cadeirantes. Para chegar aos caixas há uma grande escadaria, e até tem elevador, mas está quebrado há anos (da última vez que estive lá, ainda estava quebrado).
Outra agência que sempre me dá problemas é a do meu bairro, na Av. Mario Werneck, 1893. Tem uma escadaria na porta e um elevador na lateral. No início, toda vez que eu precisava usar o elevador, era necessário chamar uma pessoa de dentro da agência para liberar ele. O argumento era que se ficasse destravado, pessoas iriam utilizar sem necessidade. Acontece que bem em frente ao elevador está a recepção de uma academia. Portanto, gente para ficar de olho o dia inteiro, tem. Depois de um tempo, ele passou a ficar destrancado. Só que, quando eu precisava utilizar, ele estava quebrado. Aconteceu de novo este mês. Precisei ir ao banco para habilitar o celular na máquina, formatei ele e quando isso acontece é preciso seguir alguns passos e ir a um caixa eletrônico liberar o aparelho. Cheguei à agência e o elevador não funcionou. Não sabia se estava bloqueado ou quebrado, pedi à minha ajudante para ir lá dentro chamar alguém. Aí já está errado, precisar de uma pessoa para ir chamar alguém. E se eu estivesse sozinho? Vieram duas pessoas, tentaram, tentaram e concluíram que o elevador estava quebrado. Como eu precisava ir lá dentro, perguntei por uma solução e se ofereceram para me levar escada acima, e como eu precisava muito ir ao banco para tirar dinheiro e habilitar meu celular, aceitei.
Não sabiam nem como lidar com a cadeira. Tive que explicar que era mais fácil subir de costas, uma pessoa levando atrás e a outra fazendo a segurança na frente. E assim foi feito, me levaram escada acima meio sem jeito, com insegurança, balançando muito, mas cheguei inteiro lá em cima. Fui resolver o que tinha para resolver, e na hora de ir embora, foi preciso chamar novamente a ajuda, que demorou uns dez minutos. Expliquei novamente como seria mais seguro para mim e com bastante medo fui levado escada abaixo.
Agência da Raja Gabaglia 1725, mais uma sem acessibilidade (foto do Google Maps, não tirei foto no dia)
Acha que acabou? Infelizmente não. Mais uma agência sem acessibilidade é a da Av. Raja Gabaglia, 1725. Precisei pagar um título com urgência, e precisava ser na boca do caixa. Como já estou cansado de passar raiva e correr risco na agência do bairro Buritis, achei que se rodasse um pouco de carro, apesar do transtorno de colocar e tirar a cadeira do carro, seria melhor atendido. Procurei outra agência próxima e me deparei com a agência citada. Fui até lá e o primeiro problema foi a vaga de deficiente que há em frente à agência, estava ocupada. Precisei deixar o carro na rua paralela, voltar rodando e enfim chegar ao destino. Chegando lá, com o que me deparo? Outra escada. E a impossibilidade de acessar os caixas. Conversei com um atendente, que chamou um funcionário, que explicou que não tinha como acessar o caixa, e ele chamou outra pessoa, que me deu a solução: escrever minha senha em um papel para que ela fosse ao caixa pagar o título que tinha em mãos. Apesar do risco da operação, precisava fazer o pagamento e estava cansado e com muita dor para sair procurando outra agência. Escrevi a senha, entreguei o boleto e o cartão, e fiquei esperando no andar de baixo. A pessoa foi, pagou e voltou. E eu voltei para casa.
Estou para escrever este post há uns quatro anos. Só que não gosto de ser o reclamão, que vive chorando nas redes sociais devido ao mundo cruel em que vive. Só que paciência tem limite. Cada vez que passava raiva, escrevia um pouco. E hoje resolvi publicar, não só para reclamar, mas para denunciar: que banco é esse que se diz "valioso para mim" e que não atende a todos com as necessidades de cada um? 

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