quinta-feira, 21 de maio de 2009

Taxi acessível

Na Reatech, em São Paulo, conheci o Taxi Acessível, um Doblo adaptado para entrar com a cadeira de rodas sem desmontar, com cadeirante e tudo. É um serviço muito importante em uma grande cidade, como Belo Horizonte, mas aqui ainda não tiveram essa brilhante ideia. Será por falta de demanda? De acordo com o último senso do IBGE, 14,5% da população possui alguma deficiência. Tudo bem que qualquer tipo de deficiência conta, mas dentro deste percentual deve haver um bom número de cadeirantes, digamos uns 5%. É gente pra caramba.
Mas independente do número de pessoas, este serviço seria útil e inclusivo, permitiria aos cadeirantes maior liberdade de locomoção, principalmente para os que não dirigem. Estes sempre precisam contar com a boa vontade de parentes e amigos, que ainda têm o trabalho de desmontar e montar a cadeira. Esta iniciativa deveria ser apoiado até mesmo pela prefeitura municipal. Aí vem uma análise pessoal: falar, todo mundo fala, mas quem toma alguma atitude?
Pra quem devemos reclamar, exigir direitos e cobrar resultados? Em São Paulo há uma secretaria só pra isso na prefeitura. Aqui em BH, eu não achei nada do gênero. Mas também não fico só no bla-bla-blá. Mandei e-mail pra tudo quanto é cooperativa de taxista que achei na Internet e um pra prefeitura também. E quem tiver mais algum contato, manda brasa.
Será que os taxistas não percebem que é um diferencial? Será que eles tem medo de não conseguir demanda? Aí entra a tecnologia. Os carros mais modernos, a exemplo do honda Fit, são dotados de modularidade, ou seja, os bancos são como módulos, é possível levantar o assento, abaixar o encosto ou até tirar o banco fora. Não sei se esse é o caso do Doblò, mas mesmo não sendo não é difícil montar e desmontar os bancos, para usar normalmente ou permitir a entrada de uma cadeira. O que demanda investimento mesmo é o elevador, mas se uma cooperativa dessas tiver consciência social isso não será problema. Ainda acho que o governo devia exigir um desses em cada capital.
Aproveitando o gancho do Dado, do Mão na Roda, ele listou os serviços de táxi adaptado que encontrou pelo Brasil afora, confiram clicando aqui. Valeu brother!

9 comentários:

  1. Fala Sam! Esses 5% aí estão um pouco otimistas (ou pessimistas?). O total de cadeirantes fica entre 0,5% e 1%. Independente disso, também acho que é um serviço essencial e os governos tinham que dar alguns benefícios fiscais para promovê-los, sem esquecer do transporte coletivo adaptado, claro. Aliás, como é a acessibilidade dos ônibus aí em BH? (obs: no Mão na Roda tem uma lista com táxis adaptados em várias cidades do Brasil!)

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  2. Só isso de cadeirantes? Ainda bem, ou ainda mal, mas mesmo assim ainda é gente pra caramba! E a necessidade é mesmo independente da quantidade, é função social. Aqui em BH até que tem muitos ônibus adaptados, com elevador e tudo (pelo menos nas linhas mais importantes, com maior demanda) Ainda assim é importante o táxi, imagina numa emergência ter que esperar buzão, ninguém merece!

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  3. Isso aí, Sam... Nesses 14,5% que divulgam o tempo todo a imensa maioria é deficiente visual que só precisa usar óculos. Sinceramente, eu nem gosto de usar esses números por causa disso. Mas é isso mesmo, tem que ter táxi adaptado sim. Tem gente que não consegue chegar até o ponto de ônibus (ex: ladeiras de BH), tem dia de chuva, às vezes queremos mais privacidade etc. Grande abraço!

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  4. Oi, Sam, sou Paulinho, velho cadeirante, também de BH, cheguei no seu blog através do Mão na Roda, e achei um barato isso que já vi por aqui. Sou paraplégico há 60 anos (tive pólio aos 6 meses de vida), andei com muletas a vida toda, e de uns 10 anos prá cá tornei-me cadeirante. Tirei minha carteira de motorista em 1972, quando isso ainda causava espanto, e desde então enfrento essas barras que você parece conhecer bem. Vou frequentar seu barraco vez por outra. Mantive um blog por uns cinco anos onde a questão da deficiência ocupava bom espaço. Agora, por uma questão específica, estou voltando à blogosfera. A gente vai se falar...

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  5. Olá Paulinho, bem vindo! Você é autoridade em nosso meio, com sua experiência deve ter muita história pra nos passar. Se quiser mandar uma matéria ou sugerir algum tema, só tem a acrescentar. Abraço!

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  6. juarez vitoria-es quanto custa pra instalar no doblo e onde instala

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  7. silvia roberta tirelli rocha1 de agosto de 2011 08:40

    ola bom dia gostaria de sabe se em florianopolis tem dublo adaptada ,tenho um congresso de medicia sou cadeirante ,

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  8. olá, minha mãe é cadeirante e tem em Brasilia um dobló adaptado. Será que encontro serviço de taxi acessível em Floripa, ou para alugar? Estamos indo no final do mês para Floripa! Obrigada. Cristina

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  9. Pena que o preço da tarifa seja tão cara,R$ 6,00 o KM rodado aqui no Rio de Janeiro.

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