sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Alegrias e perrengues

Após o nascimento dos gêmeos, primeira foto da família completa
O mês de janeiro foi marcante para minha família, sob dois aspectos. Foi o mês em que tivemos a maior emoção de nossas vidas: o nascimento de Anne e Max, os gêmeos que estivemos esperando nos últimos oito meses, após fazermos uma inseminação artificial. Mas também foi o mês em que passamos um dos maiores perrengues de todos: uma "internação coletiva".
Poucos dias antes do nascimento dos gêmeos apareceram "erupções" nos meus braços, machucados semelhantes a espinhas que foram crescendo e inflamando. Aí veio a febre, na primeira vez que passou de 38 eu tomei Tylenol para baixar e deu certo. No dia seguinte, voltou a febre, e fiz a mesma coisa. No terceiro dia, véspera do nascimento dos gêmeos, mais uma febre de quase quarenta e uma dor no corpo intensa. Como eu iria ao hospital no dia seguinte mesmo, segurei a onda e aguentei.
Fomos então para o hospital ter nossos filhotes. O parto foi de manhã, chegamos cedo ao hospital e fomos para o bloco obstétrico. Senti o corpo quente mas aguentei para acompanhar de perto o nascimento dos meninos, e logo me chamaram para a sala de parto. Assisti ao nascimento dos dois com muita emoção, é incrível ver eles saindo da barriga da mãe e acordando para o mundo. Max nasceu com 1.685 gramas, e Anne com 2150 - nasceram prematuros, de 35 semanas e meia. Foi cesariana porque a gestação era de risco, a Gi chegou a ter sangramentos que nos assustaram bastante. Assim que os prepararam, foram levados para o berçário, e eu fui atrás. Lá, ficaram na incubadora para observação. Max, apesar de pequeno, nasceu bem formado e bem forte, mas precisou de sonda de alimentação para ganhar peso, pois poderia não aguentar sugar o peito. Anne também nasceu forte, mas teve dificuldades respiratórias devido à formação incompleta dos pulmões - coisa comum em bebês prematuros - e precisou seguir para o CTI Neonatal do hospital.
Após acompanhar o desenrolar do destino dos bebês, desci para o Pronto Atendimento do hospital para cuidar do meu caso, pois a febre já estava aumentando. Acabei internado também, e sem possibilidade de ver como estavam os bebês e nem a Gi. A sorte é que meus pais estavam nos acompanhando e me mantinham informado, e lá pegava celular e pude continuar em contato com a Gi. Entrei no antibiótico e a febre reduziu, mas precisaria ficar dez dias internado tomando antibiótico. Nesse meio tempo a Gi também teve complicações, identificaram uma infecção bacteriana na ferida da cesariana, e precisou tomar antibiótico também. A esta altura, quatro dias após o nascimento dos gêmeos, eu estava internado no PA ainda, pois não havia quartos disponíveis ainda, a Gi estava internada no quarto, a Anne estava no CTI e o Max no berçário pegando peso. A família inteira internada no mesmo hospital e sem contato. Somente o Max ia até a Gi para mamar e voltava para a incubadora. Não aguentei e consegui fugir para ver a Gi e o Max, e depois consegui autorização para ver a Anne no CTI. É de cortar o coração ver seu bebê com sonda na boca, respirador no nariz, acesso no braço e vários fios ligados ao corpo para monitorar batimento cardíaco, saturação, etc.
A Gi precisava de máscara até para ver a Anne no CTI
Depois de onze dias internado, recebi alta. O Max também teve alta do berçário assim que atingiu 1,8 Kg. Porém a Anne continuou no CTI e a Gi continuou internada tomando antibiótico, e para piorar teve febre e precisaram colocá-la em isolamento e mudaram o antibiótico. Para pegar o Max ela tinha que colocar uma capa estéril, luvas, máscara e toca. Era triste não poder nem tocar no seu filho, sem contar as restrições de contato com as pessoas. Ela não podia nem me dar um beijo. Foi bem sofrido, mas felizmente passou, e o antibiótico novo fez efeito. Finalmente, após quatorze dias de CTI, a Anne teve alta e subiu para o quarto. O clima ficou bem mais tranquilo para nós, eu podia sair de casa e passar a tarde com a Gi e o bebês. A Gi estava prestes a ter alta e nossa casa estava preparada para recebê-los. Mais quatro dias e finalmente a Gi teve alta, e fui buscar a turma toda no hospital. Foi uma grande alegria chegar com todos em casa e colocá-los finalmente em seus berços no quarto que preparamos com carinho para eles. Fiz uma adaptação no armário para instalar um trocador que eu pudesse entrar com a cadeira embaixo e manusear os meninos com segurança. Deu muito certo, vejam no vídeo acima. Depois farei outro mostrando como ficou na prática. Agora estamos todos em casa curtindo os bebês e dormindo quase nada... E tem valido a pena!
Agora os bebês estão em casa, curtindo sonecas e mamadas
Aproveito para agradecer aos meus pais, que deram um apoio fundamental, e a todos que nos mandaram mensagens e orações para nossos bebês!

7 comentários:

  1. Vcs são admiráveis e mto guerreiros! Exemplo para muitos. Q Deus os abençoe cada vez mais! Felicidades eternas ao lado desses bebês lindos!

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    1. Obrigado Elizabeth! Eles tem alegrado muito nossos dias!

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  2. Meus parabéns pelos seus filhos, eu também me tornei mãe novamente agora em nov/15, mais optamos pela adoção, escrevo um pouco sobre isso em meu blog http://euemdoismundos.blogspot.com.br/ na postagem: Engravidar novamente ou adotar?? Optamos pela adoção tardia. Abraço.

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    1. Obrigado Marilene, e parabéns pela sua escolha! Abraços

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  3. Parabén San e Gi, pela batalha e pela vitória. Que tenham dias de muitas alegrias, saude e paz, com essas crianças lindas.Que elas tragam consigo luz e muitas felicidades para os corações de toda a família.

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    1. Obrigado Sandra! Se Deus quiser teremos muitos! Abraços

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  4. parabéns!! filhos são tudo de bom, em dobro ainda, deve ser melhor :D

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