terça-feira, 2 de junho de 2009

Tábua de Transferência

Recebi outro dia um e-mail de uma leitora do blog relatando uma grande dificuldade em transportar o pai dela, que não tem força suficiente para passar para o carro, demandando auxílio dela e da mãe, em um processo complicado e difícil. Ela questionou se eu sabia da existência de um táxi acessível, como já ocorre em outras capitais, ou se eu sabia de alguma forma de facilitar a transferência para o carro.

No Hospital Sarah, me ensinaram a fazer a transferência para o carro com o auxílio de uma tábua, feita de compensado, que tem o formato ideal para transferência, pois se encaixa na cadeira de rodas (parte recortada) e a pessoa desliza por ela até o banco do carro. As medidas são 72 cm de comprimento e 29 cm de largura, e quem se interessar pode mandar fazer em qualquer marceneiro, é só levar o desenho. É importante que seja envernizada, para escorregar bem.

Hoje em dia eu não uso mais a tábua, pois aprendi a passar sem ela e acho pouco prático ficar transportando pra todo lado, mas para quem tem musculatura deficitária é muito útil. Uma idéia que tive, que facilitaria bastante, seria implantar no carro um dispositivo como esta tábua que ficasse embutido ao lado do banco, e quando necessário, se projetasse para fora, encaixando na cadeira e facilitando a transferência. Já vi os mecanismos que projetam o banco do passageiro pra fora, mas é um mecanismo mais elaborado e também mais caro. De qualquer forma, é necessário buscar mais facilidade e segurança neste processo, fundamental para garantir mais mobilidade aos cadeirantes.

Há ainda outro problema que já identifiquei (e sofri) é o encaixe da trava da porta do carro, geralmente proeminente e pontuda, causando machucados nas costas, principalmente no meu caso, pois sou muito grande e o espaço para entrar é pequeno, menor ainda em carros de quatro portas. Os de duas portas são bem mais fáceis devido ao tamanho da porta, e a trava fica mais pra trás. Em alguns carros ela é embutida, o que resolve este problema. Devia ser obrigatório, apesar de parecer sem importância, pois é muito perigoso pra quem tem pouca ou nenhuma sensibilidade, pode causar uma ferida mais grave com grande perda de sangue sem que a pessoa perceba. Eu já tive algumas camisas manchadas, mas sempre tomo cuidado e vejo se houve alguma avaria maior. Cuidado nunca é demais!

6 comentários:

  1. Já dei uma cacetada nessa trava, mas não chegou a machucar. Talvez porque eu seja baixinho... Sobre a tábua, também rola forrar com fórmica. É assim que o povo da ABBR faz para facilitar o deslizamento. Abraços!

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  2. Olá... sou estudante de design e o meu trabalho de conclusão de curso é justamente isso... estou projetando um carro com uma abertura horizontal da porta (tipo van)... e estou com dificuldade em simular uma transposição perfeita...

    caso queiram ajudar com o meu projeto, quem sabe nao estara nas ruas em pouco tempo...

    meu email é gutooh@gmail.com.br ou marx.dzign@hotmail.com ou www.gustavomarques.com.br

    vou agradecer demais quem puder colaboram... eu como designer nao consigo imaginar um cadeirante entrando no automovel, já aluguei cadeira e tudo mais... por favor me ajudem!

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  3. Gustavo, sou Paulinho, de BH, tenho 60 anos, sou professor aposentado, obeso e paraplégico desde os 6 meses de idade. Uso, para me deslocar, uma cadeira motorizada Jazzy 1103 (você pode vê-la em www.kapra.com.br), e ela conta com um mecanismo que eleva o banco cerca de uns 20 centímetros. Esse recurso, que é caro, facilitou bastante meu acesso ao carro. Tenho uma Zafira, na qual instalei um guindaste Bruno, também comprado na Kapra. Pus no Youtube um filmete onde o mecânico que o instalou dá um treinamento para minha mulher: http://www.youtube.com/watch?v=sH1Xn3GuvSM
    Mesmo com tais confortos, ainda tenho na transferência para o carro um ponto de tensão, um tendão de Aquiles. Os porta-trecos que os fabricantes agora colocam entre o banco e a porta do veículo são graves obstáculos. Achei muito interessante a proposta que aparece no blog do cadeirante. Talvez a peça pudesse ser dobrável, no sentido banco do carro/cadeira de rodas, sem perder a integridade. Desafio para projetistas. É muito importante também o uso de materiais que apresentem a menor resistência possível ao deslizamento, mesmo com uma pele, ou uma roupa, umedecida de suor. A fórmica é uma solução apenas razoável.
    Fico ao dispor, caso possa ser útil.

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  4. Oi. meu nome é Renata , achei muito enteressante suas experiecias , pois tenho um amigo cadeirante a um tempo ! ele tem as mesmas dificuldades e procura melhor a cada dia enchendo todos de orgulho . gostei muitoo do seu blog

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  5. OLA
    ESTOU DESENVOLVENDO UM PROJETO PARA CADEIRANTES
    É UM TRICICLO NO QUAL O CADEIRANTE NAO PRECISA SAIR DA CADEIRA,E NÃO PRECISA DA AJUDA DE NINGUEM.
    QUEM SE INTERESSAR PODE ENTRAR NO MEU MSN
    JULIOPANAO2323@HOTMAIL.COM

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  6. Onde posso conseguir uma tábua destas?

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