quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Mergulhando em Guarapari

Seus mares tem uma das maiores biodiversidades do Brasil
Guarapari, no litoral do Espírito Santo, é um dos melhores lugares do Brasil para iniciar na prática do mergulho. Tem uma das maiores variedades de peixes recifais do Brasil, pontos boa visibilidade e a baixa profundidades já se encontram diversos corais e peixes belíssimos! Por isso o batismo na cidade é tão procurado. Para quem não sabe, batismo é experimentar um mergulho com cilindro após uma breve aula e com o acompanhamento de um instrutor. É uma introdução ao mundo do mergulho e dá para ter uma boa ideia de como é se preparar para um mergulho, da sensação que é respirar pela boca, do peso do equipamento, e dos benefícios que observar a vida marinha de perto podem trazer.

Família que mergulha unida permanece unida
A região de Guarapari, além de ser boa para batismo, tem também pontos incríveis para quem quer evoluir na prática e "subir de nível" mergulhando a maiores profundidades, e principalmente mergulhar em naufrágio, já que lá está um dos melhores do país!

Instruções para a turma do batismo
Já fiz muita coisa maluca na vida, já passei por muita coisa legal, muitas aventuras, mas uma das sensações mais loucas que tive foi mergulhar no naufrágio do Victory 8B em Guarapari, no Espírito Santo. O navio é grego e foi abandonado na costa brasileira depois de ser apreendido por problemas financeiros, e foi afundado propositalmente para servir de recife artificial e ponto de mergulho. Ele tem quase 90 metros de comprimento e está bem preservado e integrado à vida marinha, a 35 metros de profundidade.

Equipado e pronto para mais uma aventura subaquática
Chegar ao navio não é fácil, ele está em uma região de fortes correntezas e pouca visibilidade. E é na descida que a aventura começa. O barco solta os mergulhadores contra a correnteza e a gente vai flutuando até uma boia que fica presa ao navio. A partir desta boia, é preciso segurar na corda e ir puxando o corpo em direção ao navio. Esta sensação parece filme de terror, a correnteza é muito forte, pareque que a máscara vai ser arrancada da cabeça, e a visibilidade é pouca, deve ser pouco mais de cinco metros. E a gente vai se afundando cada vez mais, em direção ao desconhecido... Quando de repente dá para ver a estrutura do navio, só as janelinhas e as bordas da cabine principal, uma cena sinistra. Puxando mais e mais, é possível ter noção do tamanho do navio, são metros e metros para baixo até o fundo do mar.

A descida pela lateral é incrível
Começamos descendo pela parte externa circulando a nave principal. Deu para notar o quanto os corais cobriram a carcaça do navio, em alguns pontos parecia que tinha mais de meio metro de coral sobre o metal. Incrível também é a diversidade de formas e texturas de corais, e a quantidade de peixes e cardumes que vive e visita a estrutura. Havia um cardume gigante que eu acho que era de sardinhas, fazendo um verdadeiro balé ao redor do navio. A cada mudança de direção a luz batia sobre elas e parecia uma cortina de peixes dançando! Muito legal!
Chegamos perto do fundo, a aproximadamente 35 metros de profundidade, e deu para ver toda a extensão do navio, bem assentado ao fundo quase em posição vertical. Entre várias janelas havia uma passagem de um lado ao outro do navio, por onde foi possível atravessar. Emocionante passar pelo corredor e ver algumas dependências internas. Voltamos subindo ao redor do casco até chegar na ponte de comando, com todas aquelas janelinhas voltadas para a frente do navio. Ao longo do caminho muitos cardumes, dezenas de espécies. Entramos pela frente da cabine e saímos do outro lado, e depois nos encontramos no topo para iniciar a volta. Se essa descrição é pouco para você, confira no vídeo abaixo os melhores momentos do mergulho que fiz em 26/12. E comente se curtiu!
 

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