segunda-feira, 8 de junho de 2009

Infecção urinária: cuidado em dobro


Eis mais um assunto que gostaria muito de discutir com outros lesados medulares. Nos primeiros meses no hospital, tive muitas infecções urinárias bem fortes, daquelas de ficar sem camisa e colocar compressas para diminuir de 40º a febre. Foram os únicos dias em que tive medo de bater as botas. Ou melhor, as luvas, já que nem botas dava pra bater. Mesmo assim, no auge da febre não perdi o bom humor. Minha irmã ficava acordada a noite inteira colocando compressas em mim e eu falava "põe compressa, mas sem pressa" ou então "estou com frio, estou vendo uma luz, brilhante, dá vontade de ir até ela... mas não vou alcançar o teto."

Sem brincadeira, depois daqueles casos de morte e amputação por causa de infecções urinárias fiquei atento e sigo todas as recomendações para evitá-las. Mas mesmo assim tenho tido infecções constantemente, quase todo mês. Mas como já conheço os sintomas, quando percebo que a urina está escura e com cheiro e sinto dores pelo corpo, inicio o antibiótico e não chego a ter febre. Mas hoje de manhã foi diferente, já acordei com febre e iniciei o antibiótico, mas ainda está em 37,5º. É a segunda pior infecção do ano.

Mesmo depois que aprendi a fazer o cateterismo na modalidade limpa, recomendado até pelo Sarah, continuo mantendo o modo estéril, com luvas plásticas esterilizadas e sonda estéril em todos os cats, exceto no banho, em que faço a limpa. Mas ontem fiz o cat no Mineirão (fui assistir CruzeiroXInter), no banheiro para deficientes, não sei se foi o que influenciou a atual infecção, mas tem grande chance. Agora, definitivamente, não faço mais em locais em que eu não tenha certeza da qualidade da limpeza realizada. A seguir alguma teoria encontrada e métodos de prevenção.

Até os meados da década de 70, insuficiência renal e outras complicações do trato urinário eram as maiores causas de mortalidade em pacientes com lesão da medula espinhal (lesão raqui-medular - LRM) e a preservação da função renal é o principal objetivo do tratamento urológico de pacientes com LRM. 

A maioria das complicações relacionadas ao trato urinário observadas em pacientes com LRM deve-se aos distúrbios da função da bexiga e do esfíncter que freqüentemente acompanham o quadro de deficiências neurológicas. O advento dos exames urodinâmicos contribuiu para um melhor entendimento dos distúrbios da bexiga (também chamada bexiga neurogênica), servindo de base para o acompanhamento urológico dos pacientes. A monitorização periódica e criteriosa destes pacientes permite o diagnóstico precoce das complicações urológicas e pode prevenir a instalação de danos irreversíveis a função renal e vesical. 

Outros importantes avanços terapêuticos foram os progressos no tratamento das infecções urinárias e da litíase (cálculos) renal e vesical. Uma vez que a integridade do trato urinário esteja garantida e o paciente inserido num regime de acompanhamento urológico, novas considerações passam a ser importantes, destacando-se principalmente o controle da continência urinária e o estabelecimento de um método adequado de esvaziamento vesical. Neste sentido, avanços importantes realizados foram a introdução do auto-cateterismo intermitente, o desenvolvimento do esfíncter artificial, as técnicas cirúrgicas de ampliação vesical e derivações urinárias continentes e diferentes modalidades de estimulação elétrica vesical. 

O tratamento dos distúrbios da micção nos pacientes com lesão medular não deve se basear somente em dados clínicos, levando em consideração a investigação laboratorial, radiológica e urodinâmica. Os "exames urodinâmicos" constituem a melhor alternativa para estudar funcionalmente o trato urinário inferior. Através da urodinâmica pode-se determinar e classificar o tipo de disfunção miccional e identificar fatores que coloquem o paciente sob maior risco de desenvolver complicações nos rins e bexiga. 

Além da avaliação clínica-urodinâmica são necessários exames laboratoriais (creatinina sérica e hemograma; urina I e urocultura) e radiológicos (USG e uretrocistografia). Estes exames são importantes como referência futura para o acompanhamento urológico, possibilitando avaliar o surgimento ou agravamento de possíveis alterações urológicas. A partir da investigação urológica inicial podemos compreender a disfunção vesical de cada paciente e instituir o tratamento mais adequado. É importante frisar que pacientes com lesão medular podem apresentar algum grau de recuperação neurológica por vários meses após o trauma em decorrência de regeneração da lesão, devendo-se evitar qualquer procedimento irreversível antes de 1 ano do trauma. 

Para mais informações, clique aqui. E se possível comente sua situação em relação à infecção urinária, frequência de incidência e como faz para evitar.

sábado, 6 de junho de 2009

Australiano paralisado por 23 anos volta a andar após aplicação de Botox

Um australiano que estava paralisado havia mais de duas décadas após ter sofrido um derrame conseguiu voltar a andar graças a um tratamento com injeções de Botox. Russel McPhee, que tinha apenas 26 anos quando sofreu um derrame e ficou confinado a uma cadeira de rodas, diz conseguir andar até cem metros sem a ajuda de andadores.
O Botox, nome comercial da toxina botulínica, tem o efeito de relaxar a musculatura, e é normalmente associado ao tratamento estético, para a eliminação de rugas de expressão.
Mas o uso da toxina botulínica já é aprovado há vários anos para o tratamento de espasmos que impedem o movimento normal de membros em vítimas de derrames e fraturas da medula espinhal ou de pacientes de esclerose múltipla.
O caso de McPhee surpreendeu os médicos, porém, já que normalmente o tratamento com injeção de Botox apresenta melhores resultados quando iniciado pouco após o aparecimento do problema.
Segundo o médico Nathan Johns, que tratou McPhee no centro de reabilitação St. John of God Nepean, a aplicação do Botox em pacientes de derrame normalmente ajuda a reduzir a rigidez dos membros, mas por outro lado enfraqueceria também o músculo, tornando difícil a recuperação dos movimentos. Além disso, quanto mais tempo a pessoa fica paralisada, mais fracos estariam seus músculos. No caso de McPhee, porém, teria ajudado o fato de ele ter tentado, ao longo dos anos, se movimentar sozinho.
Apesar de nunca ter conseguido ficar mais do que poucos segundos de pé, isso teria ajudado a manter a musculatura das pernas forte, ajudando no resultado do tratamento com o Botox.
Segundo Lisa Norman, diretora do St John of God Nepean, o centro vem usando a toxina botulínica nesse tipo de tratamento há cinco anos, "com variados graus de sucesso". "Mas o que torna o caso de Russell tão único é que sua melhora foi tão dramática. Ele estabeleceu para si um objetivo de voltar a andar e estava determinado a fazer isso acontecer", disse.
Fonte: G1
Contribuição de Arthur A. Costa

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Kenguru

Não é nenhuma novidade, mas vale a republicação, pois a ideia é genial e deveria ser expandida pelo resto do mundo. Quem sabe alguém cai na real sobre a necessidade deste tipo de iniciativa e toma atitude para tornar este sonho realidade?
O Kenguru é um pequeno carro elétrico concebido, em 2003, pelo designer Zsolt Varga para a Rehab Ltd, uma companhia Húngara que se dedica à reabilitação. Este veículo tem a particularidade de se destinar especificamente a pessoas que se movem em cadeira de rodas. Não consiste numa adaptação, ou transformação de um veículo já existente, mas sim um projeto feito de raiz com este propósito.
O veiculo tem velocidade máxima de 50 km/h e autonomia para rodar por 50 km sem recarga. Ele pesa 290 kg e tem 2.150 mm de comprimento. O carro tem capacidade para uma pessoa e foi projetado para a cadeira de rodas ter a função de banco, graças ao conjunto de travas instalado no interior do veículo. Para facilitar o acesso do cadeirante, a porta fica na parte traseira. Além disso, a direção foi desenvolvida no mesmo conceito do guidão das motocicletas. Segundo a fabricante, em breve, haverá a opção de joystick. Controlado eletronicamente, o Kenguru não anda se a porta estiver aberta ou se a cadeira de rodas não estiver na posição correta.
O Kenguru está muito a frente das outras opções disponíveis no mercado, que são apenas adaptações de veículos, por ter sido projetado exclusivamente para facilitar a vida de quem usa cadeira de rodas.

No fim das contas, a grande vantagem é permitir ao cadeirante sair do veículo com sua cadeira manual e entrar em determinados lugares em que a cadeira motorizada se torna um trambolho. Para grandes centros é muito útil, por exemplo, para servir de transporte para o trabalho diariamente. Ainda é ecologicamente correto e cabe em qualquer vaguinha. É até melhor estacioná-lo perpendicular à calçada, facilitando a saída por trás. Mas tem dois problemas: só cabe o cadeirante (se for sair com a mulher, ela vai em outro carro, ou a pé) e o controle tipo guidão de moto é uma barreira para os acidentados de moto, como eu, que tem até pavor de pensar nesse tipo de controle. Nada que um ano de análise não resolva!
Link para o endereço da fabricante: http://www.kengurucars.com/

terça-feira, 2 de junho de 2009

Tábua de Transferência

Recebi outro dia um e-mail de uma leitora do blog relatando uma grande dificuldade em transportar o pai dela, que não tem força suficiente para passar para o carro, demandando auxílio dela e da mãe, em um processo complicado e difícil. Ela questionou se eu sabia da existência de um táxi acessível, como já ocorre em outras capitais, ou se eu sabia de alguma forma de facilitar a transferência para o carro.

No Hospital Sarah, me ensinaram a fazer a transferência para o carro com o auxílio de uma tábua, feita de compensado, que tem o formato ideal para transferência, pois se encaixa na cadeira de rodas (parte recortada) e a pessoa desliza por ela até o banco do carro. As medidas são 72 cm de comprimento e 29 cm de largura, e quem se interessar pode mandar fazer em qualquer marceneiro, é só levar o desenho. É importante que seja envernizada, para escorregar bem.

Hoje em dia eu não uso mais a tábua, pois aprendi a passar sem ela e acho pouco prático ficar transportando pra todo lado, mas para quem tem musculatura deficitária é muito útil. Uma idéia que tive, que facilitaria bastante, seria implantar no carro um dispositivo como esta tábua que ficasse embutido ao lado do banco, e quando necessário, se projetasse para fora, encaixando na cadeira e facilitando a transferência. Já vi os mecanismos que projetam o banco do passageiro pra fora, mas é um mecanismo mais elaborado e também mais caro. De qualquer forma, é necessário buscar mais facilidade e segurança neste processo, fundamental para garantir mais mobilidade aos cadeirantes.

Há ainda outro problema que já identifiquei (e sofri) é o encaixe da trava da porta do carro, geralmente proeminente e pontuda, causando machucados nas costas, principalmente no meu caso, pois sou muito grande e o espaço para entrar é pequeno, menor ainda em carros de quatro portas. Os de duas portas são bem mais fáceis devido ao tamanho da porta, e a trava fica mais pra trás. Em alguns carros ela é embutida, o que resolve este problema. Devia ser obrigatório, apesar de parecer sem importância, pois é muito perigoso pra quem tem pouca ou nenhuma sensibilidade, pode causar uma ferida mais grave com grande perda de sangue sem que a pessoa perceba. Eu já tive algumas camisas manchadas, mas sempre tomo cuidado e vejo se houve alguma avaria maior. Cuidado nunca é demais!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Manifestação por ingressos grátis

No último sábado, 23 de maio, fui pressenciar mais uma vitória do melhor time de minas, e um dos melhores do Brasil, em cima do Vitória, por 2X0. Já comentei aqui sobre o acesso ao mineirão, o gigante da pampulha. O acesso é bom, entramos pelo hall principal, tem elevador que leva às cadeiras inferiores, onde a visão do campo é um pouco limitada. Os locais reservados para cadeirante são mal posicionados, do tipo "baia", como um estacionamento de cadeira de rodas. O pior, porém, é não ter cadeiras normais por perto, afinal de contas uma das boas coisas de um evento destes é compartilhar com amigos ou familiares, trocar idéia e discutir os lances da partida. O que geralmente fazemos é descer pela escada com ajuda para ter uma visão melhor do campo e poder conversar com amigos. Abaixo, a visão panorâmica da tribuna, nome do local que descemos as escadas para ver melhor o campo.
Lá conheci o Saimon, presidente da ACDC, Associação dos Cadeirantes e Deficientes de Contagem, que faz alusão ao grupo de rock AC/DC. Ele me contou sobre as conquistas da Associação, que já tem sede própria em Contagem e sobre a manifestação no hall do mineirão por ingressos grátis para deficientes, como já acontece em alguns estádios. Ficamos no hall até que os jogadores aprecessem, e eles, sem exceção, apoiaram a causa e posaram para fotos. Na foto acima está o goleiro Fábio, Athirson e Zé Carlos. Foi muito bacana o apoio dos jogadores, mas depende de nós continuar a protestar para termos condições melhores para assistir nosso time do coração, afinal é um evento extremamente inclusivo, é uma forma de diversão que para nós é uma oportunidade de estar com amigos e parentes curtindo um evento esportivo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Finalmente a transferência!!


Semana passada finalmente recebi a resposta ao processo de transferência do mestrado em finanaças que impetrei (gastei heim) na UFMG. Foi deferido! Vou voltar pra sala de aula!!
Foi uma luta, entrei com o processo em novembro de 2007 e só agora me deram o parecer final. Toda vez que eu ligava diziam que ia entrar na próxima pauta, e na próxima, e na próxima, até que fui pessoalmente lá pra ver se agilizavam o processo. Dá um desconto que a unidade inteira mudou-se para o campus (era no centro, muito difícil pra mim) e ficaram o ano passado todo se reorganizando.
Semestre que vem retomo ao mestrado e serão manhãs de luta pra assistir as aulas, desmontar a cadeira, colocar no carro, montar de novo e tocar até o prédio. Estou pensando seriamente em trocar de cadeira, pegar uma dessas com monobloco (que não fecha em X), mas ainda tenho dúvida se estas são mais fáceis de colocar no banco do passageiro. Acho que só testando mesmo! (se alguém já tem experiência com isso, me conta)
É isso aí, estou empolgado e não vejo a hora de brigar com tudo quanto é fórmula e número no mestrado que interrompi na saudosa Floripa devido ao meu acidente. Consequentemente devem minguar meus posts por aqui no próximo semestre.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

De bem com a vida


Desde sempre ouvi que sou otimista, que não esquento a cabeça à toa, e principalmente que sou de bem com a vida. Agora, depois de acidentado e "encadeirado", ouvi que sou um exemplo de vida, que não mudei muito com a nova realidade, que aceitei muito bem minha situação. 

Tem gente que não acredita que não tive nenhum momento de depressão, que não chorei nem me revoltei com minha nova situação, mas quem convive comigo sabe disso. Não é muito normal mesmo a pessoa ter uma reação dessas. Principalmente uma pessoa que levava a vida "solto", ou seja, eu não parava muito em casa, fazia esportes ligados a natureza (mountain bike, trekking) e vivia saindo, visitando amigos e caindo na balada. E muita gente me questiona como consegui aceitar tão bem essa mudança.
Sinceramente, nem eu sei direito. Mas o fato é que sempre tive uma atitude otimista em relação a quase tudo. Sempre busquei tirar algo de bom ou alguma lição dos empecilhos e problemas que a vida nos trás. Acredito que nada acontece totalmente por acaso, há sempre uma razão de ser ou uma consequência necessária para nosso crescimento. Vendo o lado bom das coisas, eu sempre agradeço por não ter sido pior e por continuar vivo. Eis aí o ponto chave: não tem nada melhor que nossa vida.
Mas para chegar a nesse ponto de "aceitação" (não é comodismo), é preciso adotar e praticar uma postura durante toda a vida. É preciso paciência e sabedoria para passar pelas mais diversas provas que a vida no impõe, buscando entender o porque de aquilo ter acontecido e o que fazer pra evitar futuramente nova ocorrência. E também o que fazer para minimizar as consequências. Levar a vida com humor também é fundamental. Sou do tipo "perde o amigo, mas não a piada" (não ao pé da letra). 
Outra coisa que sempre busquei é ajudar o próximo. Sou o tipo de cara que tem prazer em fazer o bem a outra pessoa. Já ensinei muita gente a dirigir, ajudei a tomar iniciativa de montar um negócio, ensinei a mexer com computador, e tudo o mais que me pedem ou percebo que a pessoa precisa. É o altruismo verdadeiro (que muita gente acha que não existe), não espero nada em troca. Só um sorriso!
Estas atitudes (otimismo, humor, humanismo) atraem gente boa como um ímã. E funciona como uma roda, convivo com gente boa, fico mais feliz, atrái mais gente boa, e por aí a fora vai. Já vi muita gente que é de mal com a vida porque não arranja namorada, não consegue um bom emprego, não passa na prova, mas se parar pra pensar, quanto mais mal humorada a pessoa fica, mais isso acontece. O segredo então é dar o primeiro passo. É só pensar "a partir de amanhã terei outra postura". Veja como sua vida vai mudar.
Por outro lado, já ouvi também que sou relaxado, acomodado e sem ambição. Ouvi muito isso quando estava morando em Viçosa, tinha um bom cargo em uma empresa, mas no interior não paga tão bem, aí muita gente achava que eu tinha que ir embora, morar em um grande centro, onde seria valorizado pelo meu trabalho. Mas eu sempre dizia: pra que, se estou feliz aqui? Tenho muito amigos, viajo todo ano pra algum lugar legal e curto os botecos da cidade a semana inteira. Não sou sem ambição, só acho que não precisamos de muito pra ser feliz.
Do meu ponto de vista, o que levo como lema é "sou feliz e sei disso", ao contrário do "eu era feliz e não sabia". Portanto, minha atitude é sempre de tirar o melhor de cada experiência, sem importar o quão ruim ela possa ter sido. E como diz Zeca Pagodinho, "deixa a vida me levar".
PS: a foto exemplifica um dos melhores meios pra ser feliz, ter muitos amigos!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Taxi acessível

Na Reatech, em São Paulo, conheci o Taxi Acessível, um Doblo adaptado para entrar com a cadeira de rodas sem desmontar, com cadeirante e tudo. É um serviço muito importante em uma grande cidade, como Belo Horizonte, mas aqui ainda não tiveram essa brilhante ideia. Será por falta de demanda? De acordo com o último senso do IBGE, 14,5% da população possui alguma deficiência. Tudo bem que qualquer tipo de deficiência conta, mas dentro deste percentual deve haver um bom número de cadeirantes, digamos uns 5%. É gente pra caramba.
Mas independente do número de pessoas, este serviço seria útil e inclusivo, permitiria aos cadeirantes maior liberdade de locomoção, principalmente para os que não dirigem. Estes sempre precisam contar com a boa vontade de parentes e amigos, que ainda têm o trabalho de desmontar e montar a cadeira. Esta iniciativa deveria ser apoiado até mesmo pela prefeitura municipal. Aí vem uma análise pessoal: falar, todo mundo fala, mas quem toma alguma atitude?
Pra quem devemos reclamar, exigir direitos e cobrar resultados? Em São Paulo há uma secretaria só pra isso na prefeitura. Aqui em BH, eu não achei nada do gênero. Mas também não fico só no bla-bla-blá. Mandei e-mail pra tudo quanto é cooperativa de taxista que achei na Internet e um pra prefeitura também. E quem tiver mais algum contato, manda brasa.
Será que os taxistas não percebem que é um diferencial? Será que eles tem medo de não conseguir demanda? Aí entra a tecnologia. Os carros mais modernos, a exemplo do honda Fit, são dotados de modularidade, ou seja, os bancos são como módulos, é possível levantar o assento, abaixar o encosto ou até tirar o banco fora. Não sei se esse é o caso do Doblò, mas mesmo não sendo não é difícil montar e desmontar os bancos, para usar normalmente ou permitir a entrada de uma cadeira. O que demanda investimento mesmo é o elevador, mas se uma cooperativa dessas tiver consciência social isso não será problema. Ainda acho que o governo devia exigir um desses em cada capital.
Aproveitando o gancho do Dado, do Mão na Roda, ele listou os serviços de táxi adaptado que encontrou pelo Brasil afora, confiram clicando aqui. Valeu brother!

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