Meu amigo Gregori Iochpe, de Lages/SC, me enviou um relato sobre sua experiência em um hotel em Gramado que impressiona pelo grau de acessibilidade. Ele chamou a atenção para um ponto muito importante, que nós cadeirantes muitas vezes não percebemos quando falamos em acessibilidade: que o termo engloba outros tipos de inclusão, como de cegos, surdos e outras deficiências. Já que sempre buscamos nossos direitos de acesso, vamos incluir outros excluídos! Vejam o relato:
"Como é bom ser surpreendido positivamente, foi o que aconteceu comigo neste fim de semana na Serra Gaúcha.
Após preparar a viagem por duas semanas, minha esposa encontrou um hotel com quarto adaptado para cadeira de rodas, porém, devido à minha desconfiança de que o quarto era realmente adaptado, solicitei as fotos do banheiro para ver se realmente a cadeira poderia entrar. Pode parecer um pouco de exagero de minha parte, mas aconteceu duas vezes comigo, uma em Porto Alegre, no hotel Ibis, do Moinhos de Vento, e outra no hotel Villa Vergueiros de Passo Fundo, de falarem que o quarto era adaptado e que já haviam recebido cadeirantes e ao chegar nos referidos havia degrau no box e para transferir para cama tinha que ir caminhando.
Em resposta a minha solicitação, a atendente do hotel enviou uma mensagem dizendo que o hotel é o único da américa latina a possuir o certificado do Instituto Pestalozzi de acessibilidade total, fiquei surpreso e empolgado para ver o que de diferente o tal certificado oferecia.
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| O selo de acessibilidade tem até placa! |
Na recepção do hotel, ao invés dos balcões altos, no quais nós cadeirantes temos dificuldades de preencher os documentos, havia mesas com atendentes capacitadas a atender pessoas com as mais diversas necessidades (cegos, surdos e dificuldades de locomoção).
Estava tudo muito bom por enquanto, mas e o quarto, como seria? E o banheiro, daria para escovar os dentes na pia ou teria que escovar em um copo de água, como já aconteceu em outras vezes?
Fomos acompanhados até o quarto e então notei que o hotel realmente oferecia um diferencial. Vejam a foto do banheiro:
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| Isso que é banheiro adaptado |
Além do banheiro ser adaptado, o cadeirante não precisa levar sua cadeira de banho, pois o hotel disponibiliza cadeira higiênica com rodas grandes, dando mais liberdade e espaço no porta malas do carro.
Outra coisa que me chamou atenção foi a quantidade de famílias com bebês no hotel, parece que o negócio no hotel é andar sobre rodas, então fui perguntar para a gereência do hotel o porquê de tantos papais novos como eu, e a resposta foi bem simples, todos os locais do hotel estão acessíveis a cadeira de rodas e carrinhos, facilitando a vida das mães.
A piscina e a sauna do hotel tem rampas e chuveiros aptos a receber portadores de qualquer necessidade especial, foi o único lugar sem ser o hospital Sarah de Brasilia que vi tamanha disponibilidade ao portador de deficiência.
Notem a cadeira de elevação que sobe e desce o cadeirante da piscina.
Mas a viagem guardou uma grande lição para mim, hotel acessível não é aquele que não tem escadas e portas estreitas, mas sim aquele em que qualquer pessoa com qualquer necessidade especial possa ir e vir sem restrições:
- Elevadores em Braile e que falam o andar aonde esta parando.
- Cardápio em Braile
- Telefones para surdos.
- Atendentes aptos a falar com um deficiente sem parecer que estão falando com um extraterreste, são coisas tão importantes e nos fazem sentir seguros de que a estadia vai acontecer de forma natural.
Para quem quiser ver as fotos do hotel, aqui vai o site: http://www.hotelvillabella.com.br/"













