segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ciclovia da Savassi

Ontem fiz um passeio de handbike diferente: pelas ruas da cidade. Mas não corri risco no meio dos carros, aproveitei que fizeram uma ciclovia na Savassi, que começa bem perto do prédio que moro, e fui conhecê-la. E descobri que é maior e melhor do que eu imaginava.
Início da ciclovia, na Av. Prof. Morais
São 2,8 quilômetros, começa na Av. Prof. Morais, perto da Av. do Contorno, e acaba na Rua Piauí, esquina com Av. do Contorno. Portanto, atravessa a cidade de um lado ao outro. Para quem não sabe, a Av. do Contorno tem esse nome porque, quando foi construída, teve o objetivo de contornar toda a cidade de Belo Horizonte, dando uma volta completa e se fechando, como um anel. Só que ela ficou pequena demais para a cidade, que já tem outra avenida feita para circulá-la, o Anel Rodoviário, que também já foi ultrapassado há muito tempo.
A travessia da Afonso Pena demanda cuidado
A ciclovia ficou muito boa, bem sinalizada, com o chão todo pintado de verde, exceto nos cruzamentos, que foram pintados de vermelho. E o problema é justamente os cruzamentos. São muitos, e perigosos, principalmente o que atravessa a Avenida Afonso Pena. Mas para ajudar há sinais luminosos próprios para ciclistas, iguais aos de pedestre, e ficam verdes quando os semáforos estão fechados. Mas o tempo em que fica verde é meio curto às vezes, tem que atravessar logo.
Uma das muitas pracinhas do percurso
Na ida, é muito bom, pois a maior parte do percurso é descida. Mas na volta, tem que ter perna. Ou braço, se estiver numa handbike, como meu caso. O grande charme do percurso são as praças por onde a ciclovia passa. Em uma delas, a ciclovia dá a volta nos banquinhos, muito bacana. E como BH é uma cidade muito arborizada, as praças geralmente são cheias de sombra, super agradáveis. Se quiserem ver o trajeto da ciclovia, abaixo o link para o registro que fiz pelo RunKeeper, um aplicativo que roda no meu celular e acompanha tudo pelo GPS.
Por falar em celular, uma grande tragédia marcou meu passeio. Meu brinquedinho favorito, um Xperia X10, sofreu um terrível acidente: caiu do meu bolso e foi atropelado por um carro. Mas felizmente sobreviveu, com graves escoriações e traumas, mas vivo. Incrível como o aparelho é forte.
Tô sofrendo com meu menino quebrado...
Ainda funciona tudo, internet, jogos, aplicativos, mas a tela sofreu muito. Quebrou em vários lugares, mas o touchscreen foi preservado, e dá para ver quase tudo na tela. Agora vou levá-lo a um hospital, digo, assistência técnica, e ver o tamanho do prejú. Pelo menos está chegando o dia das crianças e posso pedir outro de presente!

domingo, 4 de setembro de 2011

De novo no Maharaj

A fachada é muito bonita, mas a acessibilidade...
Ontem voltei ao Maharaj, um restaurante indiano de alto nível, que fica no andar de baixo do consulado da Índia em Minas Gerais. Já estive lá este ano, como contei neste post, e na ocasião mandei um e-mail para eles, e me responderam que em breve o local receberia reformas para ficar acessível para todos. Fizeram até um comentário naquele post, com a mesma promessa.
Marbeny, Aroeira e eu
Eis que essa semana meu amigo Marbeny nos chamou para voltarmos lá e resolvi tentar novamente, aproveitando para ver se as reformas foram mesmo feitas. Mas me decepcionei... e desta vez o incômodo de ser carregado escada acima foi compartilhado com o Aroeira, amigo do Marbeny que conheci lá e que também está em uma cadeira de rodas. O caso dele é temporário, ele já está dando alguns passos no Sarah, mas no momento, é cadeirante. E está sentindo na pele o quanto a cidade não é preparada para nós.
Mas nem por isso eu desisto de tentar melhorar. Deixar de sair, não deixo, e se quero ir em algum lugar que não tenha acesso, procuro saber se tem alguém para ajudar a entrar, nos casos em que há poucos degraus. Só que, geralmente, dou preferência aos que tem acesso. E só volto ao Maharaj se o acesso for melhorado.
Dois cadeirantes frustrados. Custava fazer uma rampa?
Se eu, como consumidor, posso não fazer diferença se deixar de ir a algum lugar, como blogueiro e cidadão eu sugiro a todos: dêem preferência aos lugares acessíveis. Mesmo se você não precisa, pelo menos ajuda a buscar uma cidade mais acessível, e porque não, mais cidadã.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Reformada mas sem acesso

E os cadeirantes, vão na concorrente?
Na última segunda feira fiquei feliz ao ver que a lotérica perto da minha casa providenciou acesso a cadeirantes, mas logo acima fiquei triste, pois a padaria Santíssimo Pão (Rua Grão Mogol, 65) que acabou de passar por uma grande reforma, não se lembrou de quem tem problemas de locomoção.
Ela ficou fechada por um bom tempo, alguns meses, e reabriu há algumas semanas. Eu já estava curioso para saber se resolveram o problema de acesso, mas fiquei decepcionado. Na verdade eu nunca havia tentado ir lá rodando, eu sempre parava em frente de carro enquanto a Gi ia comprar alguma coisa para o lanche. Eu esperava no carro porque sabia que não tinha como entrar, pois havia dois degraus em uma entrada e um na outra. E a Gi geralmente estava comigo.
Moro na região há três anos, e no início não tínhamos alternativa de outra padaria por aqui. Mas há uns dois anos abriu uma unidade da Trigopane alguns metros acima, na Grão Mogol mesmo. Naturalmente, eu dava preferência para a Trigopane devido ao acesso facilitado, mas eu gostava muito do pão de laranja da Santíssimo, e quando a Gi estava comigo, comprava lá mesmo.
Mas eis que há alguns meses a padaria fechou e entrou em uma grande reforma. E quando reabriu, de cara percebi um "puxadinho" que fizeram pro lado do estacionamento, para ampliar a lanchonete. Ficou bem bacana, com grandes janelas. Mas a entrada.... Além de não fazerem uma rampa, mantiveram os degraus e fecharam a outra entrada, que tinha só um degrau. Perguntei à menina do caixa se tinha outra entrada, e ela disse que era só aquela. E rampa móvel? Muito menos.
Desse jeito, além de perder definitivamente um cliente, ficarão mal vistos por quem se preocupa com acessibilidade. E as pessoas estão cada vez mais atentas a isso. Eu, pelo menos, sempre estou. E divulgo aqui, para quem quiser ver. E, de preferência, me ajudar a cobrar.

Mais um lugar ganha acesso

Agora sim, acessível
Há quase dois anos, falei em um post aqui no blog sobre o absurdo que é casas lotéricas não terem acesso para cadeirantes. São lugares voltados para o público em geral, respaldados por um dos bancos mais populares do país, a Caixa Econômica Federal. O mínimo que deviam ser é acessíveis.
Naquele post dei o exemplo de uma lotérica na Av. Alfredo Balena e de outra no início da Rua Grão Mogol, perto de onde moro, a São Judas Tadeu. Só que de um tempo para cá percebi que colocaram uma escada de metal nesta segunda lotérica. Não sei se foi por causa do meu post (eu mandei e-mail para a Caixa reclamando na época, mas faz tanto tempo que devem ter esquecido), mas o fato é que parecia que o problema tinha sido resolvido. E segunda feira passada fui lá conferir.
Chegar até lá rodando já é um desafio, há muitas árvores no meio da calçada e é preciso ir pela rua em alguns trechos encarando os carros que vêm na contramão. Depois precisei subir na calçada por uma entrada de garagem que mais parecia uma escada, com dois pequenos degraus. Mas não desanimei e fui embora.
Chegando na lotérica, percebi que a rampa é feita de duas peças, uma rampinha pequena subindo um pequeno ressalto e depois a rampa maior sobre os três degraus descendo. A rampa é mais inclinada do que deveria, mas possui corrimãos dos dois lados, que ajudam a frear a cadeira na descida e a puxar a cadeira na subida. Mas não dava para ser menos inclinada devido ao espaço.
A subida é meio puxada, mas o corrimão ajuda
Para subir o esforço é grande, e só fiz metade dele, pois um cara, vendo a força que eu fazia, empurrou a cadeira até o final. Mas dá para subir sozinho, numa boa. Parabéns ao dono da lotérica pela iniciativa, ou à Caixa pela cobrança, ou mesmo a mim pela denúncia!

domingo, 28 de agosto de 2011

Krug Bier

Ontem estive novamente no Krug Bier, faz tempo que quero fazer um post sobre o lugar, que considero um dos mais acessíveis de BH. Mas eu não tinha nenhuma foto do banheiro, e desta vez tirei. O bar/restaurante/choperia fica na Rua Major Lopes, 172, São Pedro, BH. É uma avenida bem plana e com muitas vagas de estacionamento, mas as reservadas para deficientes ficam um pouco longe. Mas tem um estacionamento pago bem ao lado, e se a pessoa estiver indo ao Krug paga oito reais independente do tempo que fique lá.
A entrada conta com uma rampa suave, com inclinação adequada. E eles deixam bastante espaço entre as mesas, o que facilita a circulação com cadeira de rodas. Mas quando enche, os espaços diminuem, mas basta pedir uma liçencinha aqui e outra ali para circular com tranquilidade. Só que a maioria das mesas tem pés centrais, o que dificulta posicionar, mas basta ficar um pouco de lado para ficar bem acomodado. Além disso, há enormes mesas de madeira vazadas, onde a cadeira entra com facilidade e os joelhos não ficam esbarrando. Recomendo utilizar sempre esta opção, mas tem que ter bastante gente junto, senão fica sub utilizado.
O banheiro é ótimo, não é tão grande mas o suficiente para circular bem. A porta é a mais bonita que já vi, com espelho e madeira, como percebem na imagem acima, mas é muito pesada e costuma travar, aí só pedindo ajuda para conseguir fechar. Este é um ponto falho que poderia facilmente ser corrigido.
O motivo de ir lá foi participar de um encontro com ex-estudantes da Universidade Federal de Viçosa que estão morando em BH. A ideia do encontro surgiu de um grupo montado no Facebook, e após montado o evento o pessoal foi aderindo e no final contou com mais de 30 pessoas. Foi muito bom rever alguns amigos que eu não via há anos, encontrar outros que vejo sempre e ainda conhecer alguns da mesma época em que morei naquela cidade inesquecível. Eu morei 13 anos lá, de 1992 (quando passei para Administração aos 18 anos) a 2005, e ainda tenho alguns bons amigos que moram lá. Viver em Viçosa é uma experiência fantástica,  a gente aprende muita coisa, tanto profissional quanto pessoalmente. Vai gente de tudo quanto é estado brasileiro, e até de outros países. A diversidade cultural que reina num lugar desses é coisa rara, e se a pessoa souber aproveitar, sai com uma importante experiência de vida. Eu posso dizer sem medo que foi a melhor época da minha vida!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Acessibilidade no Aeroporto Regional da Zona da Mata

O Nilson Baptista, de São João Nepomuceno, nos brinda com um relato sobre a situação da acessibilidade do Aeroporto Regional da Zona da Mata, localizado na cidade de Goianá e fica a 35 km de Juiz de Fora. O aeroporto é novo, foi inaugurado em 2007, mas as operações de vôos comerciais de passageiros iniciaram agora no dia 23 de agosto. Vejam abaixo as impressões e análises do Nilson, ao qual deixo meus agradecimentos pela colaboração.
"Minha chegada ao aeroporto foi num táxi Palio Weekend Adventure que estacionou na vaga para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Dirigi-me, pela faixa azul e branca até a entrada sem nenhuma dificuldade. Já no saguão verifiquei a existência de telefones públicos com altura apropriada, balcões para atendimento a cadeirantes e banheiro adaptado espaçoso e limpíssimo. 
Para o acesso ao terraço panorâmico existe elevador para cadeirante. Pelo fato de as aeronaves que a Azul Linhas Aéreas utilizará nesta rota (Viracopos/Aeroporto Regional da Zona da Mata) serem do modelo ATR 72/200, turboélice, de 66 lugares, ainda não está disponível o equipamento denominado Ambulift (um carrinho com elevador para colocar o cadeirante no interior da aeronave), mas um outro equipamento utilizado em aviões menores e mais baixos, como é o caso dos que estarão operando. 
A nota que eu dei em termos de acessibilidade foi 9,5 porque não embarquei, e assim não pude avaliar o procedimento de colocar-me no interior da aeronave. Mas existe uma funcionária chamada Andréa Santana que cuida dos detalhes no atendimento a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. 
O diretor da empresa que administra o aeroporto, Denilson Duarte, foi muito gentil, concedendo-me uma entrevista para o jornal do qual sou editor em minha cidade: São João Nepomuceno."

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Aprenda a lidar com a deficiência dos outros

Vejam que barato esse vídeo elaborado pelo pessoal do Hospital Albert Einstein, que dá dicas de como ajudar um cadeirante, um cego, surdo, enfim, qualquer pessoa com deficiência. São dicas simples, que parecem óbvias mas muita gente não se toca, e pela dúvida, enfiam os pés pelas mãos. Grande sacada!

domingo, 21 de agosto de 2011

Peças de metal

Porque não vem assim de fábrica?
Mais um post com a M3 como protagonista... e mais uma vez uma crítica. Para não ficar repetitivo, nem tudo que acontece com a cadeira eu coloco no blog. Dessa vez foi o nove de novo. Para quem não lembra, é só clicar aqui para ver do que se trata.
Como contei naquele post, passei por São Paulo e o Luciano, da Casa Ortopédica, resolveu meu problema substituindo a peça por uma de metal, e ainda me deu outra de plástico para ficar de reserva. E eis que no começo do mês o outro nove, que ainda era original de fábrica (e de plástico), resolveu quebrar. Mas fiquei tranquilo na hora, pois tinha outro de reserva em casa.
Cheguei em casa e fui logo convocando minha mecânica de cadeira de rodas improvisada, a Gi, minha namorada. Ela trouxe as chaves e começamos a "desmontação" da cadeira. Desaperta daqui, desaperta de lá, e tiramos o encosto, pois para colocar o nove tem que tirar o encosto todo da cadeira. Só que para o danado do nove entrar... Parece que era mais apertado do que o original. Dei umas marteladas, passei um óleo para entrar mais fácil (ui!) e conseguimos colocar o nove. Ficou bem justo, e difícil de rodar em torno do eixo. Mas funcionou.
No outro dia, na hora de ir embora do trabalho, fui passar para a cadeira e... ploft! Quebrou de novo o nove. Não durou dois dias. Mas acho que o motivo foi a pressão em que ele estava. Cheguei em casa e fui atrás do Luciano de novo. Não literalmente, mas por e-mail. Contei para ele meu novo drama da cadeira e ele, como sempre, se prontificou a me mandar um novo nove, desta vez de metal. Ele não me deu mais daquela vez porque não tinha outro de metal, só um de plástico.
E semana passada chegou a encomenda do Luciano, ilustrada na foto deste post: ele me mandou um par de "noves" de metal e ainda um par de apoiadores de aba, que ficam parafusados no quadro para segurar a aba, também de metal. E eu já havia quebrado um destes, que também vem de plástico de fábrica. Esta peça é ainda mais crítica do que o nove, pois recebe todo nosso peso quando fazemos elevação. Mais uma vez o Luciano brilhou, me quebrou um mega galho, e foi super atencioso. Deixo aqui registrado meus agradecimentos ao Luciano, que ajuda tanta gente na conquista de melhor mobilidade. 
Agora eu pergunto: porque estas peças não vem de fábrica de metal (no caso, alumínio)? Será que é para quebrar e fazer a gente passar raiva? Ou será que são só algumas cadeiras mais antigas que vêm assim? Alguém sabe se as novas vem de metal? Ah, o Pablo Gustavo me alertou que a dele veio de metal, e com o tempo fazem barulho em piso irregular. Bem, pelo menos duram mais!
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