| O prédio é bonito, mas o da Gasmig é mais |
Gentem, passei em outro concurso! Dessa vez para o BDMG, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Foi outra vez um concurso que fiz por fazer, sem muita expectativa, pois já estou empregado. E nem estudar eu estudei. Tudo bem que estou fazendo mestrado e tenho estudado, e muitas matérias tem relação com o que cai em concursos. Mas acho que é justamente essa tranquilidade que me permitiu fazer as provas com calma, pensando bem nas respostas.
Agora estou avaliando os prós e contras de mudar de emprego, mas uma coisa está me deixando animado a mudar, a carga horária, que é de seis horas. E isso, para quem sente dores crônicas como eu, é muito importante. Só que são seis horas corridas, sem pausa, que podem me deixar quebrado do mesmo jeito. E o serviço pode ser mais repetitivo, menos desafiador. A área que atuo hoje é estratégica na empresa e acabo coordenando vários projetos, sempre uma coisa nova. Por outro lado, é legal mudar de ambiente, e a própria mudança de tipo de serviço já é um desafio. Mas estou balançado: gosto muito do que faço, da empresa e dos colegas de trabalho, mas ir para um banco pode ser uma boa oportunidade de colocar em prática os estudos do mestrado em finanças, área que sempre gostei muito e entendo um pouco. E tem a carga horária 25% menor.
Ah, desta vez fiz o concurso e passei como deficiente mesmo, mandei o laudo médico no prazo (ao contrário do que aconteceu no concurso da Gasmig). E este post, no fim das contas, é para estimular os deficientes a buscar esta excelente alternativa, os concursos públicos. É só estudar, pois as vagas existem, são obrigatórias por lei, e há para todo tipo de cargo. Na iniciativa privada também há esta obrigatoriedade, pela Lei nº 8.213, que estabelece um percentual de vagas destinadas a portadores de deficiência de acordo com o número de funcionários da empresa: até 200, 2% do total; de 201 a 500, 3%; de 501 a mil, 4%; e acima de mil funcionários, 5%. Só que, além de nem todas as empresas cumprirem esta lei, as que cumprem costumam deixar os cargos mais baixos e simplórios para os deficientes.
Mas o fato é: se a pessoa se esforçar e correr atrás, sem trabalhar não fica. Mas tem outro porém: muita gente não se anima a buscar um trabalho para não perder o benefício do INSS. Já recebi algumas indagações neste sentido. E minha opinião é: vale a pena, e muito, perder este benefício para trabalhar. Primeiro porque nos sentimos mais úteis, segundo porque podemos crescer e ganhar mais, e terceiro porque o trabalho é uma das melhores formas de inclusão social que conheço. Então, bora trampar, galera!












