Ontem fui a Ribeirão das Neves entregar a cadeira de rodas da Freedom do ganhador do sorteio realizado aqui no blog, o Ângelo Gabriel. Eu e o Fábio fomos pessoalmente entregar, uma surpresa que preparamos, contando com a mãe dele como álibi. Ele já estava ansioso com a chegada da cadeira, e quando chegamos me surpreendi com o garoto sentado no chão brincando de bola, sem cadeira nenhuma por perto. A mãe dele me contou que ele costuma descer as escadas da casa dele "de bunda" e vai assim até a calçada para brincar com amigos.
Agora ele vai detonar em Ribeirão das Neves!
Depois eu descobri que a cadeira antiga dele estava atrás do portão. A mãe dele me contou também que ele tinha vergonha da cadeira antiga em algumas situações. E que ele não sai muito de casa, primeiro porque ela fica com medo (ah mãe, libera mais o menino) e segundo porque a cadeira dele não permitia, por ser muito pesada e estar toda torta. Agora o Ângelo Gabriel não tem mais essa desculpa! Nem para sair de casa, nem para ir ao cinema, nem para treinar os esportes que pratica, tênis de mesa e vôlei sentado. Fiquei sabendo também que ele vai, com outros meninos, participar de uma competição em São Paulo, e que ele pretende ir para as paraolimpíadas em 2016! Estamos torcendo por isso!
Eu gostaria muito de poder ajudar mais gente dessa forma, fiquei emocionado e feliz em proporcionar de alguma forma um pouco mais de qualidade de vida para quem precisa. Agradeço novamente ao Eduardo Tardiolli, que através da Cecília Acessibilidade tornou possível essa iniciativa, e ao Fábio, que já se tornou um parceiro do blog. E boa sorte para o Ângelo Gabriel com a cadeira nova!
"Gostaria de tornar meu estabelecimento acessível a cadeiras de rodas mas é muito caro instalar um elevador". Quantas vezes já me deram essa desculpa quando reclamei de algum lugar sem acesso, com uma escada grande... Sem saber ao certo o preço de um elevador para cadeira de rodas, eu sempre fico "vendido" nesse tipo de discussão. Imagino que uma obra para instalação de um elevador, mais os equipamentos, não deve ficar por menos de trinta mil reais. Algumas vezes eu sugeri o Stair-trac, que eu sempre chamei carinhosamente de "robozinho", e custa em torno de vinte mil reais. Já utilizei o Stair-trac algumas vezes em aeroportos, e é muito eficiente para subir escadas em linha reta. E este é seu limitador, só sobe escada em linha reta, não faz curva.
S-Max Sella
Na Reatech eu vi o Stair-trac lá, que continua no mesmo preço, vinte mil reais. E descobri também outras alternativas. No stand da Performance, havia dois modelos interessantes: o LG 2004 e o S-Max Sella. Bem menores do que o Stair-trac, o que surpreendeu mesmo foi a agilidade deles e facilidade para fixar a cadeira de rodas. O S-Max Sella faz até curvas! Essa é uma grande vantagem, além do tamanho reduzido. E o preço destes equipamentos também surpreendeu. O LG 2004 estava por pouco mais de 15 mil reais na feira, mas seu preço normal é 17,2 mil. Vejam o vídeo abaixo, demonstrando o S-Max Sella.
O S-Max Sella custa um pouco mais, 20,8 mil reais. Mas considerei este o melhor de todos, devido ao tamanho e agilidade ao subir escadas e ao fazer curvas. Mas é preciso transferir para ele, os outros podem ser atarraxados a uma cadeira de rodas dobrável (em X). Fiz um vídeo da demonstração do LG 2004, que vocês conferem abaixo.
Não podia faltar na Reatech opções motorizadas para deficientes. Além dos diversos stands de montadoras, a primeira coisa que me chamou a atenção na Reatech foi um stand logo na entrada, do lado direito, que tinha dois triciclos adaptados para cadeirantes. São triciclos adaptados de sccoters da Suzuki pela Sun Trike, em Diadema, interior de São Paulo. O da foto acima, adaptado da Suzuki Burgman de 125 cilindradas, tem um suporte para levar uma cadeira de rodas dobrável ao lado. Perguntei se dava para levar uma monobloco, e o vendedor disse que é possível utilizando o suporte traseiro e cordas para fixar, mas não senti muita firmeza...
Achei interessante que a poltrona para o cadeirante fica mais baixo do que num scooter normal, o que facilita a transferência. Os pés vão em suportes próprios ao lado das rodas dianteiras. O triciclo de 125 cc adaptado e homologado pelo Denatran custa 12 mil reais. Não achei o preço tão abusivo assim. O problema é que necessita de habilitação, mas já há auto escolas em São Paulo especializadas em treinar nestes triciclos.
Triciclo parrudo e confortável
O outro triciclo que estava em exposição no stand era um modelo bem mais parrudo, de 400 cc, com dois lugares, mas sem suporte para cadeira de rodas. É um belo veículo, dá para viajar com segurança, passear, tem bastante potência e parece bem estável. Mas o preço, também acompanha: 32 mil reais! É para quem gosta muito de moto, e quer curtir a mesma sensação.
O Tribike também estava presente! Igual ao que eu tenho e já mostrei aqui várias vezes, estava em exposição no stand da Cecília Acessibliidade. Dei algumas voltas nele na feira e fez bastante sucesso, muita gente me parou para perguntar sobre as características dele, preço, segurança, etc. Fiz até um filme on board, vejam abaixo.
Acredito que todo cadeirante que usa cadeira manual já ouviu aquela perguntinha "porque você não compra uma cadeira elétrica?" Em primeiro lugar, eu respondo, porque não quero morrer. Cadeira elétrica é utilizada em alguns estados americanos para cumprir pena de morte e, literalmente, fritar o indivíduo. Cadeira motorizada é o correto a se dizer. Depois da brincadeira constrangedora a pessoa insiste: "então, porque você não compra uma cadeira motorizada? É muito cara?" Bem, explico eu, hoje em dia as boas cadeiras manuais do mercado custam tanto quanto ou mais do que uma cadeira motorizada, portanto não é pelo preço, mas porque não é recomendado para mim. Apesar do Sarah me considerar tetra, eu sou um paraplégico alto com bom controle de tronco, e portanto tenho força nos braços, e se comprar uma motorizada, vou engordar como uma baleia, pois o único exercício que se faz ali é com os dedos. Pelo menos eles ainda terão força para outras atividades...
Mas convenhamos que tem hora que faz falta a cadeira motorizada. Ainda mais para quem mora no meio da montanha, como nós mineiros. Aqui em BH tem determinados morros impossíveis de subir tocando uma cadeira de rodas. E tem alguns que só são possíveis se o cara for a 0,1 km/h, e então consegue chegar lá em cima depois de muito esforço e muito tempo. É nesse momento que sente falta de um empurrãozinho. Desde que me entendo por cadeirante, ficava viajando na possibilidade de inventarem um motor elétrico pequeno para encaixar na cadeira manual e dar aquela forcinha extra em algumas montanhas da vida.
Smart Drive, a ajudinha que faltava!
E não é que vi muitas opções assim na Reatech? Na verdade, três opções. A mais interessante, e com melhor custo benefício, foi o Smartdrive. Esse acessório se encaixa no eixo traseiro de qualquer modelo de cadeira de rodas (que tenha esse eixo), a bateria entra sob o banco e é só tocar a cadeira que ele empurra o cadeirante morro acima, ou no plano mesmo. E ao frear a cadeira segurando nos aros, ele para. Assim que volta a tocar, ele volta a funcionar.
Bateria e comando do Smartdrive
O aparelho é leve, pesa apenas cinco quilos, e tem uma bateria que se encaixa facilmente sob o assento que pesa somente 3,7 kg. Fabricado pela Max Mobility, é vendido pela Mobility Brasil por 15 mil reais - preço na Reatech. Vejam o vídeo demonstrativo abaixo.
Outro motor elétrico estava disponível no stand da Cavenaghi, e na verdade são dois, um em cada roda, mas que operam em conjunto, chamadas rodas E-motion.
Rodas E-motion, motores independentes
Elas tem um controle remoto para fazer alguns ajustes, da potência e a força aplicada nas rodas, e basta tocar uma vez para que elas comecem a funcionar. Interessante que, como são dois motores, se o cadeirante toca um lado só, ele gira, conforme podem ver na demonstração abaixo. Só achei meio caro, quase vinte mil reais! Preço da feira...
A última opção que vi neste sentido não estava na feira, mas no catálogo da Performance, que faz elevadores e a cadeira Observer, que já citei aqui. O nome do equipamento é Solo, e é similar ao E-motion, são dois motores integrados ao centro das rodas, com um controle tipo joystick e baterias embutidas embaixo. Parecido com o concorrente até no preço: quase vinte mil. Tem que precisar muito de um motorzinho mesmo...
Você não odeia quando encontra uma rampa e ao tentar subir percebe que usaram uma inclinação absurdamente forte? Fica impossível subir sozinho. Que acessibilidade é essa então? Infelizmente essa é a realidade em grande parte dos lugares "acessíveis". E quando colocam carpete "fofo" em alguns lugares? Parece que estamos arrastando um caminhão atrás da cadeira. Terrível, né?
Serve em qualquer cadeira, dobrável ou monobloco
Para quem passa frequentemente por situações assim, foi desenvolvido no Brasil um sistema de auxílio ao cadeirante, tornando mais leve a tocada da cadeira. O Easy Mob torna o esforço necessário para tocar a cadeira 50% menor através de um sistema de engrenagens, como se fosse uma marcha mais leve. O Easy Mob conta ainda com um sistema de anti retorno, que freia a cadeira em uma rampa, facilitando ainda mais subir em etapas, caso o cadeirante se canse. Para descer uma rampa íngreme ele também ajuda, basta segurar levemente o aro e a cadeira desce lentamente. E a mudança de marcha é simples, basta girar o centro da roda e ela fica com a tocada normal. É uma ajuda muito bem vinda também para quem tem pouca força nos braços. Mais fácil que explicar é mostrar, por isso fiz um test drive em vídeo, que mostro abaixo. O cara atrás da cadeira ficou só por segurança, não fez força para empurrar.
Muito bacana, muito útil, orgulhosamente desenvolvido no Brasil, mas não podia ser perfeito. Para variar, o que estraga é o preço: R$ 3.200,00 o par de rodas! Mais caro que muita cadeira de rodas. Entendo que demandou pesquisa, é um sistema exclusivo, etc, etc, mas que podia ser mais barato, podia.
Revestimento para aro, feito em borracha
Outro acessório que achei bem útil, e felizmente com preço acessível, foi o revestimento para aro, da Tokbem. Também é uma bela ajuda para tocar a cadeira, em terrenos difíceis ou íngremes, e ainda mais em dias chuvosos. Não é terrível tocar a cadeira com as mãos molhadas? Um exercício de paciência, a gente tenta segurar o aro e a mão escorrega. Com o revestimento, isso acaba. Ele é feito de borracha e encaixa sobre o aro, experimentei na Reatech e gostei muito. E na feira estava por apenas R$ 200,00! Achei o preço justo, há similares importados que custam bem mais.
Puxadores de zíper
A Tokbem fabrica também puxadores de zíper, que se adaptam aos zíper comuns e tem um aro maior, facilitando abrir blusas, calças e qualquer objeto que tenha zíper. Serve em zíper que tenha um buraco e são leves e baratos. Estes eu esqueci de perguntar o preço... mas na página da empresa no facebook é fácil conseguir esta informação.
Stand da Jumper
Havia ainda um stand com peças esportivas para cadeiras de rodas, da Jumper. Eles tinham rodas da Spinergy, eixos especiais, rodas dianteiras mais leves, eixos dianteiros com amortecedor e uma infinidade de equipamentos, que são usados também por praticantes de Hardcore Sitting, aquelas manobras em cadeiras de rodas, daqueles malucos que dão cambalhota e rodam em rampas de skate. São peças de qualidade que servem não só para atletas, mas também para deixar a cadeira de rodas mais leve e macia ao rodar.
Fora estes, haviam outros acessórios legais, como motores elétricos que ajudam empurrando a cadeira, mas vou falar deles em um post específico. Aguardem!
Strix, primeira cadeira de rodas com suspensão do Brasil
Uma das coisas que mais me perguntaram da Reatech 2013, é sobre as cadeiras de rodas que vi na feira. Haviam boas novidades, mas a maior delas, na minha opinião, foi o lançamento de dois modelos de cadeiras de rodas nacionais, que vi no stand da Vemex. A empresa nasceu em São José do Campos, SP, da inquietude de um engenheiro com as condições das calçadas para cadeirantes. Para ajudar e ainda permitir rodar por terrenos irregulares, criou um modelo com suspensão, o Strix. O amortecedor utiliza sistema de amortecimento semi ativo com controle eletrônico.
O projeto começou a ganhar vida assim que saiu um financiamento da Finep em 2008, e os primeiros protótipos já passaram por testes de resistência em laboratório e em campo, por dois cadeirantes, na cidade de Parati. Para quem não sabe, a cidade tem muitas ruas pavimentadas com pedra fincada, um belo teste de fogo para uma cadeira com suspensão. O quadro dela é de alumínio e tem peças de fibra de carbono, em busca de baixo peso. Sem as rodas, ela pesa apenas 10 kg, contando com a suspensão. O lançamento dela está previsto para novembro e vai custar entre 8 e 10 mil reais.
Falco, o outro modelo da Vemex
O outro modelo apresentado pela Vemex foi o Falco, uma cadeira monobloco feita também em alumínio, com estrutura de perfil tubular, e a principal diferença é que os tubos não são cilíndricos, como a maior parte das cadeiras, mas "oblongos", meio achatados, e tem paralamas de fibra de carbono. A cadeira pesa em torno de 7 quilos sem as rodas, o que é excelente, comparativamente a minha TiLite pesa 7,5 quilos sem as rodas! Ela tem várias regulagens, assim como as melhores cadeiras do mercado. Quanto ao preço, ela deve custar entre 5 e 7 mil reais e o lançamento será entre agosto e setembro. Ambos modelos em exposição não puderam ser testados, por se tratarem de protótipos.
TiLite com freio a disco
No stand da Mobility, reinavam as cadeiras de titânio da TiLite, com todos os acessórios possíveis, inclusive freios a disco! Achei meio desnecessário, mas... imaginei um cara descendo um morro a mil e freindo lá em baixo: a cadeira fica, e o cadeirante... sai voando! Os preços das TiLite estavam com desconto na feira, mas mesmo assim partindo próximo dos dez mil reais, dependendo do modelo. É muita grana para dar numa cadeira, mas como sou usuário de uma, se você for um cadeirante muito ativo, vale a pena. Haviam outros equipamentos bacanas no stand da Mobility, como uma handbike que encaixa na cadeira e um "empurrador" elétrico, que falarei em outro post.
A tão sonhada Panthera X, de fibra de carbono
O stand da Cavenaghi também estava recheado de cadeiras de rodas. Muitas da Ortobrás, muitas da Ortomix. A Dinâmica New Ajustável está muito bonita, por menos de quatro mil reais. Mas chamava a atenção mesmo a Panthera X, cadeira de rodas de fibra de carbono que pesa só 2,1 kg o quadro, sonho de consumo de 11 em 10 cadeirantes. Estava em promoção na feira, só 16,5 mil reais! Pechincha! Pra quem ganhou na mega sena, claro. Mas o destaque mesmo no stand da Cavenaghi, para mim, foi a Ottobock Ventus, uma cadeira de rodas monobloco alemã que estava por R$ 4.190,00. Isso sim é pechincha. O quadro é leve, em torno de 8 kg, e os materiais de qualidade. Comparando com outras monobloco brasileiras, está com excelente custo benefício. Confira na página da Cavenaghi.
Observer, sobe até parede!
Mas a cadeira que mais me impressionou foi essa da foto acima, chamada Observer, no stand da Performance. Bonito nome, para um verdadeiro trator para deficiente. Ela sobe escadas, anda na areia, em piso liso, passa por cima de pedras, paus, e de quem estiver na frente te perturbando. Um tratorzinho mesmo! O que atrapalha é só o preço: 32 mil reais. Quem sabe se eu vender meu carro? Aí, sai da frente...
Desde o início da promoção, recebi dezenas de e-mails, muitas histórias tristes e de muita luta de gente com deficiência que viu neste blog uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida. Infelizmente não posso contemplar a todos, portanto usei como critério o contexto em que a pessoa vive, considerando situação econômica, atividades que desempenha e como irá ser útil a nova cadeira.
Ângelo Gabriel, o ganhador da cadeira
E o grande ganhador foi... Ângelo Gabriel, de Ribeirão das Neves, MG! Este simpático garoto participa de uma equipe de tênis de mesa em sua cidade, e sua cadeira, além de estar em péssimo estado, não é adequada ao seu tamanho, e nem aros para tocar ela tem! Já conversei com fisioterapeutas e sei o quanto é prejudicial rodar em uma cadeira de rodas de tamanho errado, você acaba comprometendo ainda mais o corpo do cadeirante. Além do mais, para uma criança em desenvolvimento, isto é ainda mais preocupante. E para quem está investindo no esporte, com vontade de mostrar seu valor e se socializar, é importante um "veículo" bom e adequado.
A cadeira dele está inadequada e em péssimo estado
A história e as fotos do Ângelo Gabriel chegaram até mim através de amigos dele, pois a família humilde não tem acesso à internet. Espero que o Ângelo curta este presente do Blog do Cadeirante, em parceria com a Cecília Acessibilidade.
Agradeço a todos que participaram do concurso mandando histórias e fotos, e ao Eduardo Tardiolli, da Cecília Acessibilidade, que tornou possível esta boa ação, ajudando a quem precisa!
No primeiro post sobre a Reatech 2013, que aconteceu de 18 a 21 de abril no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, vou dar um panorama geral sobre o que vi na feira. A primeira vez que estive na Reatech foi em 2009, e de lá para cá a feira cresceu e se multiplicou. A quantidade de expositores e de visitantes cresceu bastante, tanto que estou achando que o local está ficando pequeno. Fui na sexta e já achei muito cheio, mas no sábado a coisa estava tão lotada que ficou difícil rodar por lá. Tinha engarrafamento de cadeira de rodas e fila para o banheiro, e aí que o bicho pegou: eram três banheiros para deficiente, um de cada lado e um nos fundos, cada um deles com duas "baias" para deficiente, muito pouco para uma feira deste porte. Cheguei a esperar mais de meia hora para conseguir utilizá-los.
Deputada Federal Rosinha da Adefal
As palestras ministradas no evento foram muito boas, destaque para as deputadas Rosinha da Adefal e Mara Gabrilli. A deputada Rosinha informou em primeira mão que a Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade (361 votos), o PLP 277 de 2005, que trata da diminuição do tempo de contribuição à Previdência Social e de idade para a aposentadoria da pessoa com deficiência. O projeto segue para a sanção presidencial. De acordo com o projeto, o tempo para aposentadoria de pessoas com deficiência grave cai para 25 anos para homens e 20 para mulheres; com deficiência moderada, 29 anos para homens e 24 para mulheres e com deficiência leve será de 33 anos para homens e 28 anos para mulheres. A aposentadoria por idade também poderá ser requisitada com cinco anos a menos que a idade exigida atualmente, que é 65 anos para homens e 60 para mulher. Ambos deverão ter contribuído por um mínimo de 15 anos.
A primeira coisa que se via na feira eram os stands de montadoras
Uma coisa que impressionou nessa feira foi o tamanho dos stands das montadoras de veículos. Sem dúvida os maiores stands, e em quantidade: nada menos que sete montadoras tinham grandes stands na feira, fora os de auto escolas e outros veículos para deficiente, sem contar a área externa para test drive. Tudo bem que acho fundamental a ter exaltar as possibilidade de dirigir e adquirir um veículo, mas esperava stands maiores de equipamentos para deficientes, que são mais importantes para o dia a dia.
Stand do Comitê Paralímpico Brasileiro
Nos stands de lojas para cadeirantes, destaque para o da Cavenaghi e da Mobility, com dezenas de modelos diferentes e vários acessórios. Só que, devido ao tamanho, no sábado estes stands estavam quase impossíveis de entrar. Tinha fila de cadeirantes nas imediações. Mal dava para ver todos os modelos. Porém, gostei bastante do atendimento nestes stands (quando consegui chegar neles), que nos deixavam testar os equipamentos quando possível. O stand do Comitê Paralímpico também estava muito bacana, com muita informação, inclusive sobre a Olimpíada do Rio em 2016, e até sessão de autógrafos com paratletas brasileiros.
Hardcore Sitting na Reatech
Mas a verdadeira diversão estava nos stands secundários. Ali vi mais novidades e novas tecnologias, com destaque para uma nova marca de cadeiras de rodas nacional e "subidores de escada" bem modernos. Falarei sobre eles nos próximos posts. A área para esportes também estava bem agitada, com eventos simultâneos e até uma área para esportes radicais, com o pessoal do Hardcore Sitting, que dá até cambalhota em cadeira de rodas! Infelizmente não consegui ver nenhuma apresentação... Mais fácil que descrever o que vi, é mostrar, portanto fiz um vídeo "on board", atarrachando uma câmera GoPro à minha cadeira de rodas enquanto eu dava um rolé geral pela feira. Acompanhem!